quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Vícios anímicos dos médiuns


Certos vícios anímicos propagam-se por vários médiuns, que na fase do seu desenvolvimento os copiaram do médium principal do local onde iniciaram seus primeiros passos para o despertar de sua faculdade. Trata-se, neste caso, de um animismo coletivo, próprio de determinados trabalhos espíritas doutrinários ou mediúnicos ainda incipientes.
  
Quando os candidatos a médiuns têm a sorte de se colocar sob a direção de outros médiuns estudiosos, sensatos e avessos às fórmulas, aos símbolos, às chaves ou ao fraseado pomposo, eles também desenvolvem sua faculdade sem as excrescências anímicas que tanto obscurecem ou ridicularizam a prática mediúnica.
  
Há médiuns que, devido ao estudo incessante das obras espíritas e indagações esclarecedoras, progridem tão rapidamente no primeiro ano do seu exercício mediúnico, que ultrapassam em conhecimentos e experiências aquilo que os seus companheiros comodistas, preguiçosos, displicentes ou setoristas não conseguem em 20 anos de trabalho. Estes últimos vivem repetindo as comunicações fastidiosas tantas vezes repisadas, usando dos velhos chavões e da eloquência sentenciosa de sempre, enquanto permanece vazio de qualquer proveito espiritual o conteúdo do que transmitem.

Pensando que o desenvolvimento mediúnico se resume na exclusiva operação de "receber" entidades, eles se habituam à mesma chapa mediúnica usada há vários anos, enquanto se cristalizam no animismo improdutivo, que impede os guias de expor qualquer assunto novo aos encarnados, pela impossibilidade de atravessarem o paredão granítico de um condicionamento tão pobre de recursos intelectivos e de conhecimentos espirituais.

Em face do "tabu" inescrutável, espécie de dogma espírita, de que tudo aquilo que o guia diz ou ensina deve ser observado religiosamente, os médiuns novatos aceitam cegamente e sem qualquer pesquisa corajosa o que expõe o médium senhor do trabalho, que também pode ensinar tolices à guisa de conceitos de elevada filosofia espiritual. Em consequência, em breve surge o animismo coletivo, resultando em cópias fiéis dos mesmos chavões, habituais de aberturas de trabalho, das preleções pomposas, dos cacoetes mediúnicos e os tons de voz dramática e altissonante.

domingo, 12 de agosto de 2012

PAI

"Existe um homem que se esmera no comprimento do dever para dar bom exemplo: Que fica humilde, quando poderia se exaltar; Que, com o coração dilacerado, se  embrutece para se impor como um juiz inflexível; Que, na  ausência, usam-no como temor para evitar uma ação menos  correta; Que quase sempre, é chamado de desatualizado; Que apenas  fisicamente, passa o dia distante, na labuta, por um futuro melhor;   Que esta sempre pronto a ofertar uma palavra orientadora ou relatar  uma atitude benfazeja que possa ser imitada;  Que, vibra, se emociona e  se orgulha pelos feitos daqueles que tanto ama. Esse homem geralmente, se  agiganta e passa a ser O valor inexorável quando deixa de existir.  Nunca perca, pois, a oportunidade de devotar muito carinho e amizade  àquele que é seu melhor amigo, apesar de qualquer outra coisa:  SEU PAI."

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Doces Enganos

Ela menina flor, beirando os 15 anos, idade linda em que toda jovem sonha com o rapaz encantado que a fará feliz, ou modernamente, sofrer menos. Ouviu falar que no bairro onde morava havia um templo de umbanda e junto com uma amiga, para dar força, procurou a tal casa, porque tinha urgência em falar com Pai Ambrósio, preto velho, que trabalhava ali e esta noite seria sua grande oportunidade. Seus pais sairiam para jantar com amigos e as garotas aproveitariam para dar uma chegadinha ao tal lugar. Diziam que era muito bom.
                  
            Escutara nas conversas dos amigos que o tal do preto velho era o máximo. Acertava tudo. Não deixava escapar nada. Tinha a língua afiada.   E assim a imaginação fértil das pessoas atiçou mais ainda a sua curiosidade.
              Chegaram cedo ao templo, para pegar um bom lugar e receberam as primeiras fichas, que eram distribuídas por ordem de chegada.
  Porém para consultar com o preto velho primeiro tinha que assistir à palestra. Depois começava a chamada para os atendimentos.
                - Ai que chatice!  Pensou ela. Sabe lá as besteiras que vou ter que ouvir! Tomara que valha a pena. Só me falta ouvir um monte de baboseira evangélica. Pior ainda se ficarem só falando de umbanda, orixá, caboclo. Não entendo nada disso.
                - E se pedirem alguma coisa? Parece que eles pedem animais. Será que vou ter que trazer um galo preto? Cruzes! E fez o sinal da cruz arrepiando-se toda.
- Se eu pudesse dar um jeito, mas não conheço ninguém aqui.
                 Enquanto seus pensamentos tomavam corpo e trocava ideias com a amiga, não reparou que o salão ficou lotado, todas as cadeiras ocupadas, pessoas do lado de fora. Não percebeu a música suave nem a atmosfera tranquila do lugar. Só pensava em quando iriam começar os trabalhos da noite. Estava muito ansiosa, quase não conseguia parar quieta.
                  Havia escutado que os “batuqueiros” se vestiam com roupas muito estranhas, verdadeiras fantasias, cheios de penduricalhos, tocavam tambor, cantavam, rodopiavam, fumavam charuto e bebiam cachaça. Já estava ficando arrependida de ter ido até lá. O que será que ia acontecer? Que tipo de gente era aquela?
                 - Ai Jesus! Tô com vontade de ir embora.
Mas a causa que a levara até ali era tão importante que mesmo com receio resolveu esperar. Ouviu a palestra que para sua surpresa foi interessante. O tema abordado foi os peditórios aos amigos espirituais. Interessante pensou. Tem gente que pede cada coisa.
                   Quando chegou sua vez entrou no abaçá tremendo, mal conseguia caminhar, os joelhos não obedeciam. E a distância da assistência ao local onde estava pai Ambrósio parecia imensa, quilométrica.
  Surpreendeu-se ao ver que os trabalhadores usavam roupas brancas simples, uma guia no pescoço, pés descalços e nada mais. Bem diferente daquilo que ouvira. Ninguém na casa falava alto e sempre se dirigiam as pessoas em tom fraterno e tranquilo. Sem gritaria, sem estardalhaço. Ninguém ali bebia cachaça, não viu os médiuns fumando charuto espalhafatosamente. Apenas galhos de arruda, de alecrim e malva cheirosa, o que deixava um aroma reconfortante no ambiente.
- Como falam besteira, pensou. Surpresa com o que via. Tudo é tão simples neste lugar. Nem parece casa de umbanda.
Mais surpresa ficou quando percebeu que seria atendida por um médium maduro, mas que não era velho nem preto, entretanto estava curvado, sentado em seu banquinho e cumprimentou-a com uma fala mansa e arrastada. Sorridente. Simpático.
   Mais confiante com a acolhida relaxou. Depois que recebeu o passe sentiu-se mais calma e expôs a pai Ambrósio a imensa preocupação, que de seus quinze anos ainda incompletos, carregava em seu coração de menina-mulher. 
 Reconfortada pelo preto velho, confidenciou que estava apaixonada, perdidamente apaixonada, por um garoto dois anos mais velho que ela. E o grande drama de sua alma, de seu momento existencial, era se podia “ficar”, namorar com o rapaz, sem que ele a deixasse em seguida. Será que ele a faria sofrer abandonando-a depois de “ficar”?  Podia confiar nele? Tinha futuro o namoro? Não queria ser descartada e sofrer uma grande desilusão amorosa. Será que o moço queria compromisso sério ou diversão?
  Pai Ambrósio com a alma cheia de compaixão por aquela criança, despertando para a vida adulta e com preocupações tão infantis, desprovidas de qualquer aquisição mais elevada, carregada de sentimentos materialistas e apelo puramente sensual e físico, aconselhou a garota a falar com seus pais e contar suas preocupações. A dividir com a mãe suas angústias em relação ao momento de transição que estava vivendo, de menina para mulher.
Perguntou a ela se conhecia a família do rapaz, como era o comportamento dele em relação aos estudos, compromissos com a família, amizades e divertimentos. Mas ela não o conhecia direito. Sabia muito pouco sobre ele, na verdade, quase nada. Apenas se sentia atraída e não queria correr o risco de ser passada para trás. Só isso. Os pais não tinham opinião a respeito.
Aconselhada a refletir melhor sobre a questão, ficou levemente contrariada, porque queria que o preto velho desse a ela a certeza absoluta se podia ou não encarar o namoro. Nada mais lhe interessava.
Assim se comporta a sociedade moderna. As pessoas buscam sensações e prazeres materiais. Não existe preocupação com as consequências das insanidades cometidas que podem afetar e prejudicar seriamente a própria vida e a dos demais seres envolvidos nos enganos e promessas infelizes. Apenas gozo. Apenas momentos de êxtase. A vida está resumida em banalidades, ações que anestesiam os sentidos, que exaurem as energias causando estresse e desequilíbrios de longo prazo como doenças e depressões que afetam a humanidade atualmente. Enquanto o imediatismo, o consumo desregrado e a preocupação com o corpo for à mola que move a sociedade, teremos pais despreparados e indiferentes em relação aos problemas dos filhos, pela falta de diálogo e interesse sobre os mesmos. A maioria dos pais não está preocupada em dar a seus filhos orientação religiosa e espiritual segura. Noções de ética e moral. A ensinar que liberdade pressupõe responsabilidade e que juntas geram consequências, que se não forem bem administradas poderão apresentar resultados desastrosos para o futuro.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Os maiores erros cometidos por médiuns


Como em toda família ou sociedade, estamos propensos a cometer erros. Não é só de acertos e harmonia que vivem os templos de Umbanda, existem erros que são praticados por alguns pais e filhos-de-santo. Sob um olhar critico, resolvemos relacionar os mais comuns e esperamos que os que lerem esse tópico concordem conosco. Esses erros tendem a gerar uma vibração negativa, vindo a desestabilizar o foco de equilíbrio:

::: Dar guarida a fofoca e comentários malediscentes. Lembrem-se que o
ciúme é um dos maiores venenos que a pessoa pode ter;

::: Uso indevido de determinados elementos em determinados rituais
e/ou uso de elementos estranhos ao ritual do culto;

::: Exploração financeira contra filhos da casa e/ou freqüentadores. A
Umbanda não cobra qualquer incentivo financeiro ou material sobre seus
trabalhos. Na Umbanda não se pratica a Lei de Salva, ou seja, não se
paga por qualquer tipo de trabalho espiritual que venha a ser
realizado;

::: Mau cumprimento dos preceitos pelos membros da casa;

::: Conduta imprópria ou desrespeitosa de membros da casa;

::: Atividades não relacionadas ao culto dentro do mesmo ambiente da casa;

::: Omissão de Socorro, pouco caso ou deboche daqueles que ali buscam auxilio;

::: Ciúmes pelo tratamento dado pelo Sacerdote da casa a um ou outro filho;

::: Tratamento a um filho da casa de forma exagerada ou excessiva em
quaisquer circunstâncias pelo Sacerdote da casa;

::: Atenção dispensada de forma exagerada, ao Sacerdote da casa,
pais/mães-pequenos(as) ou outros da hierarquia;

::: Falta de preparo dos filhos da casa nos ritos da casa;

::: Elevar um filho da casa para médium de passe, sem ele estar
devidamente preparado;

::: Deixar desavenças de ordem particular interferirem nos trabalhos;

::: Não dedicar pelo menos um trabalho ao mês, ao desenvolvimento dos
filhos da casa;

::: Não transmitir os ensinamentos adquiridos, compartilhá-los com os demais;

::: Agregar filhos apenas para fazer volume;

::: Tratar de forma diferente os filhos ou freqüentadores da casa,
pelo poder aquisitivo ou pela atenção por eles dispensada;

::: Negar-se a auxiliar um filho da casa, quando o mesmo procura auxilio;

::: Não respeitar a vida particular do Sacerdote da casa, levando a
ele problemas fúteis, fora da casa;

::: Confundir a liberdade dada;

::: Confundir Umbanda com Nação Nagô, Batuque, Catimbó, Juremada;

::: Candomblé, etc, etc, etc… Erros absurdos podem advir deste tipo de
confusão. Valha-se do conhecimento dos fundamentos da Umbanda para
poder ensinar aos demais;

::: Pensar que a entidade com a qual está trabalhando é sempre mais
importante que as outras entidades que trabalham na casa;

::: Animismo excessivo, o que é extremamente prejudicial ao médium e à casa;

::: Aproveitar e interferir nas comunicações entre a entidade e o
consulente, usando e aplicando seus próprios conceitos e exprimindo
suas opiniões pessoais;

::: Nunca tomar a frente da entidade com a qual está trabalhando.
Nunca pense que está incorporado, mas sim, tenha certeza disso antes
de começar a trabalhar;

::: Demandar contra qualquer pessoa. Os filhos da casa devem ter
consciência sobre a manipulação de energia. A Umbanda não utiliza sua
magia para prejudicar quem quer que seja. A Lei Divina se encarrega
para que todos tenham o que merecem;

Usar sangue ou sacrifício animal em qualquer tipo de trabalho. A
Umbanda não se utiliza destes elementos para seus trabalhos. Não é
sacrificando um animal ou usando sangue que se alcança a graça divina,
pois nós não temos o direito de tirar a vida de quem quer que seja.

Mistificação. Abusar da credibilidade, enganar, iludir, burlar, lograr
e ludibriar. MÍSTICO = misterioso ou espiritualmente alegórico ou
figurado.

Adornos – estes objetos são geralmente de metal e podem causar
distúrbios, visto que o médium necessita ter seus plexos nervosos
isentos de quaisquer percalços que possam coibi-los em algo. E, também
porque, a regra do umbandista é a simplicidade, nada de exibições, de
vaidade e aparência fúteis. Casa espiritual não é casa de modas.

Roupas insinuantes. Deve-se ter consciência que ao adentrar o templo,
você está adentrando uma casa santa. Deve, então, livrar-se de
pensamentos pecaminosos, contrários aos trabalhos espirituais. Roupas
insinuantes são absolutamente negativas e dispensáveis aos trabalhos
de qualquer casa espiritual. Não é mostrando o corpo ou a silhueta que
o trabalho será bem desenvolvido, mas sim, completamente ao contrário.

Aos médiuns iniciantes, não convém e é ato de pura irresponsabilidade
chamar as entidades com as quais se está trabalhando fora da casa de
trabalhos. Isto, além de irresponsável, pode ser extremamente
perigoso, pois os médiuns iniciantes ainda não conhecem as vibrações
energéticas das entidades e podem dar passagem a quiumbas ou afins sem
saber.

É fato que os médiuns, ao se encontrarem nos dias de trabalho,
direcionam suas conversas, muitas vezes até inocentemente, a rumos
antagônicos ao desenvolvimento dos trabalhos da casa. É preciso que os
médiuns tenham consciência que a preparação para os trabalhos começam
à 0:00 hora do mesmo dia (pelo menos) e que conversas diversas que não
são afim ao trabalho que será desenvolvido começam por desestabilizar
o equilíbrio da casa.

Falta de conhecimento espiritual. As entidades valem-se do
conhecimento dos médiuns para poderem se comunicar. Quando o médium
pouco sabe, pouco estuda, as entidades pouco podem fazer pelo seu
desenvolvimento e pelo próximo. Faz-se absolutamente necessário o
estudo e a aquisição de conhecimento espiritual para atingir a própria
evolução e, conseqüentemente, auxiliar as entidades em sua evolução
espiritual.

O conhecimento é a base do bom viver, é a estrutura de uma vida de
sucessos. Atentem-se senhores (as) médiuns, que o conhecimento nunca
será em demasia e é a única coisa que fará parte de cada um.

As casas que possuem médiuns com alto grau de conhecimento espiritual,
normalmente têm seus trabalhos muito bem desenvolvidos.

Excesso de problemas na desincorporação. Muitos médiuns têm um péssimo
hábito de mostrar problemas excessivos na incorporação ou
desincorporação, muitas vezes somente para mostrarem-se o quão forte
são, o quão fortes são suas entidades e para tomarem um pouco mais de
atenção do Sacerdote da casa. Lembrem-se, senhores (as) médiuns que
uma entidade que chega ao templo para trabalhar é normalmente uma
entidade com alto grau de evolução e nunca faria um filho sofrer
principalmente durante sua desincorporação.

Descarregar o médium quando de sua partida não tem relação alguma com
sofrimento deste. Estabilizar a energia do médium não é aplicar um
choque.

É comum encontrarmos nos templos médiuns de outras casas ou até mesmo
médiuns que não se encontram trabalhando espiritualmente, terem a
chance de receber suas entidades durante os trabalhos da casa.
Acontece em muitos templos em que os capitães, mostrando absoluta
falta de conhecimento e discernimento, mandarem estas entidades
“subir”. Notem que, se uma entidade passou pelo Sr. Tranca-Ruas, por
todos os Exús que guardam a casa durante os trabalhos e por todos os
Oguns que ali estão rondando para a proteção da casa é muito provável
que esta entidade tenha permissão para adentrar o templo (por algum
motivo). Interessante é o fato de alguns capitães de templo mostrarem
que possuem um conhecimento maior que as entidades que ali estão
trabalhando. É preciso tomar muito cuidado com a autoridade dentro de
um templo.

Com entidades não afins ao trabalho deve-se mostrar energia e nunca
desrespeito. Lembremo-nos que muitas vezes, durante os finais dos
trabalhos, todas as entidades já sabem que devem deixar o recinto e
desincorporar. Normalmente o que segura as entidades nos trabalhos são
os próprios médiuns. Outras vezes faz-se necessário que a(s)
entidade(s) fique(m) no templo para terminar de equilibrar o ambiente
e os médiuns do trabalho, bem como os consulentes que ainda permanecem
ali. Srs. capitães, muito cuidado com a autoridade para com as
entidades e para com os filhos da casa. Um capitão de templo é aquele
que detém bom conhecimento espiritual, é aquele que coloca ordem nos
trabalhos e os conduz a um bom fim, nunca aquele que determina, dá
ordens e abusa de sua autoridade.

Rogativa de servidor


Senhor Jesus! 

Não nos retires dos ombros o fardo das responsabilidades com
o qual nos ensina a praticar entendimento e cooperação, mas
auxilia-nos a transportá-lo, sob os teus desígnios.
Não nos afastes dos obstáculos com que nos impeles à aquisição
da confiança e não avalias as dimensões da fé, no entanto, ampara-nos Senhor, para que possamos transpô-los.
Não nos desligues dos problemas com que nos impulsionas para o
caminho da elevação das nossas próprias experiências, contudo,
dá-nos a tua bênção, a fim de que venhamos a resolvê-los com
segurança.
Não nos deixes sem o convívio com os irmãos irritadiços ou infelizes,
que se nos fazem enigmas no cotidiano, junto dos quais nos convidas
ao aprendizado da serenidade e da paciência, mas protege-nos
os corações e ilumina-nos a estrada de modo a que nos transformemos para todos eles em refúgio de apoio e socorro de amor.
Enfim, Senhor, dá-nos, a cada dia, o privilégio de servir, entretanto,
infunde em nossas almas o poder da compreensão e da tolerância, do devotamento e da caridade para que possamos estar contigo, tanto quanto permaneces conosco, hoje e sempre. 

Psicografia:  F. C. Xavier - Médium  "Estradas e Destinos"

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Vamos sair da ignorância em nome dos orixás


De tempos em tempos, aparece algum caso de crime relacionado com Magia Negativa, associado ao mal, chamado vulgarmente de Magia Negra.

De tempos em tempos, vemos associarem alguns destes crimes à Umbanda, ao Candomblé ou aos Cultos Afros em geral.
São crimes bárbaros, macabros mesmo, com mortes de crianças e estupros, motivados pelo que há de pior e mais baixo no ser humano.

Enquanto nós ficamos aqui dizendo que isto não tem nada a ver com Umbanda, Candomblé e Cultos Afros; os criminosos, presos, se identificam com estas nossas amadas religiões e ainda dizem fazer pactos com satã, demônio, quando não colocam os nomes sagrados de nossos guias e orixás no meio de seus crimes hediondos e passionais.

SABEMOS que nossa religião é linda, que não faz pactos, que não existe demônios em nossos cultos.

Há anos, venho batendo na mesma tecla: Umbanda é Religião e só pode fazer única e exclusivamente o bem!

Enquanto isso, pessoas que nem tem idéia do que seja religião continuam abusando de nossos fundamentos e valores de forma negativa e invertida.

O conceito sobre religião está totalmente banalizado e distorcido, qualquer um cria uma nova religião e faz o que quer com ela, esta é a verdade.

Sempre lembro a primeira definição de Umbanda dada por seu fundador, o primeiro umbandista, Zélio de Moraes e sua entidade Caboclo das Sete Encruzilhadas: Umbanda é a manifestação do espírito para a prática da caridade!

Enquanto isso, no próprio seio da Umbanda, convivemos com praticantes que não tem a menor idéia de quem foi, ou o fez, o primeiro umbandista.

Pessoas que "dirigem" terreiros, que se denominam sacerdotes (pai de santo, mãe de santo, padrinho, madrinha…) e proíbem seus médiuns de estudar.

O medo e a ignorância são portas abertas para as trevas interiores e exteriores.

É aqui que o EGO, a vaidade e os vícios mais baixos do ser humano se instalam.

E todos os dias vemos anúncios de pessoas oferecendo "serviços" de magias negativas em nome de nossos sagrados valores,
de nossa religião, de nossos guias e orixás. Deitam e rolam com os nomes de exu e pombagira, usam e abusam.

As pessoas continuam procurando um atalho, um caminho mais fácil, para externar seu negativismo acumulado, não querem dor, não querem crescer, não querem assumir seus atos, não querem ser conscientes, querem apenas satisfazer os sentidos viciados
no mundo das ilusões, das paixões que arrastam para atitudes emocionais animalizadas e instintivas.

Ainda se vê na figura do médium um poder de manipular vidas!
Um poder de manipular o destino, um poder que pode ser comprado, negociado.

NÃO EXISTE OUTRA SAIDA PARA A RELIGIÃO, É PRECISO MUDAR O SENSO COMUM, É PRECISO ALCANÇAR O INCONSCIENTE COLETIVO!

E A UNICA FORMA É COM EXEMPLO E NÃO APENAS COM PALAVRAS.

Um consulente pode apenas frequentar um terreiro, sem ter a mínima idéia do que seja a Umbanda.

Um consulente, um simples frequentador, pode se denominar católico, ateu, à toa e o que quiser…

Este consulente pode, sim, ele pode ser totalmente ignorante…

UM MÉDIUM NÃO PODE SER IGNORANTE!!!
UM MÉDIUM E PRATICANTE DE UMBANDA É FORMADOR DE OPINIÃO, SEMPRE!!!
O MÉDIUM É O TEMPLO DA RELIGIÃO!!! NÃO PODE SER O TEMPLO DA IGNORÂNCIA!!!

Umbanda não é e não pode ser para pessoas ignorantes.
E aqui fica bem claro o sentido e significado da palavra ignorante: aquele que ignora algo.

Não se pode praticar Umbanda de forma ignorante, sem saber o que está sendo praticado.

Quando não estamos bem, e todos passamos por momentos e períodos de negatividade, é o conhecimento, a razão, que nos mantém dentro de limites e parâmetros seguros. O médium ignorante torna-se uma porta aberta para as trevas.
E vamos continuar vendo casos e mais casos em que a ignorância rouba, assalta, o nome da umbanda e de nossas entidades.

COMO VAMOS MUDAR ISSO???
Ignorância se vence com conhecimento e estudo…

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Diferenças entre Umbanda,Candomblé e Kardecismo‏


Sabemos que Umbanda não é Candomblé e nem Kardecismo, a confusão é grande, pois Candomblé é religião de culto aos Orixás e Kardecismo é religião de trabalho com os espíritos, ambas calçadas no fenômeno Mediunidade.

Encontramos na Umbanda aspectos das duas, assim como de tantas outras para um observador mais atento, mas o fato de ter algo em comum não quer dizer que podemos adotar por livre e espontânea vontade as práticas, e filosofias religiosas das mesmas para dentro de nosso terreiro.

Umbanda possui filosofia e práticas próprias, que são observadas e trazidas à luz através dos espíritos guias.

Sim, nós também cultuamos aos Orixás mas,de forma diferente do ancestral culto Africano, pois os vemos sob outro ponto de vista, se fosse para ser igual não haveria de se fundar outra religião simplesmente adotaríamos o "Candomblé de Caboclo", logo quando surgir uma dúvida antes de desistir, espere, consulte e tenha fé que seus guias de Umbanda terão as soluções, dentro e segundo nossas práticas.

Quanto ao kardecismo a maioria de nós Umbandistas tem recorrido a sua vasta literatura para nos esclarecermos quanto "ao mundo dos espíritos" , o que é muito positivo, o movimento kardecista esmiuçou e foi a fundo no estudo do fenômeno Mediunidade, o que nos vale como ponto em comum.

Já a maneira de se trabalhar mediunicamente dentro da Umbanda é única, pois ela vai além do "passe e doutrina", os guias de Umbanda tem extrema afinidade e conhecimento das manipulações de elementos da natureza e processos magísticos, motivo pelo qual possuem toda uma variedade de recursos como o uso do fumo, das velas, ponto riscado, bebidas, otás, pedras e cristais, guias, banhos, defumações e etc...



O Kardecismo

Kardecismo é um trabalho iniciado na França com Allan Kardec (Hippolyte Léon Denizard Rivail), que codificou a doutrina espirita em cinco volumes a saber: "O livro dos Espíritos" (abril de 1857), "O Livro dos Médiuns" (janeiro de 1861), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (abril de 1864), "O Céu e o Inferno" (agosto de 1865), "A Gênese" (janeiro de 1868).

No Brasil o Kardecismo tomou maior notoriedade através da obra de Chico Xavier (mais de quatrocentos livros psicografados).

No Espiritismo Kardecista, existe todo um trabalho social voltado para a comunidade, dentro do aspecto religioso podemos dizer que procuram seguir a mensagem de Cristo, segundo a visão espirita, concentrando hoje (no Brasil) boa parte de seus esforços na doutrina (de encarnados e desencarnados) e passes mediúnicos, crêem na reencarnação e buscam na "lei do carma" a causa, em nossos atos passados, para a situação em que cada um de nós se encontra hoje, segundo nosso merecimento.

Carregam a bandeira de que "fora da caridade não há solução", pregando também reforma intima do ser.


A diferença entre a Umbanda e o Kardecismo

Umbanda é um trabalho de resgate das religiões e tradições naturais, assentada na mediunidade de incorporação e com origem nos próprios Orixás, onde eles aparecem de forma renovada como Divindades de Deus, presente em tudo e todos os lugares, por isso são vistos como "Forças de Deus na Natureza".

Tem nos encantados e naturais a manifestação mediúnica dos Orixás, onde estes manifestam as qualidades dos Orixás se apresentando como representantes dos Orixás.

Parte dos trabalhos de Umbanda se dá na incorporação de espíritos humanos, o que lembra muito o Kardecismo, mas estes se pautam não no código kardecista mas na "Lei de Umbanda" fundamentada no astral.

A Umbanda tem muitas faces e facetas englobando em si muitos aspectos e um dos que mais chama a atenção é sua atuação no campo da Magia, visando combater o mau que a muitos aflige por conta da baixa magia manipulada pelo baixo astral.

A Umbanda assim como o Kardecismo tem em suas práticas um trabalho caritativo e isento das cobranças de ordem material.


Candomblé

Da África: ao contrário do que muitos podem pensar, a religião, na terra mãe dos escravos, aqui aportados, era muito rica e bem diversificada, pois o enorme continente "negro" era todo ele dividido em nações e cada uma tinha seu culto voltado uma ou mais divindades diferenciadas.

A possível classificação que podemos fazer é dividi-la em dois grandes grupos que predominaram aqui no Brasil, dos yorubá (nagô, vindos principalmente da Nigéria ) e djedje (foi em sua maioria do Daomé) onde o primeiro excedia em numero de quase oito vezes maior que o segundo.

Para mante-los sob controle, costumavam (os senhores de engenho ) , misturar, nas mesmas senzalas, cativos de varias nações, em sua maioria inimigas, tornando-os vulneráveis uma vez que não se entendiam e muito menos se uniam contra seus "donos".

A rivalidade na África, era tão grande que, dispensava maior trabalho ao europeu, uma vez que os negros se escravizavam uns aos outros (os seus prisioneiros de guerra), assim o europeu já os comprava na condição de escravos, a troco de "banana" (até por "cachaça" eles eram trocados mesmo),para vender a peso de ouro.

Para agravar condição dos mesmos foi-lhes concedido o Domingo para que pudessem fazer seus "batuques", pois o governo os via como "um ato que obriga os negros, insensível e mecanicamente em sete dias , a renovar as idéias de aversão recíproca que lhes eram naturais desde que nasceram".

Logo os batuques se transformaram em culto religioso aos Orixás ( que predominou na Bahia) e Voduns (?) aparecem no Maranhão com a Casa das Minas não podia ser como na África onde cada nação cultuava a um Orixá, mas um culto onde se tocava para todos e onde os mesmos se manifestavam deixando no corpo e na alma de seus filhos os axés de amor, coragem e esperança, enquanto incorporados não falavam nada apenas se faziam sentir, suas mensagens vinham através de Ifá, no jogo de Búzios, o mistério da revelação.

Assim surgiu o Candomblé na Bahia, assim os Orixás foram trazidos a nossa terra.



A Diferença entre Umbanda e Candomblé

Mais simples é começarmos dizendo o que há em comum entre a Umbanda e o Candomblé, que é a incorporação mediúnica e o culto aos Orixás, já este renovado pela Umbanda.

Já as práticas e rituais são diferentes, enquanto na Umbanda as consultas são feitas através dos espíritos de caboclo, preto-vélho, baiano, exú... no Candomblé as consultas são feitas através do "jogo de búzios" ou "Ifà", não aceitando a comunicação de espíritos (eguns), sendo portanto vetada sua incorporação, os trabalhos mediúnicos de incorporação contam apenas com a presença de Orixás que também se fazem presente na Umbanda, renovados e sob um outro ponto de Vista .

Esta é a principal diferença, visto que as outras mais são pertinentes da atuação das "entidades guias" em seus trabalhos de Umbanda e dos Rituais Internos do Candomblé.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Estudem

Estudem para melhor praticar a caridade!

Entre um instrumento mediúnico que não se instrui e outro que está sempre ampliando os seus conhecimentos, ambos com a mesma cota de amor no coração para servir ao próximo, qual terá mais valia para os espíritos desencarnados que os assitem, neste momento de expansão da consciência da comunidade umbandista?
Consciência é para ser assumida e não escondida.
Desse modo, aprenderão muito mais conscientes, com o guia “atuando” no psiquismo, do que com a insensata busca da inconsciência por métodos de iniciação artificiais que paralisam a evolução do médium.
Mediunidade mais “forte” não é a que “apaga” a mente do medianeiro, e sim a que acende a chama do pensamento, amparado pelo aprendizado constante entre nós, do Além, e vocês, cujos pés estão fincados na Terra.
Portanto, chegou a hora de evoluirmos juntos.
Os ponteiros cósmicos do relógio da Justiça indicam que o tempo em que o guia espiritual fazia tudo acabou.


terça-feira, 3 de julho de 2012

As coisas mudam


"As coisas na Umbanda mudaram muito. As pessoas que faziam Umbanda, antigamente, eram mais simples. Pois a Umbanda começou com humildade. Mas hoje, com a educação e a riqueza intelectual de cada cavalo, a Umbanda também cresce. E pode falar com as pessoas sobre coisas e com uma profundidade que antes não conseguia. Então, o aprimoramento moral e cultural de cada um de vocês também faz bem para a Umbanda. Faz ela ganhar espaço e respeito, pelas suas atitudes e pelo que vocês representam. E eu estou feliz por termos chegado aqui."

domingo, 24 de junho de 2012

Homenagem a Xangô





Nas pedras da montanha, ele fez sua morada
Não suba lá sem saber o que quer na sua vida
Seu trono foi feito de pedra grande e cortada
Não senta lá pois Xangô é Rei e sua pena é pesada

Seu Machado tem dois cortes profundos
Não toque nele pois não sabe como será
Xangô manda na justiça da terra
Não peça algo que não tenha direito de cobrar

Xangô é rei, é forte e tem pressa na matriz
Não peça nada que maltrate alguém inocente
Sua capa tem dois lados e são iguais
Não vista ela pois você não é Juiz

Xangô é rei das pedras puras é valente
Não corre ronda mas tem súditos a sua frente
No tribunal Xangô é majestade
Não existe perdão pra Xangô nem crueldade.

Rubio Nunes

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Nosso verdadeiro valor

Não podemos desanimar quando as coisas não nos correm bem. Quando temos decepções...Tudo que nos acontece na vida, não é por acaso. O que tiver de ser nosso será! Ás vezes é bom passarmos por fases ruins. Porque? Vamos aprender, vamos evoluir, vai servir de exemplo... O falar é fácil , o pior é muitas as vezes conseguir superar. Vamos pensar mais em nós, e não tanto nos outros... Pois lá no fundo sabemos o nosso verdadeiro valor...

Salve o Povo da Rua


 Salve o povo da rua!
Que nos protege, e nos vigia,
em cada esquina, em cada lugar.
Que nos acompanha para todo o lado,
em qualquer hora, em qualquer lua.
Exu é pai, Exu é guia.
Pelo seus filhos vive a lutar,
e tantos o chamam para o caminho errado.


Meu pai perdoai-lhes a ignorância,
a ganância e o ódio, cega as pessoas,
a sede do poder fala mais alto,
e o valor do ser, dá lugar ao ter.
São como crianças na sua infância,
querem ser reis, e na cabeça coroas.
Mas esquecem que a queda depende do salto,
e no fim o que ganham é saber perder.


Meu pai Exu é rei na magia.
Desfaz embaraço e corta demanda.
Abre os caminhos, mas pode fechá-los,
quem manda é Exu, na lei da Quimbanda.
Dai-nos um pouco da sua alegria,
dai-nos um pouco do seu sorriso.
Protegei meu pai, quem for de direito,
e para os demais, que faça o juizo.

Verdadeiros Exús e Pomba Giras


Mais uma vez gostaríamos de ressaltar que não é nosso objetivo aqui passar "fórmulas mágicas" do tipo: "Sua vida vai mal? Faça um "agrado" prá seu Exu (ou Pomba Gira)".
Não meu amigo (a)... não é esta a nossa proposta. Muito pelo contrário... a nossa proposta é justamente ajudar a desmistificar tudo isto. É entrar na luta, junto com outros irmãos umbandistas sérios, independentemente da ritualística praticada, e mostrar que Umbanda de Verdade nada tem a ver com "trabalhinhos" que no final das contas só "agradam" a obsessores (kiumbas)... que podem até dar a você a falsa impressão de "melhora", mas estão apenas preparando o terreno para sugar suas energias mais tarde, cobrando cada vez mais e mais... pois são insaciáveis no seu desejo de fazer o mal. ISTO NÃO É NEM NUNCA FOI UMBANDA!
Lamento desapontá-lo(a) mas você não verá isso acontecendo em nenhum VERDADEIRO TERREIRO DE UMBANDA!
Não existe isso de que Exu tanto faz o mal como o bem e que depende de quem pede. Isso simplesmente não tem lógica alguma. Se não concorda me responda o seguinte: Como Orixá iria "colocar" Exu como Guardião se ele não fosse confiável? Se ele se "vendesse" por um despacho, por cachaça, bichos, velas e outros absurdos que vemos nas encruzilhadas?
Além do mais Exu não é idiota. Se até uma criança sabe o que é "certo" e o que é "errado" Exu não vai saber?
Exu e Pomba Gira são espíritos em busca de evolução e compromissados com a espiritualidade superior. Agora, o que tem de obsessor que se faz passar por Exu e Pomba Gira não está no gibi! E a culpa é de quem? Dos médiuns invigilantes e trapaceiros! Que usam a sua mediunidade a serviço do astral inferior!
Francamente!! São absurdos como esses que fizeram com que a Umbanda e os Exus e Pomba Giras fossem tão execrados por outras religiões!
Para começo de conversa, na Umbanda não há matança de animal e nem trabalho de amarração. Não fazemos trabalhos para trazer a pessoa em "X" dias de volta. Fuja correndo de quem cobra por consultas ou trabalhos. Na Umbanda não existe nenhum tipo de cobrança.
Não existe barganha na espiritualidade superior! Existe na inferior. Se você estiver disposto(a) a pagar o preço, que pague. Mas não diga que foi na Umbanda que você fez esse tipo de coisa. Mesmo que o dono do lugar se diga de Umbanda e se apresente como Pai no Santo.

Lembre-se sempre: a Umbanda é Caridade!

Exú entidade de luz

Exu é entidade de luz (em evolução) com profundo conhecimento das leis magísticas e de todos os caminhos e trilhas do Astral Inferior.
Não tem nada a ver com as imagens vendidas nas casas de artigos religiosos, com chifrinhos e rabos... Exu não é o Diabo.
São os guardiões, são os espíritos responsáveis pela disciplina e pela ordem no ambiente.
São trabalhadores que se fazem respeitar pelo caráter forte e pelas vibrações que emitem naturalmente. Eles se encontram em tarefa de auxílio. Conhecem profundamente certas regiões do submundo astral e são temidos pela sua rigidez e disciplina.
Formam, por assim dizer, a nossa força de defesa, pois vocês não ignoram que lidamos, em um número imenso de vezes, com entidades perversas, espíritos de baixa vibração e verdadeiros marginais do mundo astral, que só reconhecem a força das vibrações elementares, de um magnetismo vigoroso, e personalidade forte que se impõem. Essa, a atividade dos guardiões. Sem eles, talvez, as cidades estivessem à mercê de tropas de espíritos vândalos ou nossas atividades estivessem seriamente comprometidas. São respeitados e trabalham à sua maneira para auxiliar quanto possam. São temidos no submundo astral, porque se especializaram na manutenção da disciplina por várias e várias encarnações.
Muitos do próprio culto confundem os Exus com outra classe de espíritos, que se manifestam à revelia em terreiros descompromissados com o bem.
Na Umbanda a caridade é lei maior, e esses espíritos, com aspectos mais bizarros, que se manifestam em médiuns são, na verdade, outra classe de entidades, espíritos marginalizados por seu comportamento ante a vida, verdadeiros bandos de obsessores, de vadios, que vagam sem rumo nos sub-planos astrais e que são, muitas vezes, utilizados por outras inteligências, servindo a propósitos menos dignos. Além disso, encontram médiuns irresponsáveis que se sintonizam com seus propósitos inconfessáveis e passam a sugar as energias desses médiuns e de seus consulentes, exigindo “trabalhos”, matanças de animais e outras formas de satisfazerem sua sede de energia vital. São conhecidos como os quiumbas, nos pântanos do astral. São maltas de espíritos delinqüentes, à semelhança daqueles homens que atualmente são considerados na Terra como irrecuperáveis socialmente, merecendo que as hierarquias superiores tomem a decisão de expurgá-los do ambiente terrestre, quando da transformação que aguardamos neste milênio. Os médiuns que se sintonizam com essa classe de espíritos desconhecem a sua verdadeira situação.
          Depois, existe igualmente um misticismo exagerado em muitos terreiros que se dizem umbandistas e se especializam em maldades de todas as espécies, vinganças e pequenos “trabalhos”, que realizam em conluio com os quiumbas e que lhes comprometem as atividades e a tarefa mediúnica. São, na verdade, terreiros de Quimbanda, e não de Umbanda. Usam o nome da Umbanda como outros médiuns utilizam-se do nome de espíritas, sem o serem.
Os espíritos que chamamos de Exus são, na verdade, os guardiões, os atalaias do Plano Astral, que são confundidos com aqueles dos quais falei. São bondosos, disciplinados e confiáveis. Utilizam o rigor a que estão acostumados para impor respeito, mas são trabalhadores do BEM.
São eles os verdadeiros Exus da Umbanda, conhecidos como guardiões, nos sub-planos astrais ou umbral. Verdadeiros defensores da ordem, da disciplina, formam a polícia do mundo astral, os responsáveis pela manutenção da segurança, evitando que outros espíritos descompromissados com o bem instalem a desordem, o caos, o mal. Tem experiência nessa área e se colocam a serviço do bem, mas são incompreendidos em sua missão e confundidos com demônios e com os quiumbas, os marginais do mundo astral.
NÃO EXIGEM NEM ACEITAM “TRABALHOS”, DESPACHOS OU OUTRAS COISAS RIDÍCULAS das quais médiuns irresponsáveis, dirigentes e pais de santo ignorantes se utilizam para obter o dinheiro de muitos incautos que lhes cruzam os caminhos. Isso é trabalho de Quimbanda, de magia negra. NADA TEM A VER COM A UMBANDA!

Trecho retirado do livro
TAMBORES DE ANGOLA 
de Robson Pinheiro  
(grifos meus).

terça-feira, 12 de junho de 2012

Luz de Oxalá


Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança embate o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver.

Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo Mamãe Iansa
Pela grandeza das ondas do mar
Me abençoe Mamãe Iemanja

A mata virgem tem seu semeador
Ele é Oxossi Oke Oke Aro!
Na cachoeira eu vou me refazer
Nas águas claras de Oxum ai eio

Se a injustiça faz guerra de poder
Valha-me a espada de Ogum, Ogunhe
Não há doença que venha me vencer
Sou protegido de Abaluae

Eu sou de Paz
Mas sou um lutador
A minha lei quem dita é Xangó
A alegria já tem inspiração
Na inocência de Cosme e Damião

Não tenho medo
Vou ter medo de que?
Tenho ao meu lado Nanã Boruque
E essa luz que vem de OXALÁ
Tenho certeza vai me iluminar...

Penso no dia que logo vai nascer
E o meu peito se enche de emoção
A esperança embate o meu ser
Eu sou feliz e gosto de viver
Pela beleza dos raios da manhã
Eu te saúdo Mamãe Iansa ...

E essa luz que vem de OXALÁ
Tenho certeza vai nós ILUMINAR!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Povo Cigano na Umbanda


Uma característica marcante do povo cigano é a liberdade, em relação às nacionalidades, aos padrões sociais e aos preconceitos que escravizam. Os ciganos são poeticamente denominados “Filhos do Vento”, por sua liberdade, fluida mobilidade e errância, sempre ao sabor do vento, percorrendo os quatro cantos do mundo em sua mágica trajetória. Profundos conhecedores dos caminhos, em sua saga milenar vêm recolhendo conhecimentos iniciáticos de todas as culturas e tradições.

Outra característica marcante é o seu conhecimento magístico e curandeiro, principalmente nos campos da saúde e do amor. É lendária a vidência de seus magos e sacerdotisas, que utilizam o elemento espelho, para refletir o Tempo, a memória ancestral, os conhecimentos, a arte da cura e dom da vidência. Por meio das cartas ou outros suportes materiais como bolas de cristal, estrelas do mar e simples copos de água, o futuro, o presente e o passado desdobram-se no vórtex temporal de suas visões.

Na Umbanda, a presença de ciganos tem sido cada vez mais constante, e em muitos terreiros, eles próprios já pedem para que seus médiuns trabalhem com a roupa branca, e ou outras cores claras, evitando sempre o preto que representa para eles a tristeza, e tenham apenas os seus elementos magísticos, como lenços, baralhos, espelhos, adagas, anéis, colares e outros. Nos dias de suas festas, podem ser utilizados os violinos, a cítara, a viola, os pandeiros e outros instrumentos característicos.

Na Linha dos Ciganos encontramos espíritos que tiveram encarnações como ciganos e também espíritos que foram atraídos para essa linha por afinidade com a magia cigana. Por isso, os ciganos na Umbanda não têm obrigatoriamente que falar espanhol ou romanês, ler cartas ou fazer advinhações. Há os espíritos ciganos que fazem isso porque já o faziam quando encarnados e outros não. Além disso, tiveram suas encarnações em variados paises, como os do Oriente, Europeus, Hispânicos, etc.

O “povo cigano" tem suas cerimônias próprias e tem seus rituais coletivos adaptados à Umbanda e suas sessões são muito apreciadas e muito concorridas, pois seus trabalhos estão voltados para as necessidades mais terrenas dos consulentes.
É uma linha espiritual em franca expansão e temos até linhas de esquerda “ciganas”, tais como a do Senhor Exu Cigano e da Senhora Pomba-Gira Cigana, muito procurados pelos consulentes quando se manifestam nas sessões de trabalhos espirituais.” (Saraceni, Rubens – Umbanda Sagrada – Madras Ed.)

É uma linha espiritual especial, cujas entidades trabalham na irradiação dos diversos orixás, mas louvam sua padroeira, Santa Sara Kali-yê. Seus trabalhos também podem ser sustentados por Pai Ogum, ordenador dos caminhos – e por Pai Xangô (que rege a linha do Oriente) – o fogo, pois os ciganos sempre estão ao redor de suas fogueiras.
Na Umbanda, atuam como guias espirituais, de maneira extremamente respeitosa e sempre procuram mostrar o caráter fraterno do povo cigano, seu respeito com o alimento e a capacidade de repartir o pão. Aceitam o ritual umbandista, como meio evolucionista, e retribuem com suas ricas orientações e com a alegria de seus cantos e de suas danças.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Introdução aos Chakras

Que são chakras e suas propriedades psicológicas. Chakras são centros de energia, situados na metade do corpo. Há sete deles, que governam nossas propriedades psicológicas. Os chakras situados na parte mais inferior de nosso corpo são nosso lado instintivo, os mais elevados no nosso lado mental.
Chakras no meio do corpo
Os chakras podem ter vários níveis de atividade. Quando estão "abertos", estão considerados operantes em uma forma normal.
Idealmente, todos os chakras contribuiriam a nosso ser. Nossos instintos trabalhariam junto com os nosso sentimentos e pensar. Entretanto, este não é geralmente o caso. Alguns chakras não estão abertos bastante (sendo sob-ativo), e para compensar, outros chakras são sobre-ativos. O estado ideal é onde os chakras são equilibrados. Para saber como o estado de seus chakras são, faça o teste chakra.
Existem muitas técnicas para balancear os chakras. Na maior parte as técnicas para abrir chakras são usadas. Não faz sentido tentar fazer chakras sobre-ativos sobre os sob-ativos, porque estão compensando para outros chakras. Para restaurar a compensação não seriam sobre-ativos. Para equlibrar os chakras que estão compensando, estes devem ser abertos. Veja as técnicas para abrir chakras.

. 1 - Chakra Raiz

O Chakra da Raiz é sobre ser fisicamente lá, e o sentimento em repouso nas situações. Se estiver aberto, você sente aterrado, estável e seguro. Você não desconfia desnecessariamente das pessoas. Você se sente atual no aqui e agora e conectado a seu corpo físico. Você sente ter território suficiente.
Se você tender a ser medroso ou nervoso, seu Chakra da Raiz é provavelmente sob-ativo. Você não se sentiria facilmente bem-vindo.
Se este chakra for sobre-ativo, você pode ser muito materialista e ganancioso. Você provavelmente é obsessivo em ser seguro e resiste a mudança.

. 2 - Chakra Sacral

O Chakra Sacral é sobre o sentimento e a sexualidade. Quando está aberto, seus sentimentos fluem livremente, e se expressam sem você perceber que é sobre-emocional. Você está aberto à intimidade e você pode ser passional e vívido. Você não tem nenhum problema em tratar de sua sexualidade.
Se você tender a ser duro e frio ou a ser indiferente, o Chakra Sacral é sob-ativo. Você não está muito aberto às pessoas.
Se este chakra for sobre-ativo, você tende a ser emocional toda a hora. Você se sentirá emocionalmente unido às pessoas e você pode ser muito sexualmente ativo.

. 3 - Chakra Umbigo

O Chakra Umbigo é sobre afirmar-se em um grupo. Quando está aberto, você se sente no controle e você tem suficiente auto-estima.
Quando o Chakra Umbigo é sob-ativo, você tende a ser passivo e indecisivo. Você é provavelmente tímido e não tem o que você quer.
Se este chakra for sobre-ativo, você dominativo e provavelmente até mesmo agressivo.

. 4 - Chakra Coração

O Chakra do Coração é sobre o amor, a bondade e a afeição. Quando está aberto, você é piedoso e amigável, e você trabalha em relacionamentos harmoniosos.
Quando seu Chakra do Coração é sob-ativo, você é frio e distante.
Se este chakra for sobre-ativo, você está sufocando as pessoas com seu amor e este provavelmente tem razões completamente egoístas.

. 5 - Chakra Garganta

O Chakra da Garganta é sobre a auto-expressão e falar. Quando está aberto, você não tem nenhum problema expressar-se, e você pode se passar por um modo artístico.
Quando este chakra está sob-ativo, você tende a não falar muito, e você é provavelmente introvertido e tímido. Contar mentiras pode bloquear este chakra.
Se este chakra for sobre-ativo, você tende a falar demasiadamente, geralmente domina as pessoas e as mantêm em distância. Você é um mau ouvinte se este for o caso.

. 6 - Chakra Terceiro Olho

O Chakra do Terceiro Olho é sobre a introspecção e o visualisação. Quando está aberto, você tem uma boa intuição. Você tende a fantasiar.
Se for sob-ativo, você não é muito bom em pensar em você mesmo, e você pode tender a confiar em autoridades. Você pode ser rígido em seu pensar, confiando em demasiadas opiniões. Você pode ser confundido facilmente.
Se este chakra for sobre-ativo, você pode viver em um mundo de fantasia. Em casos excessivos alucinações são possíveis.

. 7 - Chakra Coroa

O Chakra da Coroa é sobre a sabedoria e ser um com o mundo. Quando este chakra está aberto, você é desprejudicado e completamente ciente do mundo e de você mesmo.
Se for sob-ativo, você não está muito ciente da espiritualidade. Você provavelmente, é completamente rígido em seu pensar.
Se este chakra for sobre-ativo, você intelectualiza coisas demais. Você pode ser viciado em temas espirituais e está ignorando suas necessidades corporais.