quarta-feira, 9 de maio de 2012

Cantar e e tocar atabaques na umbanda


Para tentar explicar como se dá a comunicação entre os planos espiritual e material, grosseiramente, podemos imaginar essa comunicação através de frequências.

O rádio, a TV, o celular são exemplos. Estes aparelhos emitem frequências deum ponto, o transmissor, até outro ponto, o receptor. As frequências não se cruzam porque uma é mais forte do que a outra. O receptor recebe apenas a frequência na qual está programado.

Analogamente, se imaginarmos que nossos pensamentos são como frequências e as vibrações emitidas pelos espíritos também são frequências, podemos dizer que são essas frequências que ligam espíritos e matéria, onde conseguimos nos conectar com os espíritos de acordo com nossos pensamentos e atitudes, logo, pensamentos baixos atraem espíritos de camadas mais inferiores do plano espiritual, e pensamentos mais elevados, atraem espíritos mais elevados.

Quando nos dirigimos ao terreiro, dependendo de como foi nosso dia, nossa semana, nós estamos vibrando numa frequência tal que pode interferir nos trabalhos, ajudando ou atrapalhando. Um dia vivido em torno de brigas e discussões, alimentação pesada, pensamentos voltados para o ódio, má conduta, etc, deixam a frequência muito baixa, atraindo espíritos que vibram numa esfera mais baixa, e isso faz com que o trabalho seja prejudicado.

Um dia bem vivido, trabalhado e participativo nas coisas particulares, uma boa alimentação, bons pensamentos, preparação mental para a gira, faz com que nossa frequência fique mais elevada, atraindo espíritos de esferas mais elevadas.

Para que os trabalhos não sofram variações excessivas de frequências, para que se evitem a atração de espíritos de esferas inferiores e para o bom andamento da gira, é usado um artifício que acelera o processo para que todos, ou pelo menos a maioria, se concentrem no trabalho e eliminem pensamentos mais baixos, que é de cantar.


Com o canto, logo de início, todos começam a cantar juntos, e isso faz com que a vibração das pessoas se equalize mais rapidamente.

Quanto mais cantamos, mais rapidamente elevamos o nível de frequência das pessoas, fazendo com que, momentaneamente, os problemas, a baixa autoestima, as preocupações, sejam esquecidos, pois todos começam a prestar atenção no trabalho que está sendo realizado e isso ainda ajuda a absorver as informações que estão sendo passadas.

Com a frequência estabilizada, os espíritos conseguem se aproximar mais facilmente de nós, permitindo assim que o trabalho transcorra com mais facilidade e de acordo com o pretendido pelos planos espiritual e material.

Para acelerar mais ainda o processo, usa-se o atabaque, pois o som emitido pelo atabaque ajuda a igualar o ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, fazendo com que, por exemplo, para quem chega muito afobado, o ritmo cardíaco é normalizado, diminuindo a afobação, ou para quem chega muito para baixo, com o aumento do ritmo cardíaco, ajuda na elevação da autoestima. Com base nisso, por estarmos cantando e batendo palmas, além de estarmos mudando nossa frequência, também estamos praticando caridade, por já estar ajudando outras pessoas.
Com todos participando,  cantando, o clima do terreiro já fica muito melhor, pois todos estão ajudando, focados num mesmo objetivo.

No plano espiritual, os guias preparados para o trabalho, aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, e assim que nossas frequências começam ase igualar, eles se aproximam e iniciam o processo de incorporação.

Quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos dizendo para os guias que já estamos prontos e podemos começar a incorporar.

Normalmente, no processo de incorporação, os guias cantam, muitas vezes para si, para que seja mais fácil ainda, e no caso de um guia estar trabalhando no desenvolvimento de um cambone, o guia canta para o cambone  ouvir o ponto e elevar sua frequência para facilitar a incorporação.

Cantamos pontos para ajudar a desincorporação, facilitando assim a “subida” dos guias que levam com eles todo e qualquer tipo de fluído ou influência que possa atrapalhar o médium.

Os pontos cantados trazem mais energia do que podemos imaginar. Quando feitos pelos guias, são conhecidos como “pontos de raiz” e as palavras não podem ser mudadas, pois toda a “mironga” feita pelo guia está nas disposições das palavras. Quando feita pelo homem, as palavras podem ser mudadas e adaptadas para que fiquem bem arranjadas.

Se prestarmos atenção, alguns pontos parecem não fazer sentido, mas quando cantados, no ritmo certo, acabamos fazendo as “mirongas” que estão escondidas nos pontos. É por isso que alguns pontos possuem palavras conjugadas de maneira errada ou em tom bem caipira, pois essas palavras foram inseridas nos pontos propositalmente, para poder servir como “palavras mágicas” a serem proferidas por todos, ou seja, os sons que essas palavras produzem é que produzem os efeitos requeridos.
Alguns pontos, quando entoados, podem afastar diversos males, como espíritos obsessores ou pessoas que tentam derrubar o terreiro.

Há pontos de saudação, para defumação, para firmeza, para afastar quiumbas, para descarrego, para despedida, para cruzamento de linhas, para cruzamento de falanges, etc. Cada um deve ser cantado de acordo com sua finalidade para o bom andamento do trabalho.

Os atabaques não são simplesmente caixas de madeira com um couro para se batucar, eles são preparados e energizados para o trabalho logo que são trazidos para o terreiro. São feitos os primeiros preparos de limpeza do atabaque; em seguida, o guia chefe da casa cruza o atabaque iniciando o processo de energização que será depositada sobre o atabaque.

Normalmente em um terreiro, os atabaques são múltiplos de três, mas são os guias que definem o número correto a ser utilizado nos trabalhos. O maior dos atabaques é o Rum, destinado ao guia que rege a casa; o segundo, é o Rumpi, destinado ao segundo guia que rege a casa ou ao guia que rege a coroa do pai ou mãe-de-santo fundadores do terreiro; o terceiro, e o menor deles, é o Lé, muitas vezes destinado à Exu ou a um guia homenageado pela casa. As ordens dos donos de cada atabaque sãodefinidas pelos guias que regem o terreiro, podendo eles alterar essa disposição.

O Rum serve para dar os primeiros toques nos pontos, repicar e conduzir os trabalhos. O Rumpi dá o ritmo do toque, mantendo a harmonia. O Lé sege sempre os toques do Rumpi.

Se um ogan de outro terreiro visitar a casa, este deve pedir autorização ao guia chefe para poder tocar o atabaque, o ogan é que lhe direcionará ao atabaque próprio para receber um convidado(normalmente não é permitido ao convidado tocar no Rum).

Cada ogan tem sua função nas giras, além de tocar os atabaques e facilitar a corrente de energias. Os ogans sempre voltam sua atenção ao que acontece dentro  do Abaçá, mantendo o trabalho em equilíbrio e de acordo com as orientações do guia chefe; outro ogan tem sua atenção voltada à assistência, onde fica atento sobre possíveis problemas ou olhares de pessoas mal intencionadas; o terceiro ogan presta atenção de uma maneira geral, auxiliando os outros ogans.

Alguns terreiros não permitem que mulheres sejam ogans alegando,  “(...) que elas não poderiam usar os instrumentos sagrados por ficarem de pajé (menstruadas)”.  porém, na umbanda, um indivíduo feminino tem totais condições de ser uma atabaqueira, sem problema algum.

Se considerarmos que os Ogãs têm uma faculdade mediúnica musical, esta não vem com o gênero, e sim com o espírito e este por ter origem na essência divina, não tem sexo” .

Há outros instrumentos que são usados nos trabalhos para auxiliar os toques dos atabaques, como o agogo, chocalho, triângulo, etc.

É importante que os filhos da corrente e a assistência participem das giras cantando , pois sem essa união de forças dificultam o bom andamento do trabalho. Se não sabe o ponto, preste atenção, pois normalmente eles são curtos e repetitivos, fáceis de aprender. Para os pontos mais longos, que quase não se repetem, ou mesmo para aqueles pontos que são cantados em giras especiais, como de ciganos, marinheiros ou boiadeiros, os terreiros muitas vezes deixam disponíveis pastas com os pontos escritos, e em alguns casos, as pessoas se reúnem antes das giras para cantarem os pontos e aprenderem aqueles que não sabem.

Não é vergonha não saber os pontos, vergonha é não participar, não ajudar a cantar , assim como achar que não tem voz boa pra cantar e por isso não cantar. Cantar ajuda a todos, aos guias, aos médiuns, aos cambones, a assistência, a afastar maus espíritos, más influências, miasmas no plano astral, energias negativas, e atrai sempre bons fluídos, boas energias e boas vibrações.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Caridade como essência


O ser humano quando sob a influência da ganância costuma utilizar de todo e qualquer subterfúgio para justificar suas ações a fim de não ser julgado por outras pessoas ou pela sua própria consciência.
Existem inúmeros rituais, preceitos e tradições que são comuns e se confundem entre as diversas religiões de raízes afro-brasileiras. Tais semelhanças muitas vezes dão margem a certas práticas que utilizam indevidamente o nome da sagrada Umbanda, contrariando diretamente muitas das normas de culto repassadas pelo Caboclo das 7 Encruzilhadas ao anunciar o nascimento do Umbanda que acima de tudo tem na caridade a sua essência maior.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Salve Ogum

Orixá, protetor, Deus das lutas por um ideal. Abençoai-me, dai-me forças, fé e esperança. Senhor Ogum, deus das guerras e das demandas, livrai-me dos empecilhos e dos meus inimigos. Abençoai-me neste instante e sempre para que as forças do mal não me atinjam. Ogum Iê, Cavaleiro Andante dos caminhos que percorremos. Patacori… Ogum Iê… Ogum meu Pai, vencedor de demandas… Ogum Saravá Ogum… E que assim seja!


Eu pedi a Ogum

Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.
Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário
Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.
Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.
Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.
Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não!
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.
Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.
Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia.. Muita Luz!

Salve Ogum!

Prece ao poderoso orixá Ogum


Pai, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e que sejam ouvidas. Que esta prece corra mundo e universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores. Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de Ogum, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino. Ogum, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho. Ogum, senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias. Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa. Ogum, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males. Ogum, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de Ogum. Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes. Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo. 
Ogum Iê Saravá Ogum.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Homenagem a Ogum




Ogum Rogai por Nós.
Nunca ficara sem resposta àquele que nele crer…Ogunhê meu Pai!
Eu andarei vestido e armado com as armas de OGUM para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos.
Glorioso OGUM, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós. Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Que assim seja, Amém


Segue abaixo a Oração de um Guerreiro, a autoria não há fontes concretas, porém o conteúdo é muito bonito.

Oração do Guerreiro 


Sou unido ao coração do guerreiro universal supremo! Aqui, agora e sempre!
Limpo até a morte, só por hoje!
Eu agradeço profundamente ao Poder Superior do Universo por tudo! Minha vida é perfeita! Eu escolho agradecer!
Reclamar jamais!
Sempre observo espiritualmente a vida!
Espiritualmente, tudo é aprendizado!
Oro e luto ATÉ conseguir!
A possibilidade da morte está sempre presente, e isso me mantém alerta. Me esforço, me aprimoro, me aprofundo e me torno um instrumento do Poder Superior em todas as atividades. Me auto motivo, e incentivo meus amigos!
Amarei e honrarei a mim mesmo e aos meus, sempre!
Jamais me abandonarei! Cultivarei a saúde, disciplina, obediência, amor, alegria e paz.
Me valorizo sempre! Falar mal de mim, jamais!
Meu valor é sempre espiritual!
Em qualquer circunstância eu improviso, me adapto, me supero!Meus inimigos são: a desobediência, a preguiça, a ingratidão, a inveja, o orgulho, a arrogância, o apego.
Só eu posso, mas não posso sozinho! Meus amigos e guias espirituais estão sempre comigo! Minha intuição é aguçada pela respiração coordenada e ação total!
Minha missão é espiritual. Sempre aprender com tudo.
Eu vim, vi e venci! VITÓRIA! VITÓRIA! VITÓRIA! Veni! Vini! vici!

Com a força de Hércules
Com a espada de Arthur
Com a balança de Miguel
Com o escudo de Jorge
Com as flecha de Sebastião
Com o elmo de Expedito
Com a rapidez de Hermes
Com a lança de Leônidas
Com a armadura de Apolo
Com a agilidade de Aquiles
Com a vontade de Thor
Com a determinação de Saladinno
Com a habilidade dos Ninjas
Com a disciplina dos Samurais
Com a lealdade dos Apaches
Com a união dos Espartanos
Com a inteligência dos Romanos
Com a vontade dos Bárbaros
Com o treinamento dos Vikings
Com a fé dos Sarracenos
Com a luz de Sidharta
Com o poder de Prometeu
Com a sabedoria de Salomão
e Pela vitória de Deus
Eu sou a vitória no agora! focalizo o melhor da minha realidade e coloco a felicidade nos atos mais simples, sempre.
Agora e sempre, Guerreiro da Vida!


Que Oxalá nos abençoe sempre.

Saravá

terça-feira, 10 de abril de 2012

Lembre-se do Criador

Em momentos de grande ansiedade, angústia e dúvida, é sempre bom lembrar-se do Criador de tudo e de todos, de seus ensinamentos, de sua bondade, proteção e, sobretudo, de seu Amor. Somos feitos à sua semelhança, todos temos um grão divino dentre de si. Acreditemos nele!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Batismo na Umbanda

Mas afinal, o que é o Batismo? De onde vem essa tradição? Qual a sua importância no desenvolvimento espiritual do ser humano?


O QUE É O BATISMO?
O Batismo é um rito de passagem, feito normalmente com água sobre o iniciado através da imersão, efusão ou aspersão. Este rito de iniciação está presente em vários grupos, religiosos ou não, especialmente no catolicismo.

SIGNIFICADO
Segundo o Dicionário Aurélio, o termo batismo vem do grego, baptismós, que significa mergulhar. Em latim, baptismu. É um sacramento religioso onde através da imersão, da ablução ou simplesmente da aspersão de água significa um renascer espiritual, com purificação de todas as culpas e pecados.

ORIGEM
A origem deste sacramento é tão antiga quanto a humanidade. Cada povo de uma forma ou de outra, sempre teve seu ritual iniciático.
Todos conhecemos a passagem do batismo de Jesus por João Batista. Ali o batismo foi feito por imersão.
As Igrejas Evangélicas e Protestantes praticam até hoje esta forma de batismo. Já na Igreja Católica, a forma comumente usada é de aspersão, ou seja, a água é jogada sobre a cabeça da pessoa a ser batizada.

O BATISMO NA UMBANDA
 Como em tantas outras religiões, também a Umbanda possui este ritual.
Sendo uma religião cristã, estando acima de todos nós o nosso Mestre Jesus, Oxalá, Nosso Médium Supremo, o batismo na Umbanda é realizado para consagrar os filhos adeptos, como forma de protegê-los contra o mal e contra a negatividade.
Nesta religião, tanto é usada a forma de aspersão (normalmente quando é realizado dentro dos terreiros) como também de imersão (nos rituais de cachoeira).
Como na Igreja Católica, os neófitos indicam padrinhos para orientá-los no caminho da espiritualidade, só que diferentemente daquela, na Umbanda, tais padrinhos podem ser guias ou orixás, os quais serão devidamente representados por seus médiuns na hora da consagração.

LOCAIS PARA A PRÁTICA DO BATISMO
O ritual pode ser praticado dentro do próprio terreiro como também na cachoeira, local de maior vibração de Mãe Oxum, mãe e protetora de todos os filhos de Umbanda e senhora das águas doces.
Em alguns terreiros, por orientação do Chefe da Casa, o batismo pode também ocorrer na praia, sendo então os filhos consagrados a Iemanjá.

FUNDAMENTO DO BATISMO
Independentemente da religião, é importante entendermos que o ritual fundamenta-se na limpeza áurica e na ativação dos chakras.
A água tem o simbolismo da limpeza, da purificação, jogada ou aspergida normalmente na cabeça, na altura do chakra coronário, simboliza a limpeza deste chackra e sua ativação, promovendo uma unificação com as forças espirituais superiores (lembrem-se que nas Igrejas Católica e Evangélica fala-se em batismo pelo Espírito Santo). Na Umbanda, além de ativarmos a ligação do chakra coronário com a força de Oxalá (Jesus), normalmente consagramos ainda a cabeça a Oxum, promovendo então, não só a limpeza espiritual como o fortalecimento e o equilíbrio das energias cósmicas com a energia terrena. Por isso que, em geral, o batismo é realizado com água da cachoeira.
Há ainda o cruzamento de pemba, onde os chackras ligados à espiritualidade são cruzados, simbolizando o fechamento destes às forças negativas, ativando-os tão somente para a entrada de energias positivas e benéficas.
Como em todos os rituais de Umbanda, a cerimônia é permeada por pontos de louvação específicos para o ritual.
No mais, cada chefe de terreiro dará suas instruções para o ritual, pois que este depende ainda da linha e da falange que comanda a casa umbandista e sua forma de trabalho.

Homenagem

Caboclo Guaracy

Eu vi bilhar, eu vi,
no meio da mata eu vi,
a pena de prata do caboclo Guaracy.

O seu arco é de ouro do sol
sua flecha é um raio de lua
guardião da floresta real sentinela da mata que é sua
ele é filho da dona do rio
e se benze com a erva que queima
bebe água da casca do pé da aroeira e licor de Jurema

Seu Guaracy vigia a mata
Seu Guaracy domina a fera.

Maria Conga

Benevolente e iluminada Vó Maria Conga, peço a tua proteção e bendigo a tua presença em todos os momentos.
Quero pedir-te que venha em meu auxílio juntamente com toda tua corrente bendita.
Traga-me a benção de teus sábios conselhos.
Dái-me a paz que trazes no olhar.
Seca minhas lágrimas com tua ternura.
Livra-me de incerteza.
Vó Maria Conga peço-te coragem nos momentos difíceis.
A tu que sofreste tanto e suportaste tudo com humildade e perdão, peço força e luz. 

Que assim Seja
Que Oxalá nos ilumine sempre.


Singela homenagem aos meus padrinhos espirituais.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Povo Cigano

Quando se fala da Linha de Trabalho dos Ciganos na Umbanda, em geral ocorre um frenesi. De alguma forma, o modo de ser e viver do cigano quando encarnado, mexe com o mental das pessoas, as remete aos arquétipos de imagens livres, altaneiras, seguras e autossuficientes.
As mulheres são decididas, belas, sensuais, nada em seu porte denota fraqueza, e ao mesmo tempo, elas emitem emoção, devotamento aos seus pares, aos seus filhos, aos chefes do clã, demonstrando disciplina e respeito.
Os homens, da mesma forma, demonstram seu amor ao espaço e à liberdade. Possuem uma vivacidade interna que transborda, ligados à ação, mas também tendo o pensamento rápido. Justiceiros por natureza, cultuam a Lua, a noite, as fogueiras. Tanto quanto as mulheres, são místicos e mágicos Amam seus cavalos com os quais compartilham a liberdade de ir de um lado a outro, percorrer as grandes distâncias que seus corações ordenam, buscando novos conhecimentos. Ao mesmo tempo, dedicados à família, a valorizam como pedra fundamental e toda razão de ser do Povo Cigano.
Na Espiritualidade, os ciganos cada vez mais abrem fronteiras e suas fileiras têm aumentado, onde se prestam voluntariamente a trabalhar na Linha de Trabalho do Oriente, em especial na Cura, mas também como orientadores diletos, quando a vida dos encarnados está muito embaralhada.
O(a) cigano(a) é misterioso(a) também no Astral. Pode ficar anos próximo de uma pessoa, sem que a mesma perceba. E se percebido(a), só responderá a questionamentos e pedidos quando lhe aprouver. Sério quando está trabalhando em demandas, não dará muitas explicações, não oferecerá ajuda a não ser que solicitada, mas presta auxílio inestimável quando irradia sua Força e Lucidez. Clareia as idéias de quem pede, afasta as mazelas e sombras, mostra caminhos antes escondidos e invisíveis. Traz a alegria ao coração de quem lhe acredita a existência, mesmo quando ele(a) próprio(a) tenha a feição triste, de quem viveu muito e muitas injustiças e misérias presenciou.
Os ciganos que se tornaram espíritos de Luz, tem grande conhecimento da Alta Magia e desmanche de todo tipo de trabalho, que é diferenciado do modo de atuar dos pretos velhos e caboclos da Umbanda, embora a eles se aproximem para agir com a mesma finalidade de limpeza do ambiente, neutralização de toda e qualquer má intenção e enviar os espíritos ignorantes a seus lugares convenientes.
Quanto a nós, encarnados, muitos e muitos sentimos um chamado interno muito forte, que ultrapassa a simples admiração pela natureza cigana, seu modo de ser. Na verdade, os ciganos que nos acompanham na espiritualidade resolveram despertar-nos para sua existência, se fizerem visíveis à nossa alma, algo mágico ocorrerá, como mágicos eles são, de alguma forma passaremos a ser também, Ciganos de coração, pois o coração é a Morada da Alma e da Emoção, e não esquece da memória um dia termos sido de fato, Ciganos.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Todos somos iguais


Quando a consciência individual se torna mais importante do que a coletiva e nos faz nivelar a importância do trabalho dos outros pela importância  que nós mesmos atribuímos ao nosso, certamente já sucumbimos a interferência das baixas vibrações e estamos servindo de peões manipulados pelo astral inferior. Sem dúvida aquele que está sob irradiação da espiritualidade de luz e que tenha interiorizado a essência da misericórdia crística jamais deixará a soberba turvar sua noção da importância de todos os elos de uma corrente, tendo entendimento suficiente para saber que o sentimento de caridade e a postura moral digna de uma pessoa valem muito mais que quaisquer conhecimentos.
Conhecimento adquirido é uma ferramenta valiosa no burilamento dos medianeiros desde que não se  perca jamais a humildade e a noção de que nada somos sozinhos e de que não existe aos olhos da espiritualidade nenhum trabalho mais ou menos valioso quando o mesmo é feito com fé, dedicação desinteressada e amor ao próximo. Conhecimento pode dar a falsa sensação de poder, mas não esqueçamos que o poder  pode facilmente corromper aqueles que não estão preparados e tem maturidade suficientes para lidar com o mesmo.

Salve Ogum Megê e sua falange...Ogunhê meu pai!!!

sexta-feira, 9 de março de 2012

Para que serve a Trunqueira?


Lá na porteira eu deixei meu Sentinela!”
Não podemos esquecer de saudar a tronqueira e os exus guardiões quando adentramos nos templos.
Muitos são, os que chegam a um templo de Umbanda e reparam naquelas casinhas, chamadas de tronqueira, existentes na porta.
Este recurso é, no templo, um ponto de força onde está firmado (ativado) o poder dos guardiões que militam em dimensões a nossa esquerda.
A tronqueira é um portal de polaridade negativa absorvedora e esgotadora fazendo exatamente a justa posição com o altar (conga) que é um portal de polaridade positiva irradiadora.
Dizem alguns clarividentes que, no astral, esse portal de força assemelha-se a um vórtice que “suga” e que impede as forças hostis de se servirem do ambiente religioso de forma deturpada.
Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu “saco de lixo” cheio (são seus pensamentos mesquinhos, suas raivas, suas desilusões…) e muitas destas energias obscuras e alguns espíritos desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda, pois os Guardiões da Tronqueira ficam encarregados de juntarem todos estes “sacos” para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas.
A força da tronqueira advém dos elementos ativados no astral que são instrumentos dos mistérios dos Exús e Pombagiras. São sempre guiados pela Lei Maior e pela Justiça Divina para beneficiar os trabalhos espirituais realizados no terreiro como anulação de forças negativas, recolhendo e encaminhado seres trevosos, protegendo e muitas vezes abrindo caminhos e curando. Alguns exemplos de elementos dispostos são:  tridentes, punhais, velas, ervas, pedras, bebidas, entre outros.
Existem outros tipos de elementos, que são velados. Isto é necessário, para manter o devido resguardo dos trabalhos do templo, evitando até que pessoas dêem mau uso a forças tão importantes.
É importante que os médiuns e que toda a assistência saibam da importância de uma tronqueira e que todos entendam que este ponto de força está sobre as ordens da Lei Maior.
Quando alguém deturpa este ponto de força, usando-o de forma negativa, este se torna um portal negativo. Este tipo de procedimento não é da Umbanda e sim de seitas que muitas vezes se utilizam do nome da nossa religião.
Não podemos nunca esquecer de saudar, de forma respeitosa, a tronqueira e os exus guardiões, quando adentramos nos templos.


Palavras de um Exu Guardião da Tronqueira

Da entrada do terreiro observo os trabalhos. Os médiuns ocupam seus lugares. Velas já firmadas. Pontos irradiando.
Todos integrantes começam a bater cabeça enquanto a vibração dos pontos cantados e tocados pelos atabaques diversificam-se pelo salão. O dirigente recebe as coordenadas. Os mentores e guias irmãos ficam preparados.
Na assistência esperam consulentes, pessoas que frequentam a casa assiduamente, outros vindos pela primeira vez indicados por amigos. Umas pessoas estão emocionadas, não sabem explicar. Eu sei…são seus mentores que se fazem presentes.
Outras estão suando, passando mal, agoniadas, querendo sair. Espíritos trevosos vieram com elas, mas entendendo onde estão agora, prezam para sair antes que sejam capturados e resgatados. Com certeza não poderão sugar mais energias das pessoas que acompanham no plano terreno.
O dirigente inicia os trabalhos.Na corrente um médium bambea, parece que vai cair. Observo seu caboclo ao lado.
O médium é iniciante, não está totalmente integrado ao seu guia. Com fé e paciência, com o tempo, certamente incorporará seu caboclo. Demais médiuns da corrente já incorporaram.
O caboclo chefe manifesta-se no dirigente igual a primeira vez quando trouxe as primeiras mensagens.
Na sequencia que outros caboclos chegam a energia positiva se multiplica. A egrégora é fortificada.
Estes caboclos durante os passes retiram da assistência os obsessores, eguns e kiumbas.
Limpam as pessoas perturbadas e um jeito sério e fraterno transmitem paz e segurança. Consequentemente levando esperança a muitas pessoas que têem em mente que seria o ´´último “lugar que procurariam ajuda na sua agonia. Agora sentem-se aliviadas.
Digo por experiência que em breve algumas delas estarão manifestando seus guias.
Todavia acostumado ver esta situação sempre me emociono.
De onde estou continuo a acompanhar os trabalhos.
Na assistência uma jovem que permanecia sentada, de repente levanta-se e pôe a vociferar.
Moça de voz melodiosa e serena transforma-se totalmente. Sua voz fica grave e arrogante.
Ela tenta agredir os cambonos da casa, que são médiuns auxiliares, habitualmente conduzam os necessitados para o salão principal onde são realizados os trabalhos.
O kiumba que acompanha a jovem é perigoso e ao cruzar a entrada: grita e xinga tentando machucar a moça possuida.
Tudo isso devido ela ter se afinizado com ele, pensando negativamente, acompanhando amigas em lugares de baixas vibrações, tomar atitudes contrárias ao modo que foi bem criada, permanecer ao lado de uma pessoa que não entende a caridade, entre outras situações.
Os caboclos alertas abrem a roda. Os atabaques soam em ritmo apropriado para a descarga energética.
O caboclo chefe olha para outro irmão de luz, que entendendo rodeia a moça criando um campo de força para que ela não se machuque. O caboclo da moça também irradia com força sobre ela.
Chegou minha hora, aproximo-me tranquilamente. O kiumba desesperado tenta evitar meu olhar.
Não percebeu, mas já teve suas forças exauridas pelos elementos dos trabalhos.
Sorrindo vou em sua direção. Ele ofende, grita e esbraveja.
O caboclo ordena pelo meu apoio.
Dou um salto na qual encosto a lâmina de minha espada no pescoço do kiumba. Domino-o com facilidade. Chamo outros guardiões que o amarram e colocam no liame, á beira de um círculo de velas. Durante os estudos os médiuns chamam de Mandala Ígnea. Um portal magístico.
O kiumba se joga dentro. Preferiu ser resgatado a uma dimensão paralela, para seu próprio aprendizado e evolução.
Foi esperto… se ficasse iria perder a garganta.
Outros kiumbas menores também são capturados e levados a lugares de merecimento.
A moça volta ao estado normal. Algumas pessoas da assistência comentam que as velas em poucos minutos queimaram muito rápido, estão no fim, faltando pouco para acabarem. Os menos entendidos colocam a razão num vento que não existiu ou na parafina que poderia ser fraca.
Não sabem eles o trabalho benéfico que se faz no astral durante o tempo que permanecem sentados.
Acham muito o tempo para espera. Eu acho pouco o tempo para trabalho.
Enfim, nós mentores e guias fazemos o que podemos segundo necessidade e merecimento de cada um.
Os caboclos acabam os descarregos tirando os resíduos e agradecem meu auxílio.
Volto ao meu lugar na tronqueira e observo o fim dos trabalhos.
Minhas velas, charutos e marafos estão firmados para segurança.
Os trabalhos terminam, todos se vão felizes.
E eu na porteira estou…Sentinela.

Acender Velas



A vela acesa dentro do terreiro tem o objetivo de movimentar ou colocar em ação a "energia ígnea", tal qual o charuto aceso, o alguidar com álcool, o carvão... A Umbanda, na sua essência e por ser mágica,  trabalha com os elementos da natureza: - água, ar, terra, fogo, mineral, vegetal e mineral. A energia ígnea além de transmutar é também um condutor energético. esta energia é fundamental ao equilíbrio mental no campo da razão. A absorção dela é vital para que alcancemos um ponto de equilíbrio em todos os sentidos da Vida. Assim como cada substância tem seu ponto de equilíbrio, medido em graus Celsius ou Fahrenheit, nós também temos esse ponto. e dependendo da absorção dessa energia ígnea, tanto podemos acelerar quanto paralisar nosso racional, deixando de usar a razão e recorrer à emoção ou aos instintos. O  uso religioso das velas justifica-se porque quando as acendemos, elas tanto consomem energias do prana quanto o energizam, e seus halos luminosos interpenetram as sete dimensões básicas da vida, enviando a elas suas irradiações ígneas e conseqüentemente nossos pedidos feitos.


A vela representa e com ela se está firmando os quatro elementos:
 parafina= terra
 liquido( parafina derretida)=água
 pavio aceso= fogo
parafina evaporando=ar 


Temos a representação perfeita do homem que feito destes elementos tem o corpo a alma, a aura na radiação do calor e acima de tudo a luz na cabeça sincrética representada pelo pavio, simbolismo que se usado por uma vontade poderosa tem força criadora pois a "imaginação” é, como diz o filósofo, um atributo dos deuses, pois só ela pode criar.

Tirar os sapatos na hora de entrar no terreiro

 

Nós, umbandistas, consideramos o terreiro e congá, um lugar imantado, Sagrado, onde foram fixadas certas forças ou vibrações positivas, que deve estar sempre limpo de fluidos negativos e onde conservamos os pontos riscados destas mesmas forças ou ordens superiores dos Orixás, mesmo porque certos preceitos são procedidos nele para movimentação e renovação permanente do Axé - força mantenedora da corrente mediúnica.
Tudo isto objetivando "facilitarmos" a descida vibratória dos Guias espirituais e haver o intercâmbio em uma egrégora elevada, propiciatória para a ligação fluídica com os médiuns.
Assim, é de obrigação de todos tirar o calçado, visto este objeto ser "anti-higiênico",  pois se pisa com ele em tudo, às vezes em detritos e putrefações, ainda por estarmos em ligação com certas encruzilhadas de rua que passamos, sabendo-se que estes locais profanos são escoadouro natural das vibrações negativas ou ondas mentais coletivas eletromagnéticas,
densas e altamente materializadas, muitas vezes alimentadas pelos nefastos despachos que alimentam os planos inferiores do astral. 

O ato de bater cabeça


O ato de bater cabeça, talvez seja a parte da ritualística umbandista cuja simbologia esteja no inconsciente coletivo da humanidade desde o princípio dos tempos.
O ato de levar a cabeça ao solo é encontrado, praticamente, em todas as religiões.
Podemos interpretar este ato como o reconhecimento da submissão do ser humano diante da onipotência da Divindade.
Ou seja, a aceitação de nossas limitações diante daquilo que não podemos controlar. Trata-se, portanto, de um sinal de respeito e de entrega bem como de humildade e agradecimento.
Na Umbanda bater cabeça significa respeito pelos orixás, guias e entidades que são representadas pelo Congá (Altar).
Em algumas casas também se bate cabeça tanto nos pontos de força ou energia (a tronqueira e os atabaques) como para  os sacerdotes,  sacerdotisas ou os mais velhos na religião.

Saudação Diante do Congá: 
Peço Força ao nosso Pai Oxalá
Peço Benção aos Pais e Mães desta Casa
Saúdo minha coroa diante do Pai Maior
Salve!

Anjo da Guarda na Umbanda


Na Umbanda o Anjo da Guarda não é considerado um Guia ou Orixá, é um Espírito Celestial, iluminado, de essência pura e de energia poderosíssima. Pertence à dimensão celestial, dimensão esta de grande pureza e de grande atuação em todas as outras dimensões subsequentes. Portanto, a essência e a energia dos Anjos atingem a todos independente de religião, doutrina ou crença.
Para os médiuns, os Anjos da Guarda são tão importantes quanto os próprios Orixás e Entidades, pois são eles que os protegem no momento da incorporação ou desincorporação. Momento esse que acontece em segundos de desacoplamento do corpo astral e que, por um mínimo descuido, podem sofrer um ataque do baixo astral com a entrada de seres inferiores na corrente mediúnica do médium.
Saiba que quando o Orixá/Entidade está incorporado no médium, o Anjo da Guarda fica ao lado, no entanto, no momento da desincorporação ou incorporação o Anjo da Guarda se aproxima mais ativamente ajudando a manter o equilíbrio do médium.
Vale salientar que a resistência no momento da desincorporação é altamente prejudicial para o próprio médium que, logicamente, perde essa proteção celestial.
É comum inclusive, quando o médium ainda fica em um sutil estado de transe após a desincorporação, colocarmos a mão sobre o coração do médium e dizer “fulano, seu anjo da guarda te chama!”, movimento esse que ajuda o médium no processo de desincorporação tranquilizando-o rapidamente. Além disso, os Anjos auxiliam no equilíbrio essencial do médium e os mantêm envolvidos por uma energia pura e divina.
Os Anjos de Guarda nos protegem e nos acompanham a cada dia, por isso é aconselhável manter sempre acesa uma vela branca ao lado de um copo d’água e em local alto para fazer nossas orações.
Você sabia que o Arcanjo Miguel  é um dos patronos da Umbanda?
Um dos primeiros e mais eminentes dos espíritos celestiais, considerado o Príncipe dos Anjos. Luta contra espíritos malignos e professa, acima de tudo, a doutrina de que só o bem e a caridade são a salvação. A Igreja o considera um ARCANJO por representar um “anjo principal”, é comemorado pela Igreja Católica em 29 de setembro.
Seu nome significa: “Quem é como Deus?” É o chefe dos anjos rebeldes, luta em defesa de Deus. É um espírito guerreiro, arauto de Deus, Príncipe e Chefe dos exércitos celestiais. É o patrono da Igreja Católica e dos agonizantes, “o guia das almas dos defuntos para o céu”.


quinta-feira, 8 de março de 2012

O Poder da Velas

“O FOGO É A REPRESENTAÇÃO DA DIVINDADE”

 

Dentro da magia universal as velas foram sempre utilizadas na maior parte dos rituais em que se precisa realizar algum contato com forças superiores ou inferiores, isto, claro, dependendo da moral de quem vai se utilizar das forças mágicas, já que magia não pode ser distinta de forma especifica em branca ou negra, pois estes aspectos são facetas interiores daquele que pretende mobilizar as forças cósmicas.
Não existe uma noção exata, de quando se iniciou o uso das velas religiosamente, mas seja em uma vela feita em parafina, cera, ou uma lamparina, esta chama possui um calor e luz, e faz assim chamar a nossa atenção para irmos de encontro com o nosso íntimo, com nosso objetivo, buscarmos respostas e entrarmos em sintonia com os seres que nos são afins.
Todo ato cumprido, todo resultado perfeito do trabalho mágico é primeiro praticado e finalizado na mente. Os atos rituais que se seguem são destinados a agir como agentes solidificadores para concretizar uma forma pensamento projetada e enviada pela mente de quem acende a vela.
Em essência, o ritual age como o impulso que traz o pensamento, desde a imaginação completada até a manifestação física no plano material.
Uma das várias razões da influência mística da vela na psique das pessoas, é a sensação de que ela, através de sua chama, parece ter vida própria. Embora, na verdade, saibamos através do ocultismo, que o fogo possui uma energia conhecida como espíritos do fogo ou salamandras.
A chama da vela é a conexão direta com o mundo espiritual superior, sendo que a parafina atua como a parte física da vela ou símbolo da vontade, e o pavio a direção.

AS VELAS NA UMBANDA

 

As velas vieram para a Umbanda por influência do Catolicismo.
A vela é, com certeza, um dos símbolos mais representativos da Umbanda. Ela está presente no Congá, nos Pontos Riscados, nas oferendas e em quase todos os trabalhos de magia.
Quando um umbandista acende uma vela, ele está abrindo uma porta interdimensional, onde sua mente consciente entra em contato com a força de seus poderes mentais.
A vela desperta nas pessoas que acreditam em sua força mágica, uma forte sensação de poder. Ela funciona como uma alavanca psíquica, despertando os poderes extra-sensoriais em estado latente.
Nos terreiros, há sempre velas acesas, são pontos de convergência para que o umbandista fixe sua atenção e possa assim fazer sua rogação ou agradecimento ao espírito ou Orixá a quem dedicou.
O ato de acender uma vela deve ser um ato de fé, de mentalização e concentração para a finalidade que se quer. É o momento em que o médium faz uma “ponte mental”, entre o seu consciente e o pedido ou agradecimentos à entidade, guia ou Orixá, em que estiver afinizando.
Muitos médiuns acendem velas para seus guias, de forma automática e mecânica, sem nenhuma concentração. É preciso que se tenha consciência do que se está fazendo, da grandeza e importância (para o médium e Entidade), pois a energia emitida pela mente do médium,irá englobar a energia ígnea (do fogo) e, juntas viajarão no espaço para atender a razão da queima desta vela.
A intenção de acendermos uma vela gera uma energia mental no cérebro; e essa energia que a entidade irá captar em seu campo vibratório. Assim, mais uma vez podemos dizer que: nem sempre a quantidade está relacionada diretamente à qualidade, a diferença estará na fé e mentalização do médium.
De qualquer forma é importante deixar claro que os espíritos captam em primeiro lugar, as vibrações de nossos sentimentos, quer acendamos velas ou não!

AS VELAS , FALANGES E ORIXÁS

 

Oxalá: Branca
Oxossi: Verde
Xangô: Marrom
Ogum:Vermelha
Oxum: Amarela
Iansã: Laranjada
Yemanjá: Azul
Omulú: Bicolor preta e branca
Nanã: Roxa
Erês: Rosa e/ou Azul
Pretos Velhos: Brancas ou bicolor preta e branca
Marinheiros: Bicolor branca e azul, ou branca, ou azul.
Boiadeiros: Branca
Baianos: Branca
Exus: Bicolor preta e vermelha ou vermelha.
Pombagiras: Vermelha
Malandros: Bicolor amarela e preta

Obs.: Estas cores podem variar de casa para casa e conforme o tipo do trabalho.


CURIOSIDADES
 

Velas Quebradas ou Usadas
Nos trabalhos de Umbanda existe uma grande preocupação com o uso de velas virgens, ou que não estejam quebradas.
A vela virgem está isenta da magnetização de uma vela usada anteriormente evitando assim um choque de energias, que geralmente anula o efeito do trabalho de magia.
Com relação a vela quebrada trata-se apenas de uma preocupação mental:  psicologicamente, a pessoa acredita que um trabalho perfeito precisa de instrumentos perfeitos. Se o trabalho obtiver sucesso, o detalhe da vela quebrada não será notado: mas, se falhar, será tido como principal fator de seu fracasso o fato de a vela estar quebrada.
Fósforo ou Isqueiro
Em muitas casas existe uma recomendação para só se acenderem velas com palitos de fósforos, evitando acendê-las com isqueiro.
Normalmente, os Terreiros fazem uso de pólvora, chamada de fundanga, nos trabalhos de descarrego. O enxofre que a pólvora contém também está presente nos palitos de fósforo. Ao entrar em combustão, a chama repentina, dentro de um ambiente místico, provoca uma reação psicológica muito eficiente, além de alterar momentaneamente a atmosfera ao seu redor, devido à sua composição química, em contato com o ar. A mente do médium capta essas vibrações, que funciona como um comando mental, autorizando-a a aumentar seu próprio campo vibratório, promovendo desta forma uma limpeza psíquica no ambiente. Não é a pólvora que faz a limpeza, mas a mente do médium, se ele conseguir ativa-la para este fim.
Vela de Sete Dias
Na Umbanda, alguns médiuns ficam em dúvida sobre se a vela de sete dias tem a mesma eficiência de sete velas normais. Sabemos de acordo com a psicologia, que um comportamento pode ser modificado através do reforço. No fato de se acender uma vela isoladamente não há nenhum tipo de reforço que se baseia na repetição. Assim, ao acender uma vela durante sete dias, as pessoas são reforçadas diariamente em sua fé e, repetindo os pedidos, dentro desse ritual de magia, ficam realmente com maiores probabilidades de despertar a própria mente e alcançar os seus propósitos.
Vela de Cera Natural
A cera natural, vinda das abelhas, é impregnada dos fluidos existentes nas flores, em grande quantidade. Este elemento, vindo da natureza, é utilizado na prática do bem e do mal, como matéria-prima poderosa para somar-se com os teores dos pensamentos, tornando eficaz o trabalho e o objetivo ao qual se propõe. Comparada a uma bateria, uma pilha natural, a cera sempre foi utilizada em larga escala na magia. É considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por ter, em sua formação, os quatro elementos da natureza ativos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra e água (através da cera), o ar aquecido queimando resíduos espirituais.

CONSELHOS ÚTEIS 

  • Conforme já foi abordado aqui no blog, seria ideal se, ao menos semanalmente, acendêssemos uma vela branca (ou sete dias), para nosso Anjo de Guarda. É uma forma de mantermos um “laço íntimo”, de aproximação.
  • No caso de acender velas para um ente querido, já desencarnado, é recomendado que se faça em um lugar mais apropriado (cruzeiro das almas do terreiro, cemitério, igreja) e não dentro de casa; isto porque, ao mentalizarmos o desencarnado, estamos entrando em sintonia com ele, fazendo a ponte mental até ele, deixando este espírito literalmente, dentro de nossas casas. O que não seria o correto, pois estaríamos fazendo com que fique mais “preso” ao mundo carnal, atrasando assim a sua evolução espiritual. Agora ao fazermos isso em um local apropriado, estes locais já possuem “equipes de socorristas” e doutrinadores, os quais irão ajudá-lo na compreensão e aceitação de seu desencarne.
  • Se precisar apagar a vela que esteja sendo usada ritualisticamente, JAMAIS o faça soprando a vela. Elas só podem ser apagadas com abafador ou com os dedos, jamais sopre essas velas.
  • A vela deve ser muito bem fixada, se não tiver uma base grande. Especialmente no caso das cilíndricas, é importante fixá-las para que não caiam; assim, use a cera dela mesma para fixar, mesmo que esteja em candelabro.
  • Dependendo do tamanho é interessante colocá-la dentro de um copo ou de um vidro refratário, com um pouquinho de água no fundo, para que a parafina não grude: havendo água no fundo, só um pouco, o que sobrar da parafina sai inteiro, sem grudar, mas sem água você só vai conseguir limpar o copo com água fervendo.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Reflexão

“A criatura que se entrega ao exercício dos postulados salvadores do Cristo , decidida a conhecer sincera e devotamente o processo Kármico que retifica os desvios do espírito e a oportunidade abençoada da reencarnação , que é ensejo de recuperação do tempo perdido, há de ser naturalmente despreocupada da doença e da morte. Desde que o sofrimento purifica e a morte liberta o espirito da carne , não há razões , para ela , para a tortura do medo ou a angústia pelos dramas da vida humana transitória.”

A Conduta nos Templos Umbandistas

glitters

O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte, da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes.

Os templos umbandistas são locais sagrados, especialmente preparados para atividades espirituais, e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual responsável pelas diretrizes básicas de amparo, orientação e segurança daqueles que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males, ou dos que emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.

Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de invocação, não se deve dar a devida atenção e respeito aos trabalhos espirituais.

Conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações, fofocas, má índole etc., atraem e “alimentam” os kiumbas desqualificados, que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo assim os trabalhos assistenciais.

Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de pensamentos são essenciais ao exercício da fé.

Infelizmente, alguns assistentes, e mesmo alguns médiuns, dirigirem-se desrespeitosamente aos espíritos trabalhadores.

Debocham de suas características e duvidam de sua eficiência.

Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e espirituais,tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito, recorrem àqueles mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença.

Restabelecidos, atribuem sua melhora ao acaso.

Devem, médiuns e assistentes, observar o silêncio e o pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem.

Este procedimento tem como consequência à irmanação energética com os espíritos, decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da fraternidade.

O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo, fruto da bondade e do merecimento de cada um.

A conduta reta e positiva deve ser a tônica em um templo umbandista, para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração de cada participante sementes de bondade, amor e proteção.

A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser humano, rumo a concretização de seus desejos, sendo fundamental que se apresentem límpidos e sinceros em uma Casa de Umbanda.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Reflexão

  Tudo o que eu quero!!!… 
Ter a longevidade das palavras de Oxalá…. 
Ser livre como o vento de Iansã…. 
Ser justo como o machado de Xangô…. 
Ser forte como a espada de Ogum…. 
Ser firme como o arco e reto como as flechas de Oxossi…. 
Ser mágico como as forças de Obaluaê…. 
Ser infinito como a sabedoria de Nana…. 
Ter a doçura das águas de Oxum…. 
E as forças dos mares de Yemanjá…. 
Ter a alegria da gargalhas dos Exus…. 
E a boa esperteza do Malandro Zé Pilintra…. 
Ser humilde e paciente como meus Perto Velhos…. 
Carregar a lealdade dos amigos Caboclos…. 
Ter o equilíbrio dos Marujos…. 
A fé na reza dos Boiadeiros…. 
E o amor ao mundo dos amigos Ciganos…. 
E um dia merecer a doçura de meus Erês.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Ser Umbandista...

umbandistas

É saber amar, perdoar, esquecendo a ofensa do irmão que o magoou.
É transformar a própria dor em sentimento de alegria.
É procurar adquirir cultura, instruindo-se para poder instruir.
É possuir mente e coração brilhantes para iluminarem caminhos obscuros e pedregosos.
É estar indiferente a elogios e imune a criticas de pessoas incompreensivas.
É agradecer aos guias e protetores que o escolheram para servi-lhes de interprete.
É entoar hinos de louvor ao Pai que lá alto também socorre.
É construir-se em tábua de salvação a irmãos naufragados no mar do desespero.
É carregar a bandeira da fé, amor, paz, humildade, caridade, respeito com entusiasmo e dedicação.
É dar exemplos de moral e virtudes para que outros o sigam.
É esquecer-se de si mesmo, auxiliando aflitos e sofredores.
É sentir os problemas do próximo, como se fossem seus também engolindo o egocentrismo e prepotência.
É seguir ao Oxalá, levando paciente a própria cruz até o calvário.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Meditação e Silêncio


Para os que têm dificuldade com a meditação, lembre-se que é um processo para equilibrar e purificar a mente. Requer silêncio, concentração, respiração pausada e relaxamento do corpo. Com isso, suas orações ficarão mais claras, assim como seus objetivos e ações.

"Nos Terrreiros e Tendas, antes do início dos trabalhos e durante o atendimento dos amigos médiuns a todos nós, façamos silêncio. O silêncio ajuda nossos irmãos a nos aconselharem melhor e nos mantém mais equilibrados para ouvir e aproveitar o conhecimento dos nossos guias."

Orixá

Enviado por: Claudionor

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Poema a Yemanjá

No bailado de luz que nos envolve
Esta é a mais bela dança:
Em coreografia deslumbrante,
O carmesim ensaia nuanças,
Em liláses e azuis cambiantes.
Dos jardins da boa nova,
Rosas brancas em semente,
Esperam a luz da bondade,
P'ra desabrochar livremente
O suave perfume da caridade.
E sempre o sonho se renova,
Ao despertar de sublime prece,
Nos espaços, na individualidade,
Linda rosa branca transparece,
Norteando caminhos da verdade.
Ao divino amigo tudo comove!
Desd'a oração, simples e singela,
Dos corações 'inda adormecidos,
À poesia mais sublime e bela
Dos espíritos de luz reunidos.
A melodia da paz, em trovas,
Ilumine os corações enamorados!
São os mensageiros de todo amor,
Nas flores, canções, bailados,
Na seara do amigo semeador... 
Não existe fé verdadeira sem a prática. Se temos fé, temos iniciativa, força e desejo de fazer acontecer, ao invés de ficar apenas esperando que algo surja. Tudo que fazemos com fé verdadeira contagia os outros, se propaga e ilumina o mundo ao nosso redor. Que a força da geração se faça presente em nossas vidas com o amparo de nossa Mãe Iemanjá!
Odô iá!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Palavras do Caboclo das 7 Encruzilhadas

A umbanda tem progredido e vai progredir ainda mais. É preciso haver sinceridade, honestidade. Eu previno sempre aos companheiros de muitos anos: a vil moeda vai prejudicar a umbanda; médiuns irão se vender e serão expulsos mais tarde, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher, o consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas, fazem com que toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro, como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver muita moral para que a umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é humildade, amor e caridade – essa é a nossa bandeira. Neste momento, meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na umbanda do Brasil: caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange de Oxossi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.
Meus irmãos, sede humildes, tende amor no coração, amor de irmão para irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos espíritos superiores que venham trabalhar entre vós. É preciso que os aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as virtudes que Jesus pregou na Terra, para que tenhamos boas comunicações e proteção para àqueles que vêm em busca de socorro nas casas de umbanda.

Meus irmãos, meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas começou antes dos dezoito. Posso dizer que o ajudei a se casar, para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa umbanda. A maior parte dos que trabalham na umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram pelas que saíram desta casa.

Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na humildade de uma manjedoura, não foi por acaso; assim o Pai determinou. Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher naquela que poderia ser sua mãe um espírito excelso, amoroso e abnegado. Que o nascimento de Jesus e a humildade que Ele demonstrou na Terra sirvam de exemplo a todos, iluminando os vossos espíritos, extraindo a maldade dos pensamentos ou das práticas. Que Deus perdoe as maldades que possam ter sido pensadas, para que a paz reine em vossos corações e nos vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca para não murmurar contra quem quer que seja; não julguei para não serdes julgado; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou a Terra, porém amigo de todos, numa comunhão perfeita com companheiros que me rodeiam neste momento, peço que eles observem a necessidade de cada um de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os caminhos abertos, vossos enfermos curados, e a saúde em para sempre em vossa matéria. “Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas.”

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Salve Oxossi

Oxossi das Matas nos manda toda sua glória, seu amor e paz, e mais uma vez roga a todos Filhos, Proteção a MÃE NATUREZA, tal como Ele vos protege, sejamos todos nós agradecidos pelas glórias alcançadas, zelando apenas pelo que Deus em sua Infinita Bondade, nos doou, sejamos caridosos para com nossa Mãe Natureza, sejamos felizes pela proteção dos Orixás, sejamos apenas Filhos de Umbanda, dentro todas as suas Leis. Levemos a todos a mensagem dos Orixás de Umbanda.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Castigos, sofrimentos e resgates de culpas pregressas

Raros espiritualistas mostram-se esclarecidos quanto ao verdadeiro sentido da recuperação cármica, pois mesmo entre os espíritas ainda confunde-se o programa técnico de limpeza perispiritual, com a concepção de castigos, sofrimentos ou resgates de culpas pregressas. Não existem departamentos corretivos nos planos superiores para punir falta dos filhos de Deus. Afora alguns "arremedos" de tribunais de justiça, sediados nas regiões do astral inferior sob o comando de entidades malévolas do submundo espiritual, a dor, desdita, desgraça, tragédia ou infelicidade são apenas fases de um processo técnico benfeitor, traçado inteligentemente pelos "Senhores do Carma", com o objetivo exclusivo de proporcionar a felicidade breve aos espíritos ignorantes.