sexta-feira, 26 de julho de 2013

Salubá Nanã



Nanã nos faz evoluir. 

Sua energia vibra, ensina, estimula e nos mantém nos caminhos necessários para o crescimento. Sua calmaria aparente guarda sua força decantadora, que organiza, dinamiza e nos prepara para dias melhores!




Origens Orixá Nanã – Lendas, Histórias e Raízes Africanas

Na tradição africana, a Orixá Nanã é reverenciada como Nàná Burúkú (ou Buruquê) e representa o ponto de contato da terra com as águas. É uma Divindade Suprema que fez parte da Criação: é a responsável pelo elemento barro, que emprestou a Oxalá para que este moldasse o primeiro homem e todos os seres viventes da Terra. Com a junção de água e terra surgiu o barro.
Com o Sopro Divino, o barro representa movimento. O movimento adquire estrutura. Do movimento e da estrutura surgiu a Criação, o Homem.
No Candomblé, por exemplo, afirma-se que Nanã é um Orixá feminino de origem daomeana, que foi incorporado pela mitologia Iorubá, há séculos, quando o povo Nagô conquistou o Daomé (atual República do Benin), assimilando sua cultura e incorporando algumas Divindades dos povos dominados.
Nesse processo de encontro de culturas, Nanã (mito Jêje) assume a figura de mãe dos filhos do Daomé, enquanto Oxalá permanece como pai, também, dos daomeanos (embora não fizesse parte da sua mitologia primitiva). Os mitos daomeanos eram mais antigos que os Nagôs, pois vinham de uma cultura que se mostra anterior à descoberta do fogo. Então, tentou-se acertar essa cronologia colocando-se Nanã e o nascimento de seus filhos como sendo fatos anteriores ao encontro de Oxalá e Iemanjá. Neste contexto, Nanã é a primeira esposa de Oxalá, tendo com ele três filhos: Iroco (ou Tempo), Omolu (ou Obaluayê) e Oxumarê.
Senhora de muitos búzios, Nanã sintetiza, em si, morte, fecundidade e riqueza. É associada à fecundidade e à prosperidade porque a Ela se pedem filhos; lembrando-se que nas antigas sociedades tribais ter muitos filhos era sinônimo de riqueza (capacidade de sustentá-los) e também de se perpetuar o nome daquele clã.
Para os Jêje, da região do antigo Daomé, seu nome significa “mãe, mãezinha”. Nessa região, Nanã é considerada a Divindade suprema. Talvez por isso, frequentemente é descrita como um Orixá masculino.
A vida está cercada de mistérios que, ao longo da História, atormentam o ser humano. A morte desperta no homem os primeiros sentimentos religiosos, e nessse momento Nanã se fez compreender: porque é na morte, condição para o renascimento e para a fecundidade, que se encontram Seus mistérios. Nos primórdios da História, os mortos eram enterrados em posição fetal; o que remetia a uma idéia de nascimento ou renascimento. O homem primitivo entendeu que a morte e a vida caminham juntas, entendeu os mistérios de Nanã. Pois Nanã é o princípio, o meio e o fim; é o nascimento, a vida e a morte; é a origem e o poder. Entender Nanã é entender o destino, a vida e a trajetória do homem sobre a Terra. Nanã é água parada, água da vida e da morte.
Considerada a mais velha Divindade do panteão africano, Nanã está associada às águas paradas, à lama dos pântanos, ao lodo do fundo dos rios e dos mares. Ela e Obaluayê foram os únicos Orixás que não reconheceram a soberania de Ogum como dono dos metais, justamente por serem mais antigos que ele. Segundo pesquisas de Pierre Verger, há indícios de que Nanã e Obaluayê eram cultuados desde antes da Idade do Ferro; e esta é a razão de não se utilizar instrumentos de ferro nas suas oferendas. Na África antiga, acreditava-se que entre o mundo dos vivos e o dos mortos existe uma passagem, cuja regente é Nanã, Senhora da Morte, geradora de Iku (a Morte).
Desde suas origens na África, Nanã é reverenciada como o grande Orixá que tem o domínio sobre as enchentes e as chuvas, bem como sobre o lodo produzido por essas águas. Ela também é a mãe e avó, a protetora dos homens e dos idosos, a padroeira da família.
Uma das primeiras características de Mãe Nanã é a maleabilidade. Ela desfaz o que está paralisado nos seres, dando-lhes mais movimento. Quando o ser estaciona num padrão vibratório negativo (pensamentos, sentimentos, crenças e emoções), insistindo em condutas igualmente negativas, ele se petrifica, fica impermeável às sugestões do Bem. Neste caso, ele será atraído para o campo de Mãe Nanã, para se tornar mais flexível.
Outra característica de Nanã é a decantação. Ela trabalha os seres em seus vícios, desequilíbrios e negativismos, fazendo uma espécie de filtragem dessas energias desequilibradas.  Isso acontece porque Ela é um Orixá “água-terra”. O seu primeiro elemento de atuação é a água e o segundo é a terra. O elemento água dá maleabilidade ao que estava endurecido, “amolece”, torna permeável, permite adquirir e absorver outros valores. Então, a terra se junta à água, formando “um barro” que absorve os negativismos decantados. Isto gera condições para dar estabilidade àquilo que ficou de positivo após a decantação. E uma vez que “o positivo” foi estabilizado no ser, ele poderá recomeçar sua evolução.
Os lagos, mangues e os grandes rios que correm tranquilamente são Pontos de Força de Mãe Nanã. Pensar num lago. Um lago tem a superfície calma, águas tranqüilas, tudo parece estar parado. Porém, quando você atira nele qualquer coisa, verá que ele puxará para o fundo e decantará silenciosamente.
Assim é a Energia de Nanã, a mais velha das Mães das Águas. Diferente de Mãe Oxum, simbolizada pelas cachoeiras, que são rápidas e representam a energia da Mãe Jovem. E, ao decantar nossas emoções e sentimentos Ela também pode nos curar, já que muitas doenças têm forte cunho emocional como raiva, inquietação, impaciência, ansiedade, nervosismo, ciúme, inveja, etc. Decantando nossos vícios e desequilíbrios emocionais e mentais, Nanã nos acalma e nos transforma. Transformados interiormente, entramos no caminho da cura. Em outras palavras: evoluímos.
Irradiação: Decantação e Evolução
Campo de atuação: Evolução e Transmutação
Elementos: Água e Terra
Cores: Lilás (também Roxo e Rosa)
Data comemorativa: 26 de julho
Sincretismo: Nossa Senhora de Santana

Minha mãe é Nanã
É o Orixá mais velho do céu
Nanã, oh Nanã Buroquê
Firma seu filhos, agora eu quero ver
Senhora Santana
Dai-nos vossa proteção
Valei-nos avó de Aruanda
Valei-nos com sua benção
Com seu manto consagrado
Com sua estrela bendita
Valei-nos senhora Nanã
Livrai-nos das horas aflitas


Salubá Nanã!

terça-feira, 16 de julho de 2013

Disciplina e Hierarquia na Umbanda


Umbanda é Magia – e magia não é privilégio de ninguém. Magia é a arte de manipular a natureza, criando campos de força. E é exatamente isso que fazem os Guias nos terreiros de Umbanda. Mas para que todo esse campo de força funcione é preciso que haja entendimento em dois elementos: Disciplina e Hierarquia.

A hierarquia na Umbanda é respeitadíssima por todos os participantes. O Zelador Espiritual dita as regras e a filosofia da Casa, o Diretor de rito e seus auxiliares diretos, como o Cambono Chefe, cuidam da gira e dos médiuns, e os curimbeiros cuidam da harmonia e do conjunto de instrumentos usados no terreiro.

Sobre a obediência à hierarquia o Caboclo Sete Encruzilhadas disse: “Quem não sabe obedecer, jamais poderá mandar”.

Não converse na sessão, respeite a terreira, respeite seus irmãos de corrente, principalmente nunca prefira esse ou aquele orixá... respeite todos por igual e sempre preste atenção no que é dito pelos guias na sessão. Então faça silêncio e mantenha-se concentrado.

Este conjunto de respeito forma a união e a integridade mágica da casa espiritualista de Umbanda. Sem disciplina rígida e séria uma Casa de Umbanda não prossegue seu trabalho sob os auspícios da Espiritualidade SuperiorO que parece, às vezes, exagero do Dirigente no sentido da manutenção da disciplina, do respeito ao terreiro e aos Guias, do respeito à hierarquia constituída, da não permissão de fofocas ou conversas fúteis, constitui-se, na verdade, no grande pára-raio ou entrave à entrada de espíritos obsessores, zombeteiros, mistificadores que, em nome de uma suposta caridade sentimentalóide e adocicada, atuam criando confusões, brigas, desentendimentos, desânimos e queda da Casa Umbandista. Todo cuidado é pouco. Não importa que agrade ou desagrade.


Quem tem espírito de amor e busca um Templo sério, e a verdadeira espiritualidade que conduz à evolução, compreende, adere. Caso contrário, é melhor que fique de fora da corrente, pois o orgulho, a vaidade e a ignorância são instrumentos nas mãos dos inimigos invisíveis para a produção de parada ou desmoralização de um Grupo Espiritualista.

ORAÇÃO A NANÃ


À minha mãe Nanã,
eu peço a benção e proteção
para todos os passos de minha vida.

À minha mãe Nanã,
eu peço que abençoe o meu coração,
minha cabeça, meu espírito e meu corpo.

Que aos poderes dados
somente à Senhora das Senhoras,
sejam caridosos e benevolentes,
e me escondam de meus inimigos
ocultos e poderosos.

Minha querida Mãe e Senhora,
tenha piedade de meu coração.

Minha querida Mãe e Senhora,
faça com que eu seja puro de coração
para merecer a sua proteção e caridade.

Salubá Nanã Buruquê!

Umbanda: Contos e Causos

DE OLHOS FECHADOS
Sentado ali em frente de seu congá o velho pai de santo relembra com surpreendente nitidez sua infância e seu primeiro contato com a espiritualidade. Nitidamente ele se vê na tenra infância a brincar sozinho no amplo quintal da casa de seus pais. Lembra-se que alguma coisa o fez olhar para as nuvens e diante dele uma estranha imagem se forma: um velho sentado ao redor de uma fogueira e um menino a ouvir-lhe estórias. De alguma maneira o menino ao ver aquela cena sabia que se tratava dele mesmo.
O tempo passou e a cena jamais esquecida e também jamais revelada, o acompanha em sonhos e lembranças. Cresce e acaba se tornando mediun Umbandista. Aos poucos vai conhecendo seus guias, que vão tomando seu corpo nas diversas “giras de desenvolvimento”.
Primeiro o Caboclo que lhe parece muito grande e forte, depois os demais até que, ao completar 18 anos, seu Exu também recebe permissão para incorporar.
Já não é mais mediun de gira, a bem da verdade ocupa o cargo de pai pequeno do terreiro.
Percebe que não tivera uma adolescência como a da maioria dos jovens que lhe cercam na escola. Não vai a bailes , festas... Dedica-se com uma curiosidade e um amor cada vez maior a pratica da caridade. Os anos passam e acaba pôr abrir seu próprio terreiro. Inúmeras pessoa procuram os seus guias e recebem um lenitivo, uma palavra de consolo e esperança...
Foram tantos os pedidos e tantos os trabalhos realizados que já perdera a conta. Viu inúmeras pessoas que declaravam amor eterno pela Umbanda e bastava que alguns pedidos não fossem alcançados na plenitude desejada que já se afastavam criticando o que ontem lhes era sagrado...
Presenciou pessoas que vindas de outras religiões e que encontraram a paz dentro do terreiro, mantido a duras penas, uma vez que nada cobrava pôr trabalhos realizados ("Dai de graça o que de graças recebestes").
Solteiro permanecia até hoje pois embora tivesse tido várias mulheres que lhe foram caras, nenhuma delas aguentou ficar a seu lado, pois para ele, a vida sacerdotal se impunha a qualquer outro tipo de relacionamento.
Amava mesmo assim todas aquelas que lhe fizeram companhia em sua jornada terrena. Brincava, o velho pai de santo, quando lhe perguntavam se era casado e respondia, bem humorado, que se casara muito cedo, ainda menino.
A curiosidade dos interlocutores quanto ao nome da esposa era satisfeita com uma só palavra: Umbanda, este era o nome da esposa.
Com o passar do tempo, a idade foi chegando; muitos de seus filhos de fé seguiram seus destinos vindo eles também a abrirem suas casas de caridade.
O peso da idade não o impede de receber suas entidades. Ainda ecoa, pelo velho e querido terreiro, o brado de seu Caboclo, o cachimbo do preto velho perfuma o ambiente, a gargalhada do Exu ainda impressiona, a alegria do Ere emociona a ele e a todos...
Enfim, sente-se útil ao trabalhar...
Hoje não tem gira. O terreiro está limpo, as velas estão acessas e tudo parece normal. Resolve adentrar ao terreiro para passar o tempo, perdera a noção das horas. Apura os ouvidos e sente passos a seu redor, percebe que alguém puxa pontos e que o atabaque toca.
Ele esta de costa para todos de frente para o conga.
O cheiro da defumação invade suas narinas...
Seus olhos se enchem de lágrimas na mesma proporção que seu coração se enche de alegria.
Estranhamente, não sente coragem ou vontade de olhar para trás, apenas canta junto os pontos.
Fixa seus olhos nas imagens do altar, fecha os olhos e ainda assim vê nitidamente o congá, parece que percebe o movimento do terreiro aumentar.
Vira de costas para o congá e a cena o surpreende: vê caboclos, boiadeiros , pretos velhos, marujos, baianos, erês e toda uma gama de Guias até Exus e Pomba Giras estão ali na porteira.
Se dá conta que os vê como são, não estão incorporados. Todos lhes sorriem amavelmente.
Dentre tantos Guias, percebe aqueles que incorporam nele desde criança. Tenta bater cabeça em homenagem a eles mas é impedido.
O caboclo, seu guia de frente, se adianta, lhe abraça, brada seu grito guerreiro...os demais o acompanham.
O velho pai de santo não aguenta e chora emocionado...
As lagrimas lhe turvam a vista. Fecha seus olhos e ao abri-los todos os guias ainda permanecem em seus lugares embora calados...
Nota uma luz brilhante em sua direção, Yansa e Omolu se aproximam, seu caboclo os saúda e é correspondido.
A luz o envolve completamente. Já não se sente mais velho; na verdade sente-se jovem como nunca. Seu corpo está leve e ele levita em direção à luz. Todos os guias fazem reverência...
O terreiro vai ficando longe envolto em luz...Ele sorri alegre...A missão estava cumprida...
No dia seguinte, encontram seu corpo aos pés do congá. Tinha nos lábios um sorriso...
Autor: Cássio Ribeiro
(Umbandista, radialista e presidente da Fucabrad)

segunda-feira, 15 de julho de 2013

PENSAMENTO


A espiritualidade ou qualquer outra forma de religião deve ser usada constantemente não só com objetivo de conquistar alguma coisa mas também para alcançar o nosso equilíbrio. Sem o equilíbrio dificilmente estaremos em condições de nos preparar para algum objetivo. Por que isso? Diariamente nós despendemos muita energia com nossos afazeres habituais e isso nos coloca em desequilíbrio gerando cansaço, stress e outros sintomas. A oração ou a meditação nutrem nossa alma de energia e conhecimento e é o nosso contato direto com Deus. Portanto, não devemos recorrer a ela somente nos momentos difíceis porque a conquista de uma graça pode ser imediata, mas o equilíbrio é uma busca constante. Reservemos sempre alguns minutos do nosso dia para nutrirmos dessa energia, como um alimento, só que para nosso espírito. Muitos dão a desculpa de não ter tempo pois tem uma vida muito atribulada, só que a espiritualidade não é tempo que resta e deve ser inserida no nosso dia como um compromisso normal, e isso não vai custar tanto tempo assim. A nossa consciência de que somos espíritos em essência tem que ser despertada e não ficarmos obcecados somente com coisas materiais. Vamos trabalhar tanto o nosso lado material como espiritual porque assim estaremos nos condicionando de tal forma a chegarmos com mais facilidade aos nosso objetivos. 

quarta-feira, 10 de julho de 2013

PENSAMENTO


Não deixemos nossa autoestima ficar lá embaixo em função de resultados que ainda não estão bons ou projetos indefinidos. Confiemos sempre em nossa estrela. Se não fizermos isso, teremos a sensação de que todos são melhores e o que estamos fazendo está errado. Conforme já dizia Buda, com toda sua sabedoria: "Nós somos aquilo que pensamos ser" logo, nos tornaremos espíritos sem Luz e sem forças para lutar, pois não nos julgaremos capazes. A vida é feita de momentos bons e outros nem tanto, mas isso é para todo mundo. Não olhemos debaixo as pessoas, nem os problemas e sim com a grandeza que o nosso espírito merece. Agindo assim, a mente pensará grande como nosso espírito, e a nossa energia se desbloqueará.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

PENSAMENTO


Não deixemos a insegurança atrapalhar o primeiro ou o próximo passo dos nossos projetos. Quando ela aparece vem na nossa mente tudo que possamos imaginar para o que queremos se torne inviável. Essa insegurança pode vir com o medo do que os outros vão pensar e também por não nos acharmos suficientemente capazes de realizar grandes projetos ou até alguma coisa totalmente diferente de tudo que sonhávamos para nossas vidas. E isso tudo paralisa nossas ações. Só que a busca da felicidade envolve correr riscos, olhar para dentro de nós e ter a confiança de que podemos e não esperar a aprovação dos outros. O máximo que poderá acontecer será ouvirmos um "não" ou não conseguirmos atingir o que esperávamos. Mas isso não nos diminuirá, pelo contrário, mostrará que tivemos coragem de enfrentar a tudo e todos em busca do que achávamos certo. Para saber se vai dar certo precisamos tentar. A vida é para aqueles que tentam ser felizes e não para aqueles que tem medo de se aventurar.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

PENSAMENTO


Vamos trazer sempre Luz para nossa caminhada respeitando todas as coisas que acontecem na nossa vida. As mais difíceis, obviamente, não entendemos o porquê de estar acontecendo, ou se somos merecedores de tantas coisas ruins na nossa vida. Mas a cada dia o nosso entendimento se aprofunda e temos como que um despertar da consciência. Tudo tem uma explicação! Cabe a nós ficarmos parados sentados no meio fio esperando um milagre acontecer ou buscarmos sair da escuridão com determinação de que o que está acontecendo tem um propósito maior, o nosso crescimento? Por isso temos que respeitar todas as coisas que vierem para nossas vidas como se fossem um recado de que algo não vai bem e que mudanças são fundamentais. Nós estamos no mundo para evoluir e todos temos um lado que precisa mudar e crescer. E isso acontece através das experiências que temos que passar para que a evolução se dê de forma consciente, ou seja, sabendo das nossas limitações e procurando curá-las. Todo mistério a respeito da nossa jornada consiste unicamente em nos tornar pessoas melhores e o merecimento das coisas boas da vida vem quando há esse entendimento e fazendo bom uso do nosso livre-arbítrio. E a evolução acontece quando melhoramos através dos erros que cometemos ao longo do caminho. Portanto, respeitemos a vida e tudo que ela nos oferece e tem para nos oferecer ,sabendo que depende unicamente de nós a opção de continuarmos a jornada ou não.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Salve 24 de Junho dia de Xangô

Não sou muito de escrever sobre lenda de orixás, mais resolvi postar essa em homenagem ao dia de Xangô.
Que pai Xangô ilumine a todos irmãos de fé, hoje e sempre.


Xangô - A lenda

Orixá de grande valia e importância nos Cultos Afro-Brasileiros, tem alguns cultos que levam o seu próprio nome, tamanha a popularidade deste Orixá. Divide com Ogum a popularidade e o respeito dos fiéis, tanto nos Candomblés (diversas nações) como na Umbanda. Xangô foi o grande Obá (rei) da cidade de Oyó, representando, na linha de sucessão, seu quarto alafin (segundo fontes fidedignas). Ele fez sua passagem pela Terra por volta de 1450 a. C., filho de Oranian e Torossi. Governou com mãos de ferro, sendo, ao mesmo tempo, temido e adorado pelo povo. Muitas vezes comportou-se como tirano, na sua ânsia pelo poder. Alguns relatos afirmam que Xangô destronou seu próprio irmão, Dadá-Ajanká, para tomar o seu lugar. É o orixá das pedreiras, das terras áridas e das rochas. Seu elemento é o fogo, dominando também o raio e o trovão. O metal a que pertence é o cobre. Possui, como símbolo da natureza, a pedra de raio, que se cria quando um raio cai na terra. Sua ferramenta principal é o Oxé, ou machado duplo, simbolizando a imparcialidade na hora da justiça. Carrega também o Xerém, espécie de cabaça que é usada por certas qualidades deste Orixá. Xangô detém um profundo conhecimento e ligação com as árvores, de onde provêm muitos de seus objetos de culto, como a gamela e o pilão. É muito violento, mas nunca gratuitamente. Quando provocado, castiga seus inimigos sem piedade, sendo implacável nas guerras de conquista, atividade que exerce com maestria. Se for necessário, Xangô usa seus poderes de feitiçaria para destruir o inimigo. Como grande amante da justiça, é imparcial em suas ações, usando toda sua autoridade para resolver as mais difíceis questões, tarefa que ninguém gosta de fazer. Sempre podemos recorrer a ele quando nos defrontarmos com questões litigiosas ou problemas jurídicos. Segundo a mitologia africana, um traço marcante desse orixá é o fato de se fazer notar, sendo muito atraente e vaidoso. Ele teve várias uniões com outros orixás, como Oxum, Obá e Iansã, que era sua prima e esposa predileta. Diz a tradição de lendas que Xangô tem medo da morte, pelo fato de abandonar a cabeça (ou ori) de seus filhos de santo. Orixá poderoso que não teme nada, não suportanto o frio que emana de um corpo sem vida. 
Xangô possui a energia do fogo, que irradia calor e possibilita a existência da vida. A morte e o frio são contrários à sua essência. Nos meses de junho, mantém-se uma tradição festiva, que são as famosas fogueiras de Xangô, feitas em sua homenagem. Xangô é um orixá que teve vontade de experimentar a criação divina, ou seja, ele quis nascer e viver aqui na Terra. Como foi dito no início, existiu um rei, na cidade de Oyó, que era muito poderoso, sendo identificado como a energia Xangô. São Gerônimo (Agodô) é o sincretismo mais conhecido deste Orixá. São Pedro (Alafim), São João Batista (Xangô do Ouro ou Xangô menino) e São José (Agaju) também são qualidades de Xangô. Embora alguns estudiosos dão também como sincretismo São Miguel e São Gabriel. Orixá presente em todas as feituras de casas de santo, tem no axé da casa a sua Pedra Sagrada conhecida como “Okanixé”. Outras qualidades de Xangô são: Abomi, Alufam, Airá, Echê e Ibaru. Esta sentado no meio de 12 ministros chamados (obagues) que seriam seus ministros. Os ministros da direita absolvem enquanto os da esquerda condenam. Para o contexto Umbandista, Xangô mora no alto de uma pedreira, e carrega o livro sagrado (as escrituras) e as Sete Chaves da Sabedoria. Xangô controla todas as forças naturais por intermédio dos astros, é conhecido como o Rei dos Astros. Vive no seu castelo, além do seu criado Oxumarê (quando o arco-irís aparece, significa que Oxumarê veio a Terra e está levando água ao Reino de Xangô), tem como servos Biri (as trevas) e Afefe (o vento). Nos candomblé dança com suas cores rituais que são o vermelho, branco e marrom. Algumas qualidades trazem na cabeça um gorro na cor vermelha. Conta uma lenda que explica o fato de Xangô e Iansã deterem ao mesmo tempo o poder do fogo. Vivia Xangô no reino de Oió e ouviu dizer de um certo mago que vivia num reino distante que tinha uma poção capaz de fazer com que aquele que a tomasse, pudesse cuspir fogo e Ter o domínio sobre os raios e as tempestadades. Xangô muito ocupado, manda Iansã até o Reino viziho para pegar a tal poção. Lá chegando Iansã pega a tal poção e é avisada pelo mago para que não ousasse beber tal composto. No caminho, Iansã sente uma sede muito grande e não resistindo toma parte da poção. Chegando ao Reino de Oió, é perguntada por Xangô sobre o sucesso da viagem. Sem esperar, no ato da resposta Iansã fala com labaredas de fogo saindo pela boca. Xangô irado, manda Iansã embora, mas sabendo que a partir daquele dia teria Iansã como companheira dos raios e trovões.


Mediunidade mal orientada


A falta de doutrina e de comprometimento que existe, em muitas casas espiritualistas, coloca em risco a saúde física e psicológica dos médiuns. Para se ter idéia, há casas que iniciam qualquer pessoa que tenha vontade em trabalhos de desenvolvimento mediúnico de incorporação. E as pessoas que começam a frequentar os trabalhos, por não terem a menor noção do que é certo ou errado, se submetem. Na verdade, existem casos em que a mediunidade de incorporação nunca vai se manifestar porque o médium deverá desenvolver outras formas de mediunidade. Conseqüentemente, tentando fazer incorporar quem não deve, surgem atrapalhações de toda ordem. A mediunidade deve ser desenvolvida de forma progressiva e individualizada, e o bom desenvolvimento do corpo mediúnico depende muito da firmeza e da competência do chefe encarnado do grupo e do espírito dirigente dos trabalhos. Na Terra, a esfera material das diversas formas de religião é conduzida pelos encarnados, o que inclui a organização das casas, a orientação das pessoas e até a redação dos textos que explicam os fenômenos espirituais. É justamente por se tratar de “coisa de humanos” que a religião muitas vezes é deturpada. Se os espíritos de luz pudessem atuar sozinhos, várias situações inoportunas deixariam de acontecer. Mas os trabalhos religiosos na Terra precisam da união do plano físico e do espiritual. Sem o fluido vital dos médiuns, não é possível para os espíritos atuar em nosso nível vibratório. Daí a grande importância dos médiuns e também da assistência nos trabalhos religiosos. Quando um dirigente religioso, independente da linha em que trabalhe, se deixa envolver pelo ego, passa a acreditar que é dono-da-verdade e, o que é ainda pior, que é dono das pessoas sua mente se fecha para as orientações do plano espiritual que deveriam orientar sua conduta, porque sua vontade passa a ser mais importante. Quando o chefe dos trabalhos “se perde”, os espíritos não compactuam com os erros cometidos, mas respeitam o livre-arbítrio de todos. Ficam à parte, aguardando que a situação se modifique para novamente poderem trabalhar com seus médiuns. As pessoas não ficam desamparadas, mas os espíritos não compactuam com o ego. Há trabalhos que, irresponsavelmente, surgem em função da vontade que têm algumas pessoas de dirigirem grupos. Se uma pessoa resolve iniciar uma sessão, a responsabilidade é dela. Os seus protetores não vão puni-la por isso, mas toda a carga que surge em função dos trabalhos vai ser também responsabilidade dela. Surgem, em função disso, muitas complicações, para quem dirige e para quem é dirigido. Portanto, não bastando atrapalhar a si mesmo, o chefe deverá arcar com as conseqüências do que provoca para o corpo mediúnico de sua casa. O mesmo vale para quem decide que vai prestar “atendimentos espirituais” ou outros tipos de “trabalho” relacionados, sem as devidas proteções que só uma casa, com os devidos calços, pode ter. Toda aplicação do dom mediúnico deve estar sobre a proteção de uma corrente espiritual e de uma chefia realmente capacitada. Infelizmente, em muitas casas sem boa direção espiritual, exerce-se o hábito de desenvolver a mediunidade em pessoas obsediadas, causando-lhes desequilíbrios ainda piores do que a própria obsessão. São pessoas que, estando claramente doentes, são levadas a abrirem seus canais de mediunidade, irresponsavelmente, a fim de supostamente se curarem. A pessoa perturbada chega nos trabalhos e é aconselhada a desenvolver… porque tem mediunidade. Deveria procurar entender o que acontece consigo, através da doutrina, e não sair procurando um lugar para “desenvolver”. Situações como essa, ocorrem devido ao pouco conhecimento doutrinário dos dirigentes das casas e até dos médiuns que dão consultas, acreditando que estão falando pelos espíritos. A mediunidade perturbada pela obsessão não merece incentivo.No aspecto patológico, existem aqueles que, por desequilíbrios neurológicos, se comportam como vítimas de processos obsessivos. Nestes casos, também é inoportuno o desenvolvimento das faculdades mediúnicas. Mentores espirituais de casas honestas cuidam de tratar desses processos obsessivos até que os fenômenos cessem, e o enfermo, curado, possa retomar suas atividades normais e, quem sabe, desenvolver sua mediunidade. Tudo está muito bem, se o médium está preparado, saudável e consciente de que desenvolver a mediunidade é o que realmente deseja e de que realmente precisa. Por outro lado, se a pessoa está desequilibrada, doente, desenvolvendo algo que nem sabe exatamente o que é, possuir um canal aberto será algo muito perigoso. Em ambos os casos, haverá a possibilidade da comunicação com o mundo dos espíritos, e um médium despreparado não vai saber identificar, nem filtrar, mensagens boas de mensagens oriundas de espíritos obsessores. Por isso, desenvolver a mediunidade em quem não está preparado permite que as obsessões se manifestam pelo canal mediúnico que foi aberto, ocasionando demências em diferentes graus. A mediunidade não é causadora da enfermidade ou da loucura. É o seu desenvolvimento indevido que permite que um espírito obsessor dela se utilize para instalar, na mente de sua vítima, a enfermidade mental. Pensar na mediunidade como causa desses distúrbios seria o mesmo que culpar a porta de uma casa pela entrada do ladrão. A porta foi somente o meio ou a via de acesso utilizada para a realização do furto, por negligência e desatenção do dono da casa. Precisamos também conhecer a fadiga mediúnica. 
O exercício da mediunidade provoca perda de fluidos vitais do corpo do médium e tende a esgotar os seus campos energéticos. Por isso os dirigentes capacitados dedicam especial atenção e cuidado para com os médiuns iniciantes. É comum encontrar médiuns desequilibrados, atuando em grupos espiritualistas, onde incluem-se até mesmo os brandos trabalhos de mesa kardecistas. Em alguns casos, o descontrole psíquico pode levar o indivíduo à loucura, principalmente no caso das pessoas predispostas ao desequilíbrio. Convém que o dirigente espiritual esteja atento à conduta dos médiuns, para perceber indícios de anormalidade. Mediunidade é uma atividade psíquica séria, e a ela só devem se dedicar pessoas que se disponham a ter conduta religiosa, ou seja, uma moral sadia e hábitos disciplinados. A prática da mediunidade em obsediados é capaz de produzir a loucura. A irresponsabilidade e incompetência de dirigentes nos critérios de admissão e instrução de seus trabalhadores pode culminar em demência. Basta imaginar a situação em que uma pessoa obsediada é submetida a entidades hipócritas. É fácil imaginar que se estabelecerá um processo de fascinação que pode culminar em demência. Lembremos que a humildade, a dedicação, a paciência e a renúncia são os caminhos do crescimento mediúnico. O orgulho e os maus espíritos são seus obstáculos. A mediunidade, assim como todos os dons, possui dois lados. Se, por um lado, é fonte de abençoadas alegrias; por outro, pode ser também de profundas decepções. Mas isso nunca deve ser motivo para que alguém desista de desenvolver a sua mediunidade, de cumprir a sua missão, pois ela é simples e gratificante na vida das pessoas que a abraçam como missão de serviço nas legiões do Grande Pai Oxalá.



Desenvolvimento Mediúnico

Falar sobre a mediunidade e sua mecânica é algo muito comum no meio espiritualista. Porém, é sempre um tema bastante complicado e polêmico. Exige sempre muita responsabilidade ao falar sobre este tema.
Mas o que todo autor sempre espera do seu leitor é que ele reflita e pondere sempre para o bom senso crítico, racional e emocional.
Dia-a-dia chegam pessoas novas para o nosso meio religioso, na maioria das vezes dotadas de mediunidade a ser desenvolvida e é aí que mora o perigo…
A mediunidade têm várias funções para o ser humano, sendo que a principal é encaminhar o médium a uma evolução acelerada.
Mas como usar disto para evoluir? Ora irmão, ser médium não é ser diferente de ninguém; na verdade, é ter que saber resolver os seus problemas e dos que te procuram, e digo isto a “grosso modo”.
Mas para se ter este equilíbrio é necessário uma caminhada ao seu interior.
A espiritualidade espera sempre que com o desenvolvimento mediúnico a pessoa busque sua reforma íntima, afim de ser ajudada e depois poder ajudar o próximo. Quando digo ‘se ajudar’, quero dizer que a pessoa deve encontrar seus erros e seus defeitos e na seqüência buscar o aprimoramento moral. Somente assim a mediunidade começará a ter função em sua vida.
Senhores médiuns, problemas materiais todos nós temos; então, isto nunca deverá ser desculpa para evitar os seus trabalhos mediúnicos e caritativos. Devemos saber administrar tudo isto, sem que uma coisa atrapalhe a outra. Médiuns, vocês são o espelho dos que lhe procuram. Então parem e pensem:
“Eu estou sendo um bom exemplo?”
Por favor, não venham com a conversa de que sua vida particular não tem nada a ver com a mediúnica.
Esta desculpa é o mais cruel pecado que o médium pode cometer. Outros usam um ditado que diz: “Faça o que eu falo e não faça o que eu faço”. Um ABSURDO!
Ser médium é buscar viver a vida terrena em paralelo com a vida espiritual e, para isto, é necessário a reforma íntima, a evangelização e o estudo teológico da religião. É o tal do “Orai e Vigiai”; porém, na verdade, devemos vigiar e orar.
Agora, para que sair desenvolvendo sua mediunidade de forma desordenada e acelerada se você nem sabe o que vai fazer com este dom? Para que? Para daqui a alguns anos você jogar no lixo !? ! Saiba irmão que, nessa história de mediunidade, o maior necessitado é você mesmo. É você que precisa se ajudar.
Ser médium é ter a função de aparelho (cavalo ou burro, como queira) para os espíritos. Mas para ser um bom aparelho é necessário ser bem preparado, usar tecnologia de ponta, material de primeira, para que se tenha vida longa, senão será descartado rapidamente e substituído por outro. É assim que a dona de casa faz com a faca que ela compra nas lojas de “R$ 1,99”; porém, se ela comprar uma faca de marca reconhecida e que passou pelos testes de qualidade e procedência, provavelmente irá durar toda a vida.
O processo de desenvolvimento mediúnico e até mesmo a sua continuidade vai muito além dos rodopios na gira ou do comparecimento no terreiro para incorporar um Caboclo ou Preto-velho.
Saiba que o desenvolvimento é eterno.
Após você incorporar o mentor, aí sim seu desenvolvimento espiritual começará.
O trabalho mediúnico não é só incorporar os mentores em datas e horas predeterminadas.
Já disse o grande mentor e mestre Ramatís :
“Não conseguireis bons fluidos em horas programadas, se os contaminais com a intolerância, a cólera, a irritação e o desamor de minutos anteriores.”


Matéria extraída do JUS- Jornal da Umbanda Sagrada

quarta-feira, 12 de junho de 2013

PENSAMENTO


Quando começamos alguma coisa, como um projeto por exemplo, devemos fazer ao máximo para irmos até o final e evitarmos ficar mudando muito. A nossa energia vai para aquilo que estamos dando atenção e isso é fato pois nosso pensamento, emoções e a ação estão focados no que estamos fazendo. Se paramos no meio do caminho por desânimo ou por influências externas acontecem duas coisas: a primeira que aquela energia concentrada inicialmente perde a força e junto vai, obviamente, os nossos pensamentos e emoções que provocam a tristeza e a frustração; e segundo que para dar lugar a um novo projeto essa energia antiga tem que ser dissipada para que não atrapalhe e influencie a nova. Por que isso? Quando não dá certo ficam as marcas no nosso mental e emocional de que não conseguimos por incompetência, ou tudo que fazemos não dá certo e até mesmo o julgamento de terceiros. Isso não quer dizer que devemos insistir em algo que não está dando certo mais antes disso tentemos com todas as nossas forças. É como se enviássemos um recado para nosso subconsciente: "Fiz tudo que podia". E isso facilita e muito para iniciarmos um novo projeto porque a energia antiga se dissipará mais rápido. De qualquer forma vamos evitar ao máximo ficar mudando toda hora pois se nós não nos esforçarmos e nem nos decidirmos não vai ser o universo que decidirá por nós.

terça-feira, 11 de junho de 2013

PENSAMENTO


O caminho espiritual é feito de obstáculos onde a fé e a persistência são fundamentais quando aspiramos o caminho da Luz. Quanto mais degraus subirmos mais responsabilidade alcançaremos, o que significa estarmos mais atentos aos desvios que seremos submetidos tanto por influências externas como internas. Não temos que ter medo de crescermos espiritualmente, porque estamos semeando a libertação do nosso espírito para que sejam dissolvidas as amarras que nos prendem a essa dimensão. E com certeza os mentores dos planos mais sutis estarão conosco nesta jornada. Com "Eles" vestiremos o manto nos tornando invisíveis contra todos os que nos caluniam e que não admitem nosso crescimento, mas para que isso aconteça, temos que olhar para frente e nunca para os lados. Não tratemos e nem ignoremos nossa força espiritual porque ela é que nos sustenta para que consigamos ter sucesso em todas as áreas da nossa vida.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

PENSAMENTO


Nós somos o acúmulo de experiências vividas nesta e em outras vidas. Por isso nascemos com facilidade para algumas coisas, com conhecimento apurado em determinadas áreas, reencontramos com pessoas que tivemos algum vínculo, seja negativo ou positivo, e por fim as pessoas que tivemos um vínculo mais forte e que nos ajudam com mais ênfase no nosso processo evolutivo, que é a nossa família. Não existem pessoas melhores ou piores e sim processos evolutivos diferentes pois somos todos iguais perante a Deus. Por isso, a inveja é um sentimento "tolo" de quem ainda não se encontrou na vida ou não achou o seu caminho. Nós temos que nos aprimorar ao máximo a cada momento ou situação em que estamos vivendo, para que carmas sejam dissolvidos e nosso processo evolutivo continue em outras vidas, nos tornando espiritualmente mais desenvolvidos e consequentemente pessoas melhores. Vivemos num planeta de espiação, logo não podemos nos cobrar perfeição e sim procurarmos fazer o melhor com aquilo que herdamos de outras vidas, ou aprendermos com as situações e pessoas, pois aqui somos alunos e professores.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Géro Maita e Noberto Peixoto - (Parte 1)

Tive a oportunidade de conhecer e conversar com esses dois médiuns separadamente sobre umbanda e espiritismo e quando fiquei sabendo que haveria uma entrevista entre eles achei que seria muito boa... Vendo a entrevista e assistindo a palestra vi que tinha razão, então resolvi compartilhar com vocês. 

Vale a pena ver do inicio ao fim os dois videos.

Saravá fraterno a todos;
Rubio

Géro Maita e Norberto Peixoto - (Parte 2)

PENSAMENTO


Tem momentos na nossa vida em que estamos numa fase difícil, não compreendemos muitas situações e porque tantas coisas não se resolvem. E isso tem a capacidade de nos envolver com tanta força que parece que andamos em círculos ou não saímos do mesmo lugar. Esse é o momento do "basta" ou "agora chega" e usarmos esse pensamento para promovermos as mudanças necessárias. É deixarmos nossa mente se ocupar em como podemos melhorar, ou seja, não focarmos nos obstáculos e sim nas soluções. " O sucesso não vem da maneira que você imagina, ele vem através da maneira como você pensa". Quando direcionamos nossa energia ou atenção na busca de soluções estamos atraindo o sucesso para nossas vidas. Só não podemos ver as coisas que estão nos desagradando, e ficarmos parados esperando que as respostas venham até nós. Nós é que fazemos as escolhas e tomamos as atitudes, portanto temos a responsabilidade pelas nossas vidas. Usemos nossa fé e persistência, que podemos mudar o rumo da nossa atual situação, e com isso nossos objetivos serão alcançados.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

EXU - Por ele mesmo


Pergunta: O que podemos compreender pelo termo Exu? Verificamos ainda muita confusão em meio a real ação destes espíritos, poderia nos explicar?

Sete: Ainda encontramos na roupagem de carne muita gente sendo "porta voz de morto" filho, criando suas próprias verdades que nem sempre estão pautadas no bom senso! Criam ritos, rituais, iniciações e muitos códigos secretos quando na realidade a simplicidade e objetividade dos trabalhos desenvolvidos pelos espíritos é mais simples do que possamos imaginar, assim se dá com Exu também.
Temos duas qualidades do termo Exu.

1.Como força da natureza, ligada a energia de Orixá, onde existem as energias oriundas do polo negativo desta força e tome cuidado para não interpretar negativo como propagador do mal, mas somente como uma polaridade.

2.Como entidade atuande, onde existem as chamadas falanges ou para ficar mais claro a compreensão "grupos de trabalho" onde cada grupo tem uma função na criação ligada a força manifestadora da natureza ou "Orixá Exu".

Os Exus, atuam na organização do plano negativo, onde se reunem seres que se afinizam pelo padrão vibratório denso que criaram em suas vidas e após o seu desencarne, são atraídos pela sintonia vibratória que criaram em torno de si.
Nestas localidade chamadas de Umbral, trevas , vales sombrios e demais alegorias que cada cultura denomina se encontram espíritos que estão comprometidos com suas consciências e a função da entidade Exu nestes locais é manter a ordem e promover o equilibrio energético dos mesmos, através de várias ações, uma delas e dando a segurança para que equipes socorristas possam atuar nestes campos para promover o resgate e o encaminhamento destes espíritos.
Associado as casas espiritualistas e espiritas, Umbandistas e demais casas afros brasileiras, encontramos a figura de Exu como o que vela pela segurança energética destes locais, formando campos de forças que atuam dentro de uma determinada frequência vibratória para que as atividades internas corram na mais plena harmonia.
Infelizmente ainda notamos muito "teatro" praticado nestes locais onde se prega mais ilusão do que verdade na tarefa desenvolvida por Exu.
Médiuns despreparados e movidos pelo animismo doentio de suas mentes despreparadas para o mediunato, criam a imagem de Exu ligada ao "mito", distribuindo ebós, despachos e pregando a ilusão na imagem daquele que serve somente a lei e a justiça.
Tais atos vale lembrar filho abrem portas para a ilusão que atraí os chamados "quiumbas" espíritos de uma classe extremamente leviana ques e utilizam destes médiuns para criar os cenários doentios que ainda hoje presenciamos em algumas casas, acabando no despacho da encruzilhada, local este totalmente despreparado no meio urbano para tal atividade dita "espiritual"
Exus é o sentinela, o guardião ou ainda aquele que defende, o nome pouco importa, mas o que vale é saibamos compreender qual a finalidade que o mesmo desenvolve.
Os excessos como bebidas, velas pretas, ebós se perderam na ilusão popular, onde o fator de força esta na natureza que acaba sendo a mais prejudicada com tudo isso.
Atos como palavrões, leviandade e desrepeito para com o consulente estão mais ligados ao médium que traduz aquilo que leva dentro de si do que da personalidade de um Exu.
Exus são servidores da luz que atuam dentro das trevas que são criadas pelos próprios viventes.
Se faz necessário que os cultos se espiritualizem e que o fator energético além de estudado seja práticado, não se dando espaço somente para o elemento material que na maioria das vezes serve mais de muleta psiquica.

Com muito axé a todos!

Seu Sete
Canalizado pelo meu amigo GÉRO MAITA

terça-feira, 4 de junho de 2013

PENSAMENTO


No momento que tomarmos uma decisão na nossa vida, uma nova realidade se abre e um novo universo se abre na nossa frente. Quando mais distantes ficarmos do ego, do apego ao passado, dos medos e incertezas mais próximos do universo ideal nós ficamos. Isso porque ficaremos mais abertos e conscientes das oportunidades que aparecerão, por não estarmos mais agindo re-ativamente e sim pro-ativamente, ou seja, deixaremos de reagir as circunstâncias e tomaremos as iniciativas na nossa vida. Quando assumirmos a responsabilidade por nossos atos, nossa auto-estima se renova e tudo que antes parecia um sonho começará a se tornar viável, porque estaremos vendo de outra forma. É como se estivéssemos nos libertando de tudo que nos prende para podermos alcançar aquilo que é nosso por direito: uma vida mais plena.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A importância dos anjos da guarda na umbanda


Bem, os anjos de guarda nos protegem e nos acompanham a cada dia. E esse acompanhamento também está nas horas de trabalho (sessões). Sim, porque estamos numa corrente espiritual, onde espíritos sem luz e perturbados, confusos, enfim vêm contra nós. Os Orixás, Guias, Entidades nos protegem, mas a presença do anjo da guarda antes e depois da incorporação é por demais importante.
Um exemplo é quando uma pessoa sofre um trabalho de demanda, um trabalho contra o bem estar dela, a primeiro reflexo que se nota é o enfraquecimento de seu anjo da guarda, tornando-o distante e deixando a pessoa vulnerável.
É comum que os Guias/Entidades do terreiro, quando se vêem a frente de uma pessoa com demanda, venham a pedir um “fortalecimento para o anjo de guarda”, ou seja, um reforço para restaurar os laços entre você e seu anjo da guarda. Esse reforço consiste em trazer ele mais próximo de você, com mais força para te proteger contra os *ataques* da demanda.

E PARA OS MÉDIUNS?
 Com toda a certeza, para os médiuns, os anjos da guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades.
Quando o médium vai incorporar, para que o Orixá/Entidade se aproxime, o anjo de guarda permite a passagem para ocorrer à incorporação. Quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o anjo da guarda permanece ao lado, pois o médium está protegido por energias do Orixá ou Entidade que está ali.
Quando há o processo de desincorporação, o Anjo da Guarda se aproxima mais, para manter o equilíbrio do médium.
Portanto, os médiuns devem ficar atentos para não oferecer resistência na hora da desincorporação desse Orixá/Entidade, pois existe uma hora certa em que o Orixá deve deixar a matéria e o anjo da guarda se aproximar, não deixando a matéria desprotegida.
O seu anjo da guarda, sempre anda com você em qualquer lugar que você esteja, pronto a lhe proteger; embora você não o veja.
O que chamamos de intuição, muitas vezes é a manifestação de nosso Anjo da Guarda que procura sempre o melhor para nós (aquela voz na cabeça que diz, não faça isso, não vá por esse caminho, etc.).
O nosso anjo da guarda é aquele que nos protege a todo instante de nossas vidas… Por isso, devemos manter acesa uma vela com um copo d’água ao lado em um local alto, e fazer orações ao anjo da guarda regularmente, pedindo sempre que nos guie pelos caminhos certos da vida e que nos proteja.
Para quem acredita é muito fácil sentir, ouvir e presenciar a manifestação dos anjos em nossa vida dando inspiração para algo que ocorrerá em nossos dias, mas para pessoas que não acreditam que os anjos existam é totalmente difícil manter o anjo próximo dele, esse pensamento negativo e destrutivo para o anjo o enfraquece e acaba por distanciá-lo.
O céu não tem entradas, lá não precisamos bater; pois, chegando ao fim da jornada, sempre há alguém para nos receber.
SEU ANJO DA GUARDA TE CHAMA!
Quando o médium fica meio em transe após a incorporação, alguns dirigentes colocam a mão sobre o coração do médium e dizem: “- fulano seu anjo da guarda te chama!”
Esta era uma prática comum antigamente (não há como datar precisamente) de benzedeiras. Elas utilizavam esta frase como uma pequena oração para pessoas que não se achavam plenamente conscientes por vários motivos (mediunizadas, epilepsia, desmaio, etc.).
Tal prática talvez tenha sido trazida para a nossa amada Umbanda por alguma Preta Velha, já que é de pleno conhecimento nosso que muitas Delas foram exímias benzedeiras.
O Anjo da Guarda é visto como o Mentor de nossa razão, de nossa consciência; Desta forma este é um chamado ao restabelecimento da consciência com implicações magísticas.
Ao fazer referência ao nosso anjo da guarda, chamando-nos de volta ao domínio das faculdades no corpo físico após o transe mediúnico, ocorre uma espécie de invocação a nós mesmos.

ORAÇÕES PARA O ANJO DA GUARDA:
Santo Anjo do Senhor
Meu zeloso guardador
Se a ti me confiou a Piedade Divina
Me governa, me rege, me guarda e me ilumina.

Amém.

Anjo de Luz,
Guardião da minha vida.
A Ti fui confiado pela Misericórdia de Deus.
Ilumina meu espírito,
Guarda-me da maldade,
Orienta a minha inspiração,
Fortalece a minha sintonia com a Espiritualidade Superior e torna-me forte diante das tempestades que venham a afligir meu intimo.
Lembre-me todos os dias de não julgar nem ferir.
Banhe a minha mente de Amor e Harmonia, para que eu possa tornar o mundo melhor para aqueles que convivem comigo.
Quero assim me tornar digno de sua proteção e amor.
Assim seja.

Eleve seu coração


ELEVE seu coração em prece!

Mas evite recitar fórmulas lidas ou decoradas.
Que de seu coração partam as palavras espontâneas, como você faz quando conversa com um amigo querido.
Prece não é obrigação que alguém desempenhe para "ver-se livre de um peso".
Ore fervorosamente, mas sentindo as palavras que "profere, para que a ligação com as Entidades angélicas seja efetiva e real.
Faça da oração um hábito indispensável à saúde espiritual.