sábado, 16 de novembro de 2013

Qual a Melhor Religião?


A Humanidade caminha para a Nova Era e muitas mudanças estão sendo processadas e assimiladas; todavia temos séculos de condicionamentos que precisam ser modificados. Um desses condicionamentos diz respeito ao fato da importância que a sociedade onde estamos inseridos, ainda dá para a questão dos “rótulos” (qual seu nível de instrução, sua profissão, sua classe econômica, sua religião…). E, a propósito: qual é a melhor religião? Num Congresso sobre religião e paz entre os povos, fizeram esta pergunta ao Dalai Lama e a resposta foi: “A melhor religião é aquela que te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor”. De pessoa tão sábia, não poderíamos esperar melhor resposta, pois independente do nome, o objetivo de qualquer religião é o “religare”, estabelecer a ligação com a Fonte da Vida.

Devemos sempre lembrar que fazemos parte de uma “grande teia”, de uma rede planetária, de um mundo onde tudo afeta a todos; a lei da física que fala sobre Ação e Reação, faz parte de todo tipo de relação que se possa estabelecer, inclusive e principalmente, das relações com os nossos semelhantes. Então, com certeza, “a melhor religião é aquela que te aproxima de Deus, do Infinito. É aquela que te faz melhor”, por isso, o que realmente importa não é o “rótulo”, mas nossos atos, pensamentos e ações no dia-a-dia, com a família, com os amigos, com as pessoas que trabalham conosco e com a humanidade de um modo geral, pois se eles forem bons, trarão bons resultados e farão com que nos sintamos bem, com que sejamos melhores. A melhor religião é aquela que se escolhe, que nos faz melhores, que nos deixa felizes e convictos de que estamos aqui para aprender, para ensinar, para nos aperfeiçoar.

Religião ainda é um tema que aflige muitas pessoas, e faz com muitas outras se coloquem numa posição de “defensores da verdade”, pregando uma determinada “crença” como a única detentora da verdade. O que devemos ter sempre em mente, longe de aflições e sem radicalismos, é que sempre estamos na presença de Deus e que os planos espirituais mais elevados não estão afastados no espaço, mas que estão em nós mesmos. É em nós que a voz de Deus ressoa sempre e, se não ouvimos Sua voz, nem percebemos Sua luz, talvez seja porque estamos completamente absorvidos em nós mesmos e nos aturdimos com nosso próprio ruído. Toda pessoa que aspira à paz espiritual não deve se deixar arrastar pelo caos do dia-a-dia e nem se afetar pelas questões dos “rótulos”; melhor se retirar de vez em quando e ir de encontro a si mesmo, estabelecendo dentro de si um centro de equilíbrio e paz, praticando o “religare” e ouvindo aquela “voz interior” que fluirá, trazendo-lhe Luz e serenidade a partir do encontro com mundos superiores.

A religiosidade sempre foi um caminho que permitiu à Humanidade escapar das penúrias da vida terrestre, de suas limitações, da sensação de incapacidade, da sensação de ter poderes que não podia expressar e dos desenganos que continuamente se apresentavam na vida. Neste processo de religação, este foi sempre um meio eficiente de aprender logo as lições que a dor e as tristezas ensinavam e de nos recolher em nosso interior, nos afastando deles para o cerne da realidade. Agruras da vida são excelentes professores, mas evoluímos e sabemos que “não há mal que sempre dure” e que podemos viver bem e felizes nos distanciando de todas as dificuldades; não nos protegemos do que é ruim resistindo, pois a resistência intensifica a vibração negativa. Portanto a “melhor religião” é aquela que nos permite deixar de olhar a multiplicidade de sombras e encarar a Luz única e esta grande ‘conversão’ se consegue por meio da meditação. Devemos seguir nosso caminho até o verdadeiro centro de nosso ser e nesse lugar encontraremos a luz eterna brilhando, a paz que é inalterável e que está além de toda compreensão e a nossa Religião.

Se necessitarmos um maior incentivo, o encontraremos no conceito de que “a melhor religião” é aquela que nos faz melhores; que só poderemos ensinar a outros o caminho da libertação quando nós mesmos o tenhamos encontrado e definido, quando nós mesmos tivermos encontrado e cruzado o portal. Então poderemos guiar a nossos irmãos, mas não antes; e não para uma determinada religião, mas sim para que ele defina a sua. Se observarmos os olhos dos grandes seres do mundo, veremos neles uma serenidade, uma felicidade e uma calma que nada pode perturbar; eles encontraram a sua religião e as intempéries desta vida não lhes alcançam pessoalmente, por muito que se compadeçam dos outros. Eles conduzem pelo Amor à Vida e pelo exemplo de vida.


Sejamos Budistas, Espíritas, Taoistas, Católicos, Evangélicos, Xamanistas, Andinos, Umbandistas, da Fraternidade… a importância não está no rótulo, mas naquilo que acreditamos e praticamos; “alteridade” é um conceito que deve ser praticado cada vez mais, pois o respeito ás diferenças nos acresce, nos harmoniza, nos coloca em freqüência com a Luz que ilumina o Universo e nos conduz. A melhor religião é aquela que fala ao nosso “coração” e que permite estabelecer um canal com tudo que vibra positivamente nesta imensa “teia da vida”.

Saravá a todos irmãos de fé.
Rubio Nunes

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

O QUE É UMBANDA?


A Umbanda é uma religião fundada há mais de 105 anos, no estado do Rio de Janeiro. Brasileira, é uma religião sincrética que absorveu conceitos, posturas e preceitos cristãos, indígenas e afros, pois estas três culturas religiosas estão na sua base teológica e são visíveis em suas práticas.
O marco inicial da Umbanda é a manifestação do Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Morais, em 1908, diferenciando-a do espiritismo e dos Cultos de Nação e Candomblé de então.
A Umbanda tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristã, mas incorporou conhecimentos religiosos universais pertencentes a muitas outras religiões.  Umbanda é o sinônimo de prática religiosa e magística caritativa e não tem a cobrança pecuniária como uma de suas práticas usuais. Porém, é lícito que os médiuns e as pessoas que frequentam seus templos contribuam para a manutenção deles ou para a realização de eventos de cunho religioso ou assistencial aos mais necessitados.
A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de Orixás e não tem nessa prática um dos seus recursos ofertatórios às Divindades. Na Umbanda, as oferendas se caracterizam por flores, frutos, alimentos e velas como reverência às Divindades. A Fé é o mecanismo íntimo que ativa Deus (Olorum), suas Divindades e os Guias Espirituais em benefício dos médiuns e dos frequentadores dos seus templos.
A Umbanda não é uma seita e sim uma religião, ainda meio difusa devido a seus usos e costumes variados formados livremente onde quer que ela se manifeste. A Umbanda não apressa o desenvolvimento doutrinário dos seus fiéis, pois tem no tempo e na espiritualidade dois ótimos recursos para conquistar o coração e a mente dos seus fiéis.
A mediunidade de incorporação é um de seus pilares, servindo para o desenvolvimento dos médiuns e aconselhamento dos consulentes, pessoas comuns que buscam orientação espiritual para suas vidas. A mediunidade independe da crença religiosa das pessoas, mas encontrou na Umbanda terra fértil para se manifestar livremente.  Com médiuns bem preparados, assiste seus fiéis, auxilia na resolução de problemas graves ou corriqueiros, todos tratados com a mesma preocupação e dedicação espiritual e sacerdotal.
A Umbanda é uma religião espírita e espiritualista, espírita porque está, em parte, fundamentada na manifestação dos espíritos guias. E espiritualista porque incorporou conceitos e práticas espiritualistas (referentes ao mundo espiritual), tais como magias espirituais e religiosas, culto aos ancestrais Divinos, culto religioso aos espíritos superiores da natureza, culto aos espíritos elevados ou ascensionados e que retornam como guias-chefes, para auxiliar a evolução das pessoas que frequentam os Templos de Umbanda.  O tempo e o auxílio espiritual desinteressado ou livre de segundas intenções tem sido os maiores atrativos dos fiéis umbandistas.
A Umbanda, por ser sincrética, não alimenta em seu seio segregacionismo religioso de nenhuma espécie e vê as outras religiões como legítimas representantes de Deus. E vê todas como ótimas vias evolutivas criadas por Ele para acelerarem a evolução da humanidade.
A Umbanda prega que as divindades de Deus (os Orixás) são seres Divinos dotados de faculdades e poderes superiores aos dos espíritos e tem nelas um dos seus fundamentos religiosos, recomendando o culto a elas e a prática de oferendas como uma das formas de reverenciá-las, já que são indissociáveis da natureza terrestre ou Divina de tudo o que Deus criou.
A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso, ao qual não dispensa em nenhum momento nos seus cultos religiosos e, mesmo que reverencie as Divindades, os espíritos da natureza e os espíritos ascensionados (os guias-chefes), não os dissocia D’Ele, o nosso Pai Maior e nosso Divino Criador.

Saravá fraterno a todos irmãos de fé.

sábado, 2 de novembro de 2013

Dia de Finados


A morte é inevitável para o corpo físico, mas necessária para a nossa evolução. É somente nos momentos de crise que enxergamos a realidade nua e crua, passível de mudança. É na morte dos processos que crescemos, evoluímos, damos um passo à frente.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Cambone: o pilar da Umbanda


Saudações queridos irmãos!!!
Falar dos irmãos e irmãs cambones é um privilégio e um imenso prazer. Ainda que muitas vezes eles passem despercebidos aos consulentes e assistência durante um trabalho, são os cambones os grandes responsáveis pelo bom andamento de um trabalho. Pois é, são de fato, a viga mestre do trabalho.
Cambones (ou cambonos e cambonas) são os médiuns preparados e consagrados ao trabalho de auxiliar e servir aos Mentores e Guias durante os trabalhos. São preparados para a doutrinação de espíritos menos esclarecidos, são treinados para terem uma concentração excepcional para o auxílio na firmeza do ritual.
Quando chega uma entidade em terra que não fala a língua portuguesa, somente o cambone preparado poderá entender o que a entidade está falando. Não quer dizer que o cambone vai saber falar várias línguas desconhecidas e até desaparecidas no tempo. O que ocorre é que o cambone cria uma ligação espiritual com a entidade em questão, onde a mesma conversa ocorre telepaticamente.
Somente os cambones preparados têm a outorga de auxiliar as entidades magísticas, manipulando e contribuindo na realização de magias ou manipulação de elementos diversos. Seu corpo espiritual, assim como o médium incorporante, recebe uma preparação especial antes de seu reencarne para que possa ter estrutura e aguentar os entrechoques do astral.
Faço toda esta exaltação porque estou cansado de ver irmãos cambones
questionarem sua condição, e pecam ao dizer: “Meu trabalho é dispensável, só
sirvo! Qualquer um pode fazer isto (…)”; bem, esta não é a verdade. Caso contrário realmente seria uma baderna se qualquer pessoa pudesse servir aos Mentores.  Como exemplo, um médico faria uma cirurgia sem as enfermeiras? O que seria de um empresário sem uma eficiente secretária? Ou como seria do câmera man sem o caboman? Entendem? Por menor que pareça a participação do protagonista, é tão fundamental quanto a presença do ator principal.
Saibam que uma entidade quando incorporada, traz consigo vários espíritos que lhe auxiliam durante os trabalhos, os quais podemos chamar de cambones
espirituais. Se não fossem eles, seria uma loucura e impossível uma entidade
trabalhar. Já pensou? Um caboclo precisa de uma energia tal, aí ele desincorpora e vai buscar; aí, volta e incorpora, e assim por diante. Imaginem!
Loucura, não!?!
Pois é, senhores e senhoras cambones, conscientizem-se de que são muito importantes num trabalho espiritual, e isto não é demagogia, mas saibam que como os médiuns incorporantes vocês devem ser preparados e buscarem sempre o maior esclarecimento e estudos acerca da espiritualidade.
São vocês médiuns auxiliares, que doam energias o tempo todo, ainda que não percebam. Um trabalho de Umbanda é formado pelo médium, cambone e a entidade espiritual, o triângulo de um trabalho.
Recebam meu sincero abraço fraterno, todos os cambones que militam no amor e na fé!
Salve a Umbanda!  Saravá!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

PENSAMENTO


INTUIÇÃO

A nossa essência é espiritual e todas as respostas que precisamos estão dentro de nós. Nós limitamos o acesso a elas devido ao materialismo exacerbado que a sociedade nos impõe e por não acreditarmos naquilo que sentimos. "Ah isso é coisa da minha cabeça!" Nossa preocupação é com que vem de fora e não damos valor ao que vem de dentro clamando para ser ouvido. Nós estamos momentaneamente na matéria e esquecemos que nosso espírito é eterno e sabe o que precisamos fazer para evoluir. Já dizia Alan Kardec: "Todos somos dotados de consciência e intuição..". Para conseguirmos usar nosso potencial temos que entrar em sintonia com a nossa essência. O equilíbrio entre o material e espiritual facilita o nosso processo evolutivo.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Diga SIM ao estudo! Salve a Umbanda!

Antes de tecermos comentários sobre o presente tema, exporemos três situações, a título exemplificativo, que serão de grande valia para um melhor entendimento do assunto a ser abordado.

CASO 1:
Mário, rapaz dotado de aflorada sensibilidade físico-espiritual que em tese poderá levá-lo a tornar-se um bom instrumento (médium) de interação entre o plano astral e o terreno, é levado por parentes umbandistas a um Templo. Detectada sua capacidade mediúnica pela direção daquele espaço de caridade, é convidado a ingressar no corpo sacerdotal da casa pouco tempo depois. Aceita o convite. Em determinada sessão é apresentado aos partícipes como novo membro do terreiro, no nível de iniciante. Porém, é "jogado" dentro da corrente de trabalhos espirituais sem os conhecimentos elementares sobre as bases, características, diretrizes, atributos, história da religião etc.

Mario vê-se confuso diante de uma série de fatos para ele desconhecidos. Sem convicção religiosa e consciência daquilo que faz e acontece a sua volta, procura esclarecer-se com os integrantes da Instituição, sem, contudo encontrar respostas ou apoio. Desestimulado, solicita exclusão do grupo mediúnico meses depois.

CASO 2:
Tereza é umbandista há 20 anos. Labora mediunicamente com grande seriedade e satisfação. Orgulhosa, costuma dizer que se realiza com a religião que abraçou. Em determinado encontro social onde estavam presentes pessoas de outros segmentos religiosos, Tereza vê-se diante de inúmeras perguntas que lhe são dirigidas, umas por curiosidade, outras para tentar ridicularizar a Umbanda. Nada pode fazer. Apesar de tantos anos de religião falta-se a doutrina, o estudo, ferramentas poderosas para enfrentar situações como a que está passando. Sente-se desacreditada e desrespeitada em sua atividade religiosa. Como defender a religião se não tenho os instrumentos básicos para tal? - pensa ela. Observa então que tempo de labor mediúnico, a serenidade, a disciplina, e as práticas de terreiro não são suficientes naquele momento para deixar a imagem da Umbanda imaculada. A tristeza lhe invade a alma.

CASO 3:
Rogério, homem de meia-idade é médium ativo de um Templo Umbandista há 15 anos. Por meio de inspiração é informado por seu Guia Espiritual para preparar-se, pois era chegada a hora de se fundar um terreiro. Sem tempo a perder e com base apenas na prática que absorveu ao longo dos anos, edifica uma pequena casa e convida alguns companheiros da religião para a grande empreitada caritativa. O tempo passa e o número de médiuns chega a uma quantidade considerável. Ao lado de seus antigos companheiros co-fundadores, Rogério observa agora médiuns novos, de diferentes idades e nível intelecto-cultural elevado. Desejosos em conhecer os aspectos doutrinários e litúrgicos pertinentes a Umbanda, solicitam explicações. Em situação constrangedora, o dirigente não sabe o que dizer. Falta-se o estudo, faltam-se conceitos, falta-se a base. Pouco a pouco alguns médiuns se afastam da casa, alguns em silêncio, outros comentando que não poderiam continuar a fazer parte de uma instituição religiosa de Umbanda onde o diretor material de culto, principal referencial de segurança e esclarecimentos, não sabe elucidar o que acontece dentro do próprio terreiro.

Os casos acima narrados, além de outros, força-nos de maneira inequívoca a apontarmos uma triste realidade dentro do Movimento Umbandista. A deficiência doutrinária de expressiva parte dos médiuns que compõem as diversas correntes templárias. E esta precariedade (ou ausência) de conhecimentos relativos à nossa religião está diretamente ligada à falta de núcleos de estudos dentro dos terrenos de Umbanda.

Não fazemos estas afirmações com intuito de ferirmos suscetibilidades ou condenarmos por omissão fulano ou beltrano. Deixemos que a própria consciência daqueles que podiam ou podem mudar tal estado de coisas seja seu julgador.

Preocupa-nos tão somente os efeitos que tal omissão tem ocasionado na formação doutrinária dos médiuns umbandistas e dos reflexos advindos frente às atividades mediúnico-espirituais. Porque quanto mais bem preparado for o médium em quesitos tais como moral, caráter, doutrina etc. mais se constituirá em eficiente instrumento para o trabalho do mundo espiritual. Ao contrário daqueles que se eximem de suas responsabilidades, transferindo os encargos que lhes são próprios para a Espiritualidade, somos de opinião que o melhor caminho a seguir é assumirmos os nossos deveres e externarmos nosso amor e fidelidade à Umbanda, estruturando e fomentando o estudo, o debate construtivo, a formulação de teses, seminários, e ações similares dentro dos templos de nossa religião.

Não é demais lembrarmos que materialmente falando o grande corpo religioso nominado Umbanda é a resultante da atividade de micro células denominadas médiuns, que em conjunto formam as macro células, vale dizer, os Templos. Desta forma, quanto mais bem preparados forem os médiuns de uma Casa Umbandista, mais esta Instituição terá respeitabilidade e credibilidade em nossa sociedade.

E se mais e mais Templos Umbandistas alcançarem tais qualificativos, mais a Umbanda se conceituará em religião séria que é. Neste sentido, é crucial que alguns dirigentes deixem em plano secundário ou eliminem de suas vidas a vaidade destrutiva, o receio por novos projetos, e, sobretudo, joguem fora a idéia de que por serem presidentes ou diretores de culto, ou ainda terem 40, 50, ou 60 anos de Umbanda, detêm todos os conhecimentos litúrgicos, doutrinários e magísticos, não necessitando o auxilio de terceiros, ou de estudos para atividades religiosas práticas.

Os que assim pensam estão caminhando na direção contrária do progresso, do aperfeiçoamento, da evolução. Invariavelmente a cada sessão ou gira, a cada estudo, a cada permuta de idéias, a cada formulação de teorias, a cada observação, aprendemos um pouco mais.

Uns se tornam mais esclarecidos que outros, mas ninguém é detentor de todas as informações. A implantação de Escolas Doutrinárias, de Iniciação, são instrumentos de grande valor para a capacitação instrucional daqueles que desejam atuar como médiuns umbandistas.

Além disto, são nestes núcleos de formação doutrinária que se poderá avaliar o interesse, a intenção, o caráter, a moral, e a seriedade do candidato ao corpo mediúnico. E é aí também que o aluno começará seu processo de consciência religiosa em relação à Umbanda, fazendo cair por terra eventuais conceitos errôneos atribuídos à religião; terá as informações básicas a respeito do funcionamento da Instituição, sua ritualística, sua liturgia etc. que o proporcionará entrar no espaço de caridade de forma tranqüila e segura, ciente de seu procedimento e do que acontece em seu redor.

Por conta da maioria dos terreiros ainda não terem estruturado tais escolas, o que se observa é a facilidade com que muitos candidatos ao sacerdócio umbandista se integram a corrente mediúnica de uma Casa.

Não há um substancial cuidado em se avaliar se a pessoa é realmente médium ou se está passando apenas por problemas obsessivos; se é uma pessoa com bons propósitos ou se está a procura de diversão, aconchegos e conchavos; se quer ser um digno intermediário entre o mundo espiritual e o físico ou apenas deseja espaço para servir de passarela para sua vaidade e o seu egocentrismo. E dizemos mais. O estudo não deve se restringir somente aos iniciantes na religião. Deve alcançar também aqueles indivíduos já integrados ao colegiado mediúnico, não importando seu tempo de casa.

Reciclagem e aprendizado periódicos serão sempre de grande relevância para o aperfeiçoamento dos médiuns de uma coletividade umbandista.

Esperamos com estas abordagens que os responsáveis pela direção material dos terreiros e demais médiuns que compõem a classe sacerdotal da Umbanda se sensibilizem e sejam impelidos por suas consciências a implantarem ou solicitarem a implantação de Escolas Doutrinárias dentro dos espaços religiosos umbandistas.

Diga SIM ao estudo! Salve a Umbanda!

Fonte: Umbanda para todos

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

PENSAMENTO

QUEM SABE ...
Não se atribua a posse exclusiva da verdade.
- Quem sabe discernir descobre fragmentos e expressões da verdade em toda parte.
       Poupe-se de parecer mais do que é.
       - Quem sabe conhecer-se está informado de que há pessoas mais e menos dotadas, portanto, melhores e piores do que ele próprio.
       Nunca se suponha indispensável.
       - Quem sabe servir não ignora que está produzindo sempre a benefício de si mesmo.
       Elabore seus programas com antecipação.
       - Quem sabe ser prudente está preparado tanto para o êxito como para o insucesso, mantendo-se tranquilo em qualquer circunstância.
       Não sucedendo o seu trabalho conforme você esperava, conserve a serenidade.
       - Quem sabe manter-se calmo ante o imprevisto supera o problema e domina a situação.
       Você abraça uma filosofia existencial que afirma a sobrevivência após a morte.
       - Quem sabe disso deve estar preparado a todo o momento, porquanto, vivendo hoje com elevação, amanhã prosseguirá com felicidade.

Umbanda por Xangô


Umbanda é Paz..você a faz?

Umbanda é amor você tem e o usa..distribui?

Umbanda é caridade porem não é só dividir o "pão" é uma abraço a quem necessita é estender a mão quando precisa.

Na Umbanda há humildade..ser humilde é não competir..é compreender o próximo quem é humilde perdoa não se deixa levar pelo ego.

Na Umbanda não há castigos..e sim consequências das próprias atitudes.

As entidades na Umbanda não castigam ou maltratam os seu cavalos e sim lhe ensinam com a paz, amor e humildade pois são espíritos sábios de muita Luz que podem tocar o corações dos seus..assim todas entidades procedem com sua evolução e de seus cavalos.

Uma corrente em harmonia é feita com todos estando ali em sintonia com o mesmo proposito construtivo para consigo e com todos e assim também com os guias,conectados com a luz divina de Oxalá.

O respeito é fundamental.

A gratidão é aplicada através de toda ação feita de boa vontade de coração que os filhos médiuns pratiquem..

Sendo "visto" pelos guias.Picuinhas e quizilas vibram em outra sintonia fora dos propósitos..por isso cuidado.

O equilíbrio num terreiro é o que mantem mais forte e em evolução.

Julgamentos partindo de pre-conceitos pessoais não devem nem ser discutidos,pois não deve existir.

A força "dual" em desequilíbrio não permite a Paz e a evolução pois ha médiuns que pendem mais para um lado da "força dual" fazendo o mal uso.

Força e proteção e que Oxalá abençoe a nós todos. 

Uma semana iluminada a todos com a JUSTIÇA do pai Oxalá e do Pai Xangô..com a proteção da Mãe Yemanjá e Nanã trazendo limpeza e renovação nos caminhos..que Iansã mantenha erguida sua espada defendendo dos perigos dos inimigos Que Ogum fortaleça nossas vontades nos passando um pouco de sua bravura persistência e força para seguir..

Salve as 7 linhas...

Avante filhos de Fé...

Saravá Umbanda!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Palavras de Preto Velho II

Para que nossa vida ande, a energia circule e os objetivos se concretizem é fundamental nos libertarmos de nossos "demônios". Eles são os nossos medos internos que nos impedem de avançar. 

É o medo da crítica, do que os outros vão pensar, o medo de fazer mudanças, nos acomodando, e tantos outros que variam conforme nossas responsabilidades vão aumentando. Eles sempre aparecem no momento em que estamos em via de concluir um projeto, assumir uma postura perante uma situação, ou por terceiros que tentam dominar nossa mente com críticas destrutivas. 

Não deixemos que ninguém controle nossa energia, pois nos tornamos vulneráveis e acabamos fazendo para os outros e não para nós. Cada um tem uma jornada, um grau evolutivo e uma percepção diferenciada sobre determinados assuntos. O fato é que os resultados aparecem quando somos um pouco "irresponsáveis" ou ousados perante aquilo que assumimos como nossa missão. A questão é: Vale a pena arriscar para encontrarmos nossa felicidade?


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Palavras de Preto Velho


Devemos ter muito cuidado com pessoas que nutrem sentimentos destrutivos em relação a nós. É o que se chama de "mau olhado". Os pensamentos e emoções possuem poderes incríveis e tem a capacidade de transmitir tanto energia positiva quanto negativa. 

Grande parte dos infortúnios da nossa vida são atribuídos a esse sentimento negativo. Isso acontece quando estamos com nosso campo vibracional, corpo energético, vulnerável em função de stress, medo, incertezas ou simplesmente nos sentindo infelizes. 

Esse campo capta tudo que é energia similar ao que carrega dentro dele e prejudica o nosso bem-estar. Nos sentimos tão fracos a ponto de não saber a origem e o o causador de tudo isso. Como podemos saber e nos proteger contra isso? 

Prestemos atenção em tudo que acontece em nossa vida, com a aproximação de determinada pessoa, e com elogios exagerados. Para neutralizarmos isso, usemos nossa fé permitindo as influências positivas a se aproximarem, não contemos nossos planos, caso haja alguma desconfiança por menor que seja de alguém, e evitemos a ostentação. O que conquistamos nem todos precisam saber pois o perigo pode estar ao nosso lado.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Psicografado por Exú


Quando na carne estava, muitos erros cometi, e meu tempo na matéria se findou.  Aí, nesse momento, percebi que pouco aproveitei do que podia tê-lo feito, mas na queda que veio junto ao desencarne não tive outro jeito que não o de aprender e aprender, pois se assim não o fosse cairia mais e mais.
Mas o Criador é tão bom que sempre nos dá novas chances, sem nos julgar.
Da queda me levantei, ensinamentos retirei e aproveitei – e os aproveito até hoje! No embaixo, meu caminho encontrei!
E a Ele sirvo, seguindo, executando sua Lei, aplicando as penas que a Justiça impõe, penas estas que executo sem rancor, pois a elas fui submetido e levantei.
Com amor fazemos a aplicação da Lei e da Justiça àqueles que precisam.
Com amor a vós venho aqui hoje com autorização do Criador para que não deixem passar ao largo os ensinamentos que estão em vossas mãos.
Com amor vos digo que não é preciso passar pelo que passei para aprender.
Com amor às vezes sou áspero e sincero, a verdade trago, aceitem como quiserem.
A mentira não faz parte do que aprendi; a verdade mesmo que dura é melhor de ser digerida.
Acreditem quando sério falo: é porque ainda vejo chance em vós. Assim é o amor que tenho por todos, trazendo um pouco de mim para não viverem o que vivi.
Assim eu sou
Eu sou Exu!

sábado, 19 de outubro de 2013

Dez passos para aprender a usar o poder do subconsciente a seu favor.


1 – Pense no bem, e o bem se seguirá! Pense no mal, e o mal se seguirá! Você é aquilo que pensa, no decorrer de todos os seus dias!
2 – O seu subconsciente, nunca discute com você se está correto ou não! Ele apenas aceita o que, a sua mente consciente determinar!
3 – Você sempre tem o poder de escolher o bom ou o mau! Você pode escolher a cordialidade ou, se preferir, ser antipático! Escolha saúde, felicidade, ser prestativo, alegre, cordial e simpático, e todo o mundo lhe corresponderá!
4 – A sua mente consciente é a sentinela no portão! E tem como principal função proteger o subconsciente das impressões falsas! Procure acreditar que algo de bom vai acontecer, e está acontecendo agora mesmo, neste exato momento! O seu maior poder é a sua capacidade de escolha; por isso, escolha tudo que lhe faça sentir-se bem!
5 – As sugestões e afirmações dos outros não têm qualquer poder para prejudicá-lo! O único poder é a ação do seu próprio pensamento em relação a isso e como reagirá!
6 – Tome cuidado com o que você diz! Você terá que prestar contas por cada palavra irresponsável! Nunca diga “vou fracassar”; o seu subconsciente não sabe identificar se isso é uma piada ou realidade! Ele simplesmente faz com que todas essas coisas se tornem verdades!
7 – A sua mente não é voltada para o mal! E nenhuma Força da Natureza o é! Tudo depende de como você usa os poderes da natureza!
8 – Nunca diga que não pode fazer determinada coisa! Supere o seu medo, substituindo-o pela seguinte afirmação: “Posso fazer todas as coisas através do poder da minha mente subconsciente!”
9 – Você é o capitão da sua alma (subconsciente), é o senhor do seu destino!
Lembre-se: “você tem a capacidade de escolher! Escolha a felicidade!”
10 – O que quer que a sua mente consciente acredite ser verdade, o seu subconsciente aceitará e fará com que se transforme em verdade mesmo! Acredite nas bênçãos da vida!

sábado, 12 de outubro de 2013

Dia das crianças


Nesse dia dedicado às crianças, 
gostaria de deixar minha pequena homenagem 
àquelas que estão hospitalizadas, em busca de sua cura,
àquelas que tiveram sua família desfeita por casualidades da vida,
àquelas que foram abandonadas e estão nas ruas, em busca do que se alimentar hoje, ainda, e sobretudo 
àquelas que sofrem todo tipo de violência doméstica e sexual, dentro de suas próprias casas, praticadas por adultos doentios...
À essas crianças principalmente, plasmo todo amor, carinho e compaixão
que existem dentro de mim, num abraço que não posso dar pessoalmente,
mas que desejo que alguém perto, possa dar em meu lugar.
De todos que sofrem nessa Terra, é das crianças que mais me 
compadeço!
Que todos nós, adultos, possamos cuidar melhor de nossos pequenos!

Claudia Krindges

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Salve a linha dos Erês

IBEIJADA

Ibeiji, o único Orixá permanentemente duplo.
É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. num plano mais terreno, por ser criança.
A ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano.

LENDA DE IBEIJI

Existia num reino dois pequenos príncipes gêmeos que traziam sorte a todos. 
Os problemas mais difíceis eram resolvidos por eles; em troca, pediam doces balas e brinquedos. 
Esses meninos faziam muitas traquinagens e, um dia, brincando próximos a uma cachoeira, um deles caiu no rio e morreu afogado. 
Todos do reino ficaram muito tristes pela morte do príncipe. 
O gêmeo que sobreviveu não tinha mais vontade de comer e vivia chorando de saudades do seu irmão, pedia sempre a Oxalá que o levasse para perto do irmão.
Sensibilizado pelo pedido, Oxalá resolveu levá-lo para se encontrar com o irmão no céu, deixando na terra duas imagens de barro. 

Na cultura africana os Ibejis são filhos paridos por Iansã, mas abandonados por ela, que os jogou nas águas. Foram abraçados e criados por Oxum como se fossem seus próprios filhos.
Desde então, todos que precisam de ajuda deixam oferendas aos pés dessas imagens para ter seus pedidos atendidos.

Entre os deuses africanos, Ibeji é o que indica a contradição, os opostos que caminham juntos a dualidade de todo o ser humano, Ibeji mostra que todas as coisas, em todas as circunstância, tem dois lados e que a justiça só pode ser feita se as duas medidas forem pesadas, se os dois lados forem ouvidos.
o Ibeji é indispensável em todos os cultos. Merece o mesmo respeito dispensado a qualquer Orixá, sendo cultuado no dia-a-dia. Ibeji não exige grandes coisas, seus pedidos são sempre modestos; o que espera como, todos os Orixás, é ser lembrado e cultuado.

ATRIBUIÇÕES

Zelar pelo Parto, Infância, promover o amor e união.

COMO SURGIU DOUM

Este personagem material e espiritual surgiu nos cultos Afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava a luz a dois gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.


“Crianças venham do céu, 
Que hoje chegou o seu dia, 
27 de setembro, 
Cantamos com alegria. 
Vem Cosme e Damião, 
Tragam também seu irmão, 
Vamos pular e cantar, 
Vamos também saravar.”