“A criatura que se entrega ao exercício dos postulados salvadores do
Cristo , decidida a conhecer sincera e devotamente o processo Kármico
que retifica os desvios do espírito e a
oportunidade abençoada da reencarnação , que é ensejo de recuperação do
tempo perdido, há de ser naturalmente despreocupada da doença e da
morte. Desde que o sofrimento purifica e a morte liberta o espirito da
carne , não há razões , para ela , para a tortura do medo ou a angústia
pelos dramas da vida humana transitória.”
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
A Conduta nos Templos Umbandistas
O sucesso dos trabalhos efetuados em uma sessão espiritual depende, em grande parte, da concentração e da postura de médiuns e assistentes presentes.
Os templos umbandistas são locais sagrados, especialmente preparados para atividades espirituais, e que têm sobre seus espaços uma cúpula espiritual responsável pelas diretrizes básicas de amparo, orientação e segurança daqueles que, ou buscam ali a solução ou o abrandamento de seus males, ou dos que emprestam sua estrutura física para servirem de veículos à prática da caridade.
Apesar disto, alguns participantes julgam que, por tratar-se de culto de invocação, não se deve dar a devida atenção e respeito aos trabalhos espirituais.
Conversas paralelas, algazarras, exibicionismos, bajulações, fofocas, má índole etc., atraem e “alimentam” os kiumbas desqualificados, que, aproveitando-se das vibrações negativas emanadas por estas pessoas, desarmonizam e quebram a esfera fluídica positiva, comprometendo assim os trabalhos assistenciais.
Devemos lembrar que o silêncio e a pureza de pensamentos são essenciais ao exercício da fé.
Infelizmente, alguns assistentes, e mesmo alguns médiuns, dirigirem-se desrespeitosamente aos espíritos trabalhadores.
Debocham de suas características e duvidam de sua eficiência.
Entretanto, quando passam por uma série de sofrimentos físicos e espirituais,tendo recorrido inclusive a médicos, sem êxito, recorrem àqueles mesmos espíritos que outrora foram alvos de sua indiferença.
Restabelecidos, atribuem sua melhora ao acaso.
Devem, médiuns e assistentes, observar o silêncio e o pensamento em situações ou coisas que representem fluídos do bem.
Este procedimento tem como consequência à irmanação energética com os espíritos, decorrendo daí o derramamento sobre o terreiro do elixir etéreo da paz e da fraternidade.
O que se consegue do mundo astral é, antes de tudo, fruto da bondade e do merecimento de cada um.
A conduta reta e positiva deve ser a tônica em um templo umbandista, para que os Guias e Protetores possam instalar no mental e no coração de cada participante sementes de bondade, amor e proteção.
A homogeneidade de pensamentos é instrumento de poder do ser humano, rumo a concretização de seus desejos, sendo fundamental que se apresentem límpidos e sinceros em uma Casa de Umbanda.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Reflexão
Tudo o que eu quero!!!…
Ter a longevidade das palavras de Oxalá….
Ser livre como o vento de Iansã….
Ser justo como o machado de Xangô….
Ser forte como a espada de Ogum….
Ser firme como o arco e reto como as flechas de Oxossi….
Ser mágico como as forças de Obaluaê….
Ser infinito como a sabedoria de Nana….
Ter a doçura das águas de Oxum….
E as forças dos mares de Yemanjá….
Ter a alegria da gargalhas dos Exus….
E a boa esperteza do Malandro Zé Pilintra….
Ser humilde e paciente como meus Perto Velhos….
Carregar a lealdade dos amigos Caboclos….
Ter o equilíbrio dos Marujos….
A fé na reza dos Boiadeiros….
E o amor ao mundo dos amigos Ciganos….
E um dia merecer a doçura de meus Erês.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Ser Umbandista...
É saber amar, perdoar, esquecendo a ofensa do irmão que o magoou.
É transformar a própria dor em sentimento de alegria.
É procurar adquirir cultura, instruindo-se para poder instruir.
É possuir mente e coração brilhantes para iluminarem caminhos obscuros e pedregosos.
É estar indiferente a elogios e imune a criticas de pessoas incompreensivas.
É agradecer aos guias e protetores que o escolheram para servi-lhes de interprete.
É entoar hinos de louvor ao Pai que lá alto também socorre.
É construir-se em tábua de salvação a irmãos naufragados no mar do desespero.
É carregar a bandeira da fé, amor, paz, humildade, caridade, respeito com entusiasmo e dedicação.
É dar exemplos de moral e virtudes para que outros o sigam.
É esquecer-se de si mesmo, auxiliando aflitos e sofredores.
É sentir os problemas do próximo, como se fossem seus também engolindo o egocentrismo e prepotência.
É seguir ao Oxalá, levando paciente a própria cruz até o calvário.
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Meditação e Silêncio
Para os que têm dificuldade com a meditação, lembre-se que é um processo
para equilibrar e purificar a mente. Requer silêncio, concentração,
respiração pausada e relaxamento do corpo. Com isso, suas orações
ficarão mais claras, assim como seus objetivos e ações.
"Nos Terrreiros e Tendas, antes do início dos trabalhos e durante o
atendimento dos amigos médiuns a todos nós, façamos silêncio. O
silêncio ajuda nossos irmãos a nos aconselharem melhor e nos mantém mais
equilibrados para ouvir e aproveitar o conhecimento dos nossos guias."
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Poema a Yemanjá
No bailado de luz que nos envolve
Esta é a mais bela dança:
Em coreografia deslumbrante,
O carmesim ensaia nuanças,
Em liláses e azuis cambiantes.
Esta é a mais bela dança:
Em coreografia deslumbrante,
O carmesim ensaia nuanças,
Em liláses e azuis cambiantes.
Dos jardins da boa nova,
Rosas brancas em semente,
Esperam a luz da bondade,
P'ra desabrochar livremente
O suave perfume da caridade.
Rosas brancas em semente,
Esperam a luz da bondade,
P'ra desabrochar livremente
O suave perfume da caridade.
E sempre o sonho se renova,
Ao despertar de sublime prece,
Nos espaços, na individualidade,
Linda rosa branca transparece,
Norteando caminhos da verdade.
Ao despertar de sublime prece,
Nos espaços, na individualidade,
Linda rosa branca transparece,
Norteando caminhos da verdade.
Ao divino amigo tudo comove!
Desd'a oração, simples e singela,
Dos corações 'inda adormecidos,
À poesia mais sublime e bela
Dos espíritos de luz reunidos.
Desd'a oração, simples e singela,
Dos corações 'inda adormecidos,
À poesia mais sublime e bela
Dos espíritos de luz reunidos.
A melodia da paz, em trovas,
Ilumine os corações enamorados!
São os mensageiros de todo amor,
Nas flores, canções, bailados,
Na seara do amigo semeador...
Ilumine os corações enamorados!
São os mensageiros de todo amor,
Nas flores, canções, bailados,
Na seara do amigo semeador...
Não existe fé verdadeira sem a prática. Se temos fé, temos iniciativa, força e desejo de fazer acontecer, ao invés de ficar apenas esperando que algo surja. Tudo que fazemos com fé verdadeira contagia os outros, se propaga e ilumina o mundo ao nosso redor. Que a força da geração se faça presente em nossas vidas com o amparo de nossa Mãe Iemanjá!
Odô iá!!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Palavras do Caboclo das 7 Encruzilhadas
A
umbanda tem progredido e vai progredir ainda mais. É preciso haver
sinceridade, honestidade. Eu previno sempre aos companheiros de muitos
anos: a vil moeda vai prejudicar a umbanda; médiuns irão se vender e
serão expulsos mais tarde, como Jesus expulsou os vendilhões do templo. O
perigo do médium homem é a consulente mulher; do médium mulher, o
consulente homem. É preciso estar sempre de prevenção, porque os
próprios obsessores que procuram atacar as nossas casas, fazem com que
toque alguma coisa no coração da mulher que fala ao pai de terreiro,
como no coração do homem que fala à mãe de terreiro. É preciso haver
muita moral para que a umbanda progrida, seja forte e coesa. Umbanda é
humildade, amor e caridade – essa é a nossa bandeira. Neste momento,
meus irmãos, me rodeiam diversos espíritos que trabalham na umbanda do
Brasil: caboclos de Oxossi, de Ogum, de Xangô. Eu, porém, sou da falange
de Oxossi, meu pai, e não vim por acaso, trouxe uma ordem, uma missão.
Meus irmãos, sede humildes, tende amor no coração, amor de irmão para
irmão, porque vossas mediunidades ficarão mais puras, servindo aos
espíritos superiores que venham trabalhar entre vós. É preciso que os
aparelhos estejam sempre limpos, os instrumentos afinados com as
virtudes que Jesus pregou na Terra, para que tenhamos boas comunicações e
proteção para àqueles que vêm em busca de socorro nas casas de umbanda.
Meus irmãos, meu aparelho já está velho, com 80 anos a fazer, mas
começou antes dos dezoito. Posso dizer que o ajudei a se casar, para que
não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável e
que, pela sua mediunidade, eu pudesse implantar a nossa umbanda. A maior
parte dos que trabalham na umbanda, se não passaram por esta Tenda,
passaram pelas que saíram desta casa.
Tenho uma coisa a vos pedir: se Jesus veio ao planeta Terra na
humildade de uma manjedoura, não foi por acaso; assim o Pai determinou.
Podia ter procurado a casa de um potentado da época, mas foi escolher
naquela que poderia ser sua mãe um espírito excelso, amoroso e abnegado.
Que o nascimento de Jesus e a humildade que Ele demonstrou na Terra
sirvam de exemplo a todos, iluminando os vossos espíritos, extraindo a
maldade dos pensamentos ou das práticas. Que Deus perdoe as maldades que
possam ter sido pensadas, para que a paz reine em vossos corações e nos
vossos lares. Fechai os olhos para a casa do vizinho; fechai a boca
para não murmurar contra quem quer que seja; não julguei para não serdes
julgado; acreditai em Deus e a paz entrará em vosso lar. É dos
Evangelhos. Eu, meus irmãos, como o menor espírito que baixou a Terra,
porém amigo de todos, numa comunhão perfeita com companheiros que me
rodeiam neste momento, peço que eles observem a necessidade de cada um
de vós e que, ao sairdes deste templo de caridade, encontreis os
caminhos abertos, vossos enfermos curados, e a saúde em para sempre em
vossa matéria. “Com um voto de paz, saúde e felicidade, com humildade,
amor e caridade, sou e sempre serei o humilde Caboclo das Sete
Encruzilhadas.”
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Salve Oxossi
Oxossi das Matas nos manda toda sua glória, seu amor e paz, e mais uma
vez roga a todos Filhos, Proteção a MÃE NATUREZA, tal como
Ele vos protege, sejamos todos nós agradecidos pelas glórias alcançadas,
zelando apenas pelo que Deus em sua Infinita Bondade, nos doou, sejamos
caridosos para com nossa Mãe Natureza, sejamos felizes pela proteção
dos Orixás, sejamos apenas Filhos de Umbanda, dentro todas as suas Leis.
Levemos a todos a mensagem dos Orixás de Umbanda.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Castigos, sofrimentos e resgates de culpas pregressas
Raros
espiritualistas mostram-se esclarecidos quanto ao verdadeiro sentido da
recuperação cármica, pois mesmo entre os espíritas ainda confunde-se o programa
técnico de limpeza perispiritual, com a concepção de castigos, sofrimentos ou
resgates de culpas pregressas. Não existem departamentos corretivos nos planos
superiores para punir falta dos filhos de Deus. Afora alguns "arremedos" de
tribunais de justiça, sediados nas regiões do astral inferior sob o comando de
entidades malévolas do submundo espiritual, a dor, desdita, desgraça, tragédia
ou infelicidade são apenas fases de um processo técnico benfeitor, traçado
inteligentemente pelos "Senhores do Carma", com o objetivo exclusivo
de proporcionar a felicidade breve aos espíritos ignorantes.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Para você ganhar um belíssimo Ano Novo...

Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependimento pelas besteiras consumadas...
É necessário que vc faça da vida um canteirode oportunidades para vc ser feliz...
E, quando você errar o caminho, recomece.
Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um obstáculo imperdível,
ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário.
Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro,
tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo!
Eu sei que não é fácil mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
"Responsabilidade é assumir uma tarefa para si perante outros. É saber que os demais dependem da sua colaboração e do seu compromisso. Em momentos de desânimo, lembre-se que há outros que dependem do seu trabalho, da sua ação efetiva. Se não por você, faça bem, faça direito, e faça por eles."
Enviado por: Umbanda, eu curto.
Fazer
uma prece é muito mais do que apenas entoar um hino ou uma oração. É
preciso realmente sentir o significado das palavras, da mensagem contida
nas orações. Faça de sua prece o seu momento de ligação com o mundo
espiritual, esteja atento à mensagem, tenha fé e acredite nos desígnios
de Deus. Somos todos filhos Dele.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Mensagem do Xangô do Fogo
"Quando se vai em algum lugar, devemos levar
alguma coisa boa: PODER É DEUS, EXEMPLO É OXALÁ, FORÇA É PERDÃO".
A força de cada um, é o perdão. aprenda a perdoar todos os que passaram pelo seu caminho. Se não perdoarmos alguém, ele será uma pedra em nosso caminho. O poder de Deus não se manifesta. O poder de Deus é o exemplo. É a força de perdoar.
Perdoando se encontra a força. Se encontra um sentido para a vida. A vida por si só é um mistério. Estar vivo é um milagre. Agradeça por estar vivo. Agradeça sempre.
Temos uma boca e duas orelhas para: Ouvir mais do que se fala. Falar menos do que se ouve. E buscar viver mais, "do lado de dentro" e não da "boca para fora".
A razão de viver: Viver o seu melhor. Viver o melhor, é ser o melhor que você pode.
Sofra, aguente a dor. E seja firme no caminho da luz, que não tem atalho. Na hora do sofrimento e da dor, busque Deus, que está dentro de você.
Seja firme. Pare de reclamar da vida. Agradeça o que você tem e não reclame do que você não tem. O que você tem pode ser retirado para você aprender a lição da humildade. Se você perder a matéria, pense que você tem uma cabeça para pensar.
E pense em Deus. Deus pode modificar sua vida se você caminhar com Ele. Caminhe com fé. Se te faltar a fé, peça a Deus para encontrá-la no silêncio. Deus fala no silêncio de cada um.
Deus não tem religião. Encontre uma verdade para a vida e que esta verdade habite seu ser, sua alma, sua mente e seu espírito. Busque esta verdade como quem tem sede.
A vida é sagrada. Não destrua o corpo que é sagrado. Não banalize.
Se te falta ânimo e esperança, levante e caminhe com as próprias pernas. A força da razão te diz o que é bom para você, então procure o que é bom para você.
Isto é para mim, também. Eu não sou nenhum iluminado. Sou mais um entre tantos outros, que sabe que o tempo não pode voltar para trás. Eu não posso voltar para consertar os erros que já fiz, as pessoas que machuquei. Mais me envergonho do que me orgulho. Que a minha vergonha, seja motivo para caminhar, também. Se eu errei, é um motivo para tentar acertar.
Se apegue a Deus, peça perdão pelos seus erros e aprenda a perdoar, também. Se perdoe, porque ninguém pode te julgar. Só você e Deus.
Eu não aponto o dedo para ninguém e não aceito que ninguém aponte o dedo para mim. Se eu errei, eu agora quero acertar. Esta é a história de cada um de nós. Seja forte, não desanime, acenda uma luz. Nós estamos aqui para ajudar e orientar.
Quem pode mais que Deus? Mais que Deus, ninguém. Ele que é tudo, que tudo pode.
Que Deus nos ampare, aqui, agora e sempre.
Assim
seja!
Rubio Nunes
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Mensagem
Oxalá nos enviou a mensagem que não devemos
nos preocupar em sermos amados, pois isto ensejaria em virtude. Devemos
nos preocupar em amarmos sobre todas as coisas, isso é sublime
Exu e Pomba Gira na Umbanda
Anjos ou Demônios?
Doutrinados nas leis da Umbanda, os Exus e Pomba Giras são emissários, elo entre os homens e os Orixás.
Subordinados
às energias superiores, são compromissados com as leis divinas e
estagiam em graus médios da espiritualidade, praticando o bem,
caminhando na luz em busca de sua própria evolução. Trilham no astral
inferior apenas para combater o mal: desfazem feitiços, trabalhos de
magia negra em pessoas e ambientes; resgatam os espíritos malignos e
obsessores, responsáveis por separações de casais; vícios de bebidas e
drogas; embaraços nos negócios; perturbações; discussões em família e
uma infinidade de malefícios… Encaminham estes espíritos a um
guardião-chefe, onde passam por uma triagem e, após se redimirem de seus
erros, são batizados e preparados para cumprir sua missão, juntamente
com o Exu que lhes resgatou. Esses Exus, no cumprimento de suas missões,
evoluem: são coroados e recebem, por mérito de seu sacrifício, a
condição de progredirem como elementos da linha positiva.
É
comum ouvir dizer que sem Exu não se faz nada. Isso se dá pelo fato
destas entidades estarem frente aos combates espirituais, prestando
defesa e proteção, e não porque são vingadores, traíras ou forças do
mal, como a maior parte das lendas nos leva a pensar.
Entretanto cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu é “inferior” ao dos caboclos, baianos, pretos-velhos, etc., o que também não significa que não sejam evoluídos – apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa e sua vibração ou força de incorporação está mais próxima ou similar à vibração da Terra, exigindo dos médiuns uma concentração diferenciada da que possam sentir ao incorporarem um caboclo, um baiano ou preto-velho. Fato é que, quanto mais evoluída for a entidade a ser incorporada, mais sutil será a incorporação e a energia sentida. Há também de se lembrar que, quando um médium incorpora um Exu ou Pomba Gira, ele está ativando seus chackras inferiores, e, se este médium for despreparado ou tiver conduta questionável, poderá interferir na incorporação: ele dará vazão aos seus sentimentos menores, transferindo para o Exu o seu tipo de comportamento e neste caso não há dúvidas: o médium está mistificando um ato sagrado da espiritualidade.
Entretanto cabe lembrar, que o estágio evolutivo de Exu é “inferior” ao dos caboclos, baianos, pretos-velhos, etc., o que também não significa que não sejam evoluídos – apenas encontram-se num estágio abaixo. Sua energia é mais densa e sua vibração ou força de incorporação está mais próxima ou similar à vibração da Terra, exigindo dos médiuns uma concentração diferenciada da que possam sentir ao incorporarem um caboclo, um baiano ou preto-velho. Fato é que, quanto mais evoluída for a entidade a ser incorporada, mais sutil será a incorporação e a energia sentida. Há também de se lembrar que, quando um médium incorpora um Exu ou Pomba Gira, ele está ativando seus chackras inferiores, e, se este médium for despreparado ou tiver conduta questionável, poderá interferir na incorporação: ele dará vazão aos seus sentimentos menores, transferindo para o Exu o seu tipo de comportamento e neste caso não há dúvidas: o médium está mistificando um ato sagrado da espiritualidade.
Outro
aspecto a ressaltar é que esse estágio espiritual, onde se encontra
Exu, em nada o impede de trabalhar harmoniosamente com as entidades
mais evoluídas, até porque a questão hierárquica, no Plano Astral, é
sublimada: lá não existem disputas pelo poder, pois, todos estão
conscientes de suas tarefas e de seus graus. Bom, agora que já
transcorremos de forma esclarecedora, sobre o tema, conheça mais sobre
alguns guardiões e suas falanges.
Exu e Sua Forma Original
Na
tentativa de manter o culto aos seus deuses no Brasil, os negros
escravos buscaram pontos de convergência entre a trajetória dos santos
católicos e os dezesseis orixás do culto do Candomblé, mais conhecidos e
tradicionalmente cultuados. Exu foi representado no sincretismo
católico, pelos negros africanos, por Santo Antônio, simplesmente por
questões similares como a cor de ambos e governança: o número sete, os
cemitérios, encruzas e sua personalidade forte.
Este
orixá foi o que mais sofreu uma perseguição sistemática, pelos
missionários catequizadores, sendo associado ao Diabo. Nesta mistura de
mentiras, médiuns despreparados recebiam espíritos que se passavam por
Exu, dizendo que era o Demônio, fazendo com que comerciantes
inescrupulosos e ignorantes criassem uma imagem de Exu, cada vez mais
distorcida e tenebrosa. Exu, sobre esta concepção, ganhou chifre, rabo e
pata de animais. Verdade é que, a forma original de Exu é humana, ele
tem dois braços, duas pernas, dois olhos e uma cabeça! Os espíritos que
compõem a falange de Exu são espíritos como nós, contemporâneos até.
Essa associação, indevida e maldosa, com o passar do tempo, foi caindo
no gosto popular e na psique de pessoas mentalmente e espiritualmente
doentes, que começaram a construir a visão irreal de que Exu é o
Demônio. Diferente dos quiumbas, zombeteiros e outros espíritos
oportunistas, que podem mistificar os trabalhos espirituais e se
passarem por Exu, cada ser humano têm, pelo menos, um casal de Exus que
influenciam permanentemente em seu destino.
Para
fechar esta postagem, esclareçamos outro mito: independe do sexo e da
sexualidade do médium a incorporação de um Pombo-gira ou Exu. Isto quer
dizer que um médium homem jamais terá sua sexualidade transmutada ou
interferida porque incorpora uma Pombo-gira e a recíproca é verdadeira.
Estas “lendas” em nada conferem com a realidade da pura espiritualidade
e, pelo contrário, distorcem ainda mais a verdade dos fatos.
Que os Exus e Pomba Giras os protejam e que Oxalá os abençoem! Muita Paz e Luz a todos!
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Dia da Mamãe Oxum
Oxum, querida mãe
minha menina faceira,
abre em mim tua cachoeira
e lava minha alma
de tanta sujeira.
Oxum, minha rainha.
Deusa da água doce.
Molda-me como se fosse
uma das tuas pedrinhas.
Leva-me no teu leito.
Acolhe-me no teu peito.
Nina-me com teu balançar...
Eu vou dormir sossegado
pois sei que estou amparado.
Oxum, não me deixa naufragar.
minha menina faceira,
abre em mim tua cachoeira
e lava minha alma
de tanta sujeira.
Oxum, minha rainha.
Deusa da água doce.
Molda-me como se fosse
uma das tuas pedrinhas.
Leva-me no teu leito.
Acolhe-me no teu peito.
Nina-me com teu balançar...
Eu vou dormir sossegado
pois sei que estou amparado.
Oxum, não me deixa naufragar.
Teu curso
Meu porto seguro...
Minha alma
Tua morada...
Deusa, Mãe
Rainha, dourada
Fértil
Fecunda o mundo...
Gigante por natureza
Senhora de real beleza
Majestosa em tua grandeza
Sempre implacável
Silenciosa...
Detentora dos segredos
Protetora do Sagrado
Grande Pássaro encantado
Misterioso e temido.
Em teu regaço peço abrigo
Em tuas águas lavo meu pranto
Quando triste
Por ti clamo
E logo sou acolhido.
Senhora de minha razão
Direção de minha caminhada
Essência de minha alma...
...Meu lado direito
Meu lado esquerdo
Meu coração.
Meu porto seguro...
Minha alma
Tua morada...
Deusa, Mãe
Rainha, dourada
Fértil
Fecunda o mundo...
Gigante por natureza
Senhora de real beleza
Majestosa em tua grandeza
Sempre implacável
Silenciosa...
Detentora dos segredos
Protetora do Sagrado
Grande Pássaro encantado
Misterioso e temido.
Em teu regaço peço abrigo
Em tuas águas lavo meu pranto
Quando triste
Por ti clamo
E logo sou acolhido.
Senhora de minha razão
Direção de minha caminhada
Essência de minha alma...
...Meu lado direito
Meu lado esquerdo
Meu coração.
Ora iê iê ô... Mamãe Oxum
A Tristeza dos Orixás
Não
sou muito de postar no Blog sobre Lendas de Orixás, mas esse
texto nos trás uma mensagem muito importante para a seara da Umbanda.
Muita Paz e Luz!
Foi,
não há muito tempo atrás, que essa história aconteceu. Contada aqui de
uma forma romanceada, mas que trás em sua essência, uma verdadeira
mensagem para os umbandistas…
Ela
começa em uma noite escura e assustadora, daquelas de arrepiar os pelos
do corpo. Realmente o Sol tinha se escondido nesse dia, e a Lua,
tímida, teimava em não iluminar com seus encantadores raios, brilhosos
como fios de prata, a morada dos Orixás.
Nessa
estranha noite, Ogum, o Orixá das “guerras”, saiu do alto ponto onde
guarda todos os caminhos e dirigiu se ao mar. Lá chegando, as sereias
começaram a cantar e os seres aquáticos agitaram se. Todos adoravam
Ogum, ele era tão forte e corajoso.
Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:
Iemanjá que tem nele um filho querido, logo abriu um sorriso, aqueles de mãe “coruja” quando revê um filho que há tempos partiu de sua casa, mas nunca de sua eterna morada dentro do coração:
-
Ah Ogum, que saudade, já faz tanto tempo! Você podia vir visitar mais
vezes sua mãe, não é mesmo? _ ralhou Iemanjá, com aquele tom típico de
contrariedade.
- Desculpe, sabe, ando meio ocupado_ Respondeu um triste Ogum.
- Mas, o que aconteceu? Sinto que estás triste.
-
É, vim até aqui para “desabafar” com você “mãeinha”. Estou cansado!
Estou cansado de muitas coisas que os encarnados fazem em meu nome.
Estou cansado com o que eles fazem com a “espada da Lei” que julgam
carregar. Estou cansado de tanta demanda. Estou muito mais cansado das
“supostas” demandas, que apenas existem dentro do íntimo de cada um
deles… Estou cansado…
Ogum
retirou seu elmo, e por de trás de seu bonito capacete, um rosto belo e
de traços fortes pôde ser visto. Ele chorava. Chorava uma dor que
carregava há tempos. Chorava por ser tão mal compreendido pelos filhos
de Umbanda.
Chorava
por ninguém entender, que se ele era daquele jeito, protetor e austero,
era porque em seu peito a chama da compaixão brilhava. E, se existe um
Orixá leal, fiel e companheiro, esse Orixá é Ogum. Ele daria a própria
Vida, por cada pessoa da humanidade, não apenas pelos filhos de fé. Não!
Ogum amava a humanidade, amava a Vida.
Mas
infelizmente suas atribuições não eram realmente entendidas. As pessoas
não viam em sua espada, a força que corta as trevas do ego, e logo a
transformavam em um instrumento de guerra. Não vinham nele a potência e a
força de vencer os abismos profundos, que criam verdadeiros vales de
trevas na alma de todos. Não vinham em sua lança, a direção que aponta
para o autoconhecimento, para iluminação interna e eterna.
Não!
Infelizmente ele era entendido como o “Orixá da Guerra”, um homem
impiedoso que utiliza se de sua espada para resolver qualquer
situação. E logo, inspirados por isso, lá iam os filhos de fé esquecer
dos trabalhos de assistência a espíritos sofredores, a almas perdidas
entre mundos, aos trabalhos de cura, esqueciam do amor e da compaixão,
sentimentos básicos em qualquer trabalho espiritual, para apenas
realizaram “quebras e cortes” de demandas, muitas das quais nem mesmo
existem, ou quando existem, muitas vezes são apenas reflexos do próprio
estado de espírito de cada um. E mais, normalmente, tudo isso torna se
uma guerra de vaidade, um show “pirotécnico” de forças ocultas. Muita
“espada”, muito “tridente”, muitas “armas”, pouco coração, pensamento
elevado e crescimento espiritual.
Isso magoava Ogum. Como magoava:
Isso magoava Ogum. Como magoava:
-
Ah, filhos de Umbanda, por que vocês esquecem que a Umbanda é pura e
simplesmente amor e caridade? A minha espada sempre protege o justo, o
correto, aquele que trabalha pela luz, fiando seu coração em Olorum. Por
que esquecem que a Espada da Lei só pode ser manuseada pela mão direita
do amor, insistindo em empunhá la com a mão esquerda da soberbia, do
poder transitório, da ira, da ilusão, transformandona em apenas mais
uma espada semeadora de tormentos e destruição…
Então,
Ogum começou a retirar sua armadura, que representava a proteção e
firmeza no caminho espiritual que esse Orixá traz para nossa vida. E
totalmente nu ficou frente à Iemanjá. Cravou sua espada no solo. Não
queria mais lutar, não daquele jeito. Estava cansado…
Logo
um estrondo foi ouvido e o querido, mas também temido Tatá Omulu
apareceu. E por incrível que pareça o mesmo aconteceu. Ele não agüentava
mais ser visto como uma divindade da peste e da magia negativa. Não
entendia, como ele, o guardião da Vida podia ser invocado para atentar
contra Ela. Magoava – se por sua alfange da morte, que é o princípio que
a tudo destrói, para que então a mudança e a renovação aconteçam, ser
tão temida e mal compreendida pelos homens.
Ele
também deixou sua alfange aos pés de Iemanjá, e retirou seu manto
escuro como a noite. Logo via se o mais lindo dos Orixás, aquele que
usa uma cobertura para não cegar os seus filhos com a imensa luz de amor
e paz que irradia – se de todo seu ser. A luz que cura, a luz que
pacifica, aquela que recolhe todas as almas que perderam se na senda
do Criador. Infelizmente os filhos de fé esquecem disso…
Mas
o mais incrível estava por acontecer. Uma tempestade começou a desabar
aumentando ainda mais o aspecto incrível e tenebroso daquela estranha
noite. E todos os outros Orixás começaram a aparecer, para logo,
começarem também a despir suas vestimentas sagradas, além de deixarem ao
pé de Iemanjá suas armas e ferramentas simbólicas.
Faziam
isso em respeito a Ogum e Omulu, dois Orixás muito mal compreendidos
pelos umbandistas. Faziam isso por si próprios. Iansã queria que as
pessoas entendessem que seus ventos sagrados são o sopro de Olorum, que
espalha as sementes de luz do seu amor. Oxossi queria ser reverenciado
como aquele que, com flechas douradas de conhecimento, rasga as trevas
da ignorância. Egunitá apagou seu fogo encantador, afinal, ninguém
lembrava da chama que intensifica a fé e a espiritualidade. Apenas
daquele que devora e destrói. Os vícios dos outros, é claro.
Um a um, todos foram despindo se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Um a um, todos foram despindo se e pensando quanto os filhos de Umbanda compreendiam erroneamente os Orixás.
Iemanjá,
totalmente surpresa e sem reação, não sabia o que fazer. Foi quando uma
irônica gargalhada cortou o ambiente. Era Exu. O controvertido Orixá
das encruzilhadas, o mensageiro, o guardião, também chegava para a
reunião, acompanhado de Pomba Gira, sua companheira eterna de jornada.
Mas
os dois estavam muito diferentes de como normalmente apresentam se.
Andavam curvados, como que segurando um grande peso nas costas. Tinham
na face, a expressão do cansaço. Mas, mesmo assim, gargalhavam muito.
Eles nunca perdiam o senso de humor!
E
os dois também repetiram aquilo que todos os Orixás foram fazer na casa
de Iemanjá. Despiram se de tudo. Exu e Pomba Gira, sem dúvida, eram
os que mais razões tinham de ali estarem. Inúmeros eram os absurdos
cometidos por encarnados em nome deles. Sem contar o preconceito, que o
próprio umbandista ajudou a criar, dentro da sociedade, associando o a
figura do Diabo:
-
Hahaha, lamentável essa situação, hahaha, lamentável! Exu chorava,
mas Exu continuava a sorrir. Essa era a natureza desse querido Orixá.
Iemanjá
estava desesperada! Estavam todos lá, pedindo a ela um conforto. Mas
nem mesmo a encantadora Rainha do Mar sabia o que fazer:
- Espere!_ pensou Iemanjá!_ Oxalá, Oxalá não está aqui! Ele com certeza saberá como resolver essa situação.
E
logo Iemanjá colocou se em oração, pedindo a presença daquele que é o
Rei entre os Orixás. Oxalá apresentou – se na frente de todos. Trazia
seu opaxorô, o cajado que sustenta o mundo. Cravou ele na Terra, ao lado
da espada de Ogum. Também despiu – se de sua roupa sagrada, pra igualar se a todos, e sua voz ecoou pelos quatro cantos do Orun:
-
Olorum manda uma mensagem a todos vocês meus irmãos queridos! Ele diz
para que não desanimem, pois, se poucos realmente os compreendem,
aqueles que assim o fazem, não medem esforços para disseminar essas
verdades divinas. Fechem os olhos e vejam, que mesmo com muita tolice e
bobagem relacionada e feita em nossos nomes, muita luz e amor também
está sendo semeado, regado e colhido, por mãos de sérios e puros
trabalhadores nesse às vezes triste, mas abençoado planeta Terra. Esses
verdadeiros filhos de fé que lutam por uma Umbanda séria, sem os
absurdos que por aí acontecem. Esses que muito além de “apenas”
prestarem o socorro espiritual, plantam as sementes do amor dentro do
coração de milhares de pessoas. Esses que passam por cima das
dificuldades materiais, e das pressões espirituais, realizando um
trabalho magnífico, atendendo milhares na matéria, mas também, milhões
no astral, construindo verdadeiras “bases de luz” na crosta, onde a
espiritualidade e religiosidade verdadeira irão manifestar-se. Esses que
realmente nos compreendem e buscam nos dentro do coração espiritual,
pois é lá que o verdadeiro Orun reside e existe. Esses incríveis filhos
de umbanda, que não colocam as responsabilidades da vida deles em nossas
costas, mas sim, entendem que tudo depende exclusivamente deles mesmos.
Esses fantásticos trabalhadores anônimos, soltos pelo Brasil, que
honram e enchem a Umbanda de alegria, fazendo a filhinha mais nova de
Olorum brilhar e sorrir…
Quando
Oxalá calou–se os Orixás estavam mudados. Todos eles tinham suas
esperanças recuperadas, realmente viram que se poucos os compreendiam,
grande era o trabalho que estava sendo realizado, e talvez, daqui algum
tempo, muitos outros juntariam–se nesse ideal. E aquilo alegrou – os
tanto que todos começaram a assumir suas verdadeiras formas, que são de
luzes fulgurantes e indescritíveis. E lá, do plano celeste, brilharam e
derramaram–se em amor e compaixão pela humanidade.
Em
Aruanda, os Caboclos, Pretos Velhos e Crianças, o mesmo fizeram.
Largaram tudo, também despiram–se e manifestaram sua essência de luz,
sua humildade e sabedoria comungando a benção dos Orixás.
Na
Terra, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Ciganos e todos os povos de
Umbanda, sorriam. Aquelas luzes que vinham lá do alto os saudavam e
abençoavam seus abnegados e difíceis trabalhos. Uma alegria e bem
aventurança incríveis invadiram seus corações. Largaram as armas. Apenas
sorriam e abraçavam–se. O alto os abençoava…
Mas,
uma ação dos Orixás nunca fica limitada, pois é divina, alcançando
assim, a tudo e a todos. E lá no baixo astral, aqueles guardiões e
guardiãs da lei nas trevas também foram alcançados pelas luzes Deles, os
Senhores do Alto. Largaram as armas, as capas, e lavaram suas sofridas
almas com aquele banho de luz. Lavaram seus corações, magoados por tanta
tolice dita e cometida em nome deles. Exus e Pomba Giras, naquele dia
foram tocados pelo amor dos Orixás, e com certeza, aquilo daria força
para mais muitos milênios de lutas insaciáveis pela Luz.
Miríades
de espíritos foram retirados do baixo astral, e pela vibração dos
Orixás puderam ser encaminhados novamente à senda que leva ao Criador. E
na matéria toda a humanidade foi abençoada. Aos tolos que pensam que
Orixás pertencem a uma única religião ou a um povo e tradição, um
alerta. Os Orixás amam a humanidade inteira, e por todos olham
carinhosamente.
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou–se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Aquela noite que tinha tudo para ser uma das mais terríveis de todos os tempos, tornou–se benção na vida de todos. Do alto ao embaixo, da esquerda até a direita, as egrégoras de paz e luz deram as mãos e comungaram daquele presente celeste, vindo diretamente do Orun, a morada celestial dos Orixás.
Vocês,
filhos de Umbanda, pensem bem! Não transformem a Umbanda em um campo de
guerra, onde os Orixás são vistos como “armas” para vocês acertarem
suas contas terrenas. Muito menos esqueçam do amor e compaixão, chaves
de acesso ao mistério de qualquer um deles. Umbanda é simples, é puro
sentimento, alegria e razão. Lembrem-se disso.
E
quanto a todos aqueles, que lutam por uma Umbanda séria, esclarecida e
verdadeira, independente da linha seguida, lembrem – se das palavras de
Oxalá ditas linhas acima.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.
Não desanimem com aqueles que vos criticam, não fraquejem por aqueles que não tem olhos para ver o brilho da verdadeira espiritualidade.
Lembrem se que vocês também inspiram e enchem os Orixás de alegria e
esperança. A todos, que lutam pela Umbanda nessa Terra de Orixás. Honrem-los. Sejam luz, assim como Eles!
Salve o Pai Oxalá
Por Rubio Nunes
O Texto “A Tristeza dos Orixás” é de autoria de Fernando Sepe escrito para o Jornal de Umbanda Sagrada.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Dia de Iansâ
Ah que cabocla mais linda,
vestida ora de amarelo,
ora se veste de vermelho,
dependendo para que vem.
Sua luz resplandecente,
cega a todos que a vê,
sua beleza tão pura,
faz o ser se prostar.
Não há quem se ache digno,
de para ela olhar,
mas sentem a sua energia,
fazendo a lei imperar.
Não gosta de injustiças,
chora por quem as sofre,
mas chora muito mais,
pelos transgressores da lei.
Esta mãe amorosa,
terá que redirecioná-los,
a estrada do retorno,
é sofrida ela bem sabe.
Os ampara em sua queda,
ministra o remédio amargo,
a mesmo tempo os cerca,
para dar-lhes o consolo.
Sua energia guerreira,
não os deixa desistir,
mas só volta a sorrir,
quando eles retornarem.
Lindo trabalho ela faz,
redirecionar os seres ao Pai,
através de Lei Justa,
aplicada com amor.
Te saúdo minha mãezinha,
agradecendo todos os dias,
por tu de mim cuidares,
vestida ora de amarelo,
ora se veste de vermelho,
dependendo para que vem.
Sua luz resplandecente,
cega a todos que a vê,
sua beleza tão pura,
faz o ser se prostar.
Não há quem se ache digno,
de para ela olhar,
mas sentem a sua energia,
fazendo a lei imperar.
Não gosta de injustiças,
chora por quem as sofre,
mas chora muito mais,
pelos transgressores da lei.
Esta mãe amorosa,
terá que redirecioná-los,
a estrada do retorno,
é sofrida ela bem sabe.
Os ampara em sua queda,
ministra o remédio amargo,
a mesmo tempo os cerca,
para dar-lhes o consolo.
Sua energia guerreira,
não os deixa desistir,
mas só volta a sorrir,
quando eles retornarem.
Lindo trabalho ela faz,
redirecionar os seres ao Pai,
através de Lei Justa,
aplicada com amor.
Te saúdo minha mãezinha,
agradecendo todos os dias,
por tu de mim cuidares,
Eparrêi! Iansã.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
PERGUNTAS E RESPOSTAS PARA INCIANTES
01 – Como
funciona a mediunidade consciente?
O médium
capta o fluxo mental do Espírito, gerando idéias e sensações, como se houvesse
a intromissão de outra mente em sua intimidade; como se estivesse a conversar
com alguém, dentro de si mesmo.
02 – Ouve
uma voz?
Seria
fácil, mas não é bem assim. Idéias surgem, misturando-se com as suas, como se
fossem dele próprio.
03 –
Parece complicado…
E é, sem
dúvida, principalmente para médiuns iniciantes, que não distinguem o que é deles
e o que é do Espírito. Muitos abandonam a prática mediúnica, em face dessa
incerteza, que é perturbadora.
04 – Como
resolver esse problema?
É preciso
confiar e dar vazão às idéias que lhe vêm à cabeça, ainda que pareçam
embaralhadas, em princípio. Geralmente a mediunidade é desenvolvida a partir da
manifestação de Espíritos sofredores, o que é mais simples. Não exige maior
concatenação de idéias ou esforço de raciocínio. Cumpre-lhe, em princípio,
apenas exprimir as sensações e sentimentos que o Espírito lhe passa.
05 – Qual
o conselho para o médium que enfrenta esse impasse?
Sentindo
crescer dentro de si o fluxo de sensações e pensamentos, que tomam corpo
independente de sua vontade, comece a falar, sem preocupar-se em saber se é seu
ou do Espírito. A partir daí o fluxo irá se ajustando. É como o motorista
inexperiente na direção de um automóvel. Em princípio há solavancos, mas logo
se ajusta.
06 – O
que pode ser feito para ajudar o médium iniciante?
A
participação dos irmãos do Terreiro é importante. O médium, nessa situação
inicial, fica fragilizado. Sente-se vulnerável e constrangido. Qualquer
hostilidade ou pensamento crítico dos irmãos, revelando desconhecimento do
processo, poderá afetá-lo.
07 –
Seria razoável aplicar passes no médium iniciante, em dificuldade para iniciar
a manifestação?
O passe
pode ajudar, mas devemos ser econômicos na sua utilização, a fim de evitar
condicionamentos. Há médiuns que esperam pela intervenção do Pai, Mãe ou irmão
no Santo, aplicando-lhes passes, a fim de iniciar seu trabalho.
08 – As
manifestações de médiuns iniciantes são, não raro, repetitivas. Como devem agir
o Pai ou Mãe e Irmãos no Santo no Terreiro?
Cultivar
a compreensão e a boa vontade, considerando que o animismo, a intervenção do
próprio médium, é expressivo nessa etapa do desenvolvimento. Aos poucos ele irá
se ajustando, aprendendo a distinguir melhor entre suas idéias e as do
Espírito.
09 –
Vemos, com freqüência, médiuns dotados de razoáveis faculdades mediúnicas
desistirem do compromisso. Há algum prejuízo?
A
sensibilidade mediúnica não funciona apenas nas Giras. Está sempre presente. É
na prática mediúnica, com os estudos e disciplinas que lhe são inerentes, que o
médium garante recursos para manter o próprio equilíbrio. Afastado, pode cair
em perturbações e desajustes.
10 – É um
castigo?
Não se
trata disso. O problema está na própria sensibilidade que, não controlada pelo
exercício, situa o médium à mercê de influências negativas, nos ambientes em
que circule, e de entidades perturbadas que se aproximam.
11 – Mas
esse problema não está presente na vida de todos nós? Não vivemos rodeados de
Espíritos perturbados e perturbadores?
Sim, e
bem sabemos quantos problemas são decorrentes dessa situação, por total
ignorância das pessoas em relação ao assunto. No médium afastado da prática
mediúnica é mais sério, porquanto, em face de sua sensibilidade, ele sofre um
impacto maior, com repercussões negativas em seu psiquismo.
12 – E se
o médium, não obstante afastado da prática mediúnica, for uma pessoa de boa
índole, caridosa, afável, bem sintonizada?
Com
semelhante comportamento poderá manter relativa estabilidade, mas é preciso
considerar que a mediunidade não é um acidente biológico. Ninguém nasce médium
por acaso. Há compromissos que lhe são inerentes.
13 – O
médium vem programado para essa tarefa…
Sim.
Trata-se de um compromisso assumido na espiritualidade. Há um investimento no
candidato à mediunidade, relacionado com estudos, planejamento, adequação do
corpo. Tudo isso envolve diligentes cuidados dos mentores espirituais.
Imaginemos uma empresa investindo na preparação de um funcionário para
determinada função. Depois de tudo, será razoável ele dizer que não está
interessado?
14- Mas
não é contraproducente o médium participar de trabalhos mediúnicos como quem
cumpre uma obrigação ou um contrato preestabelecido, temendo sanções?
As
sanções serão de sua própria consciência, que lhe cobrará, mais cedo ou mais
tarde, pela omissão. Para evitar essa situação é que os médiuns devem estudar a
Doutrina, participando de estudos e lendo a respeito da mediunidade, a Doutrina
Espírita é a melhor opção para conhecer sobre a mediunidade, mas esta deve ser
direcionada pelo Pai ou Mãe no Santo, assim estará assimilando conhecimento e
podendo debater a respeito.
15 – E se
há impedimentos ponderáveis? Filhos a cuidar, cônjuge difícil, profissão,
saúde…
Eventualmente
isso pode acontecer, por algum tempo. O problema maior, entretanto, está no
próprio médium que, geralmente, tenta justificar a sua omissão. Altamente
improvável que a espiritualidade lhe outorgasse a mediunidade, sem dar-lhe
condições para exercê-la.
16 – E
quando a participação do médium gera conturbações no lar, a partir de um
posicionamento intransigente do consorte?
Lamentável
o casamento em que marido ou mulher pretende criar embaraços à atividade
religiosa do cônjuge. É inconcebível! Onde ficam o diálogo, a compreensão, o
respeito às convicções alheias? De qualquer forma, embora tal situação possa
justificar a ausência do médium, não o eximirá dos problemas inerentes à
mediunidade não exercitada.
17 – É
difícil encontrar pessoas que guardam perfeita estabilidade emocional e física.
Tem algo a ver com a sensibilidade mediúnica?
Tem tudo
a ver. Vivemos mergulhados num oceano de vibrações mentais, emitidas por
Espíritos encarnados e desencarnados. Assim como podemos ser contaminados por
vírus e bactérias, também sofremos contaminações espirituais que geram
alterações em nossos estados de ânimo.
18 – Isso
explica por que as pessoas tendem a ficar deprimidas num velório e felizes num
casamento?
Sem
dúvida. O ambiente e as situações exercem grande influência. Lembro-me da morte
de Aírton Senna. Provocou imensa comoção popular, até naqueles que não
acompanhavam suas proezas no automobilismo. A emoção se expande e pode envolver
multidões.
19 –
Explica, também, as atrocidades cometidas por soldados, numa guerra?
A guerra
produz lamentáveis epidemias de maldade, em face de nossa inferioridade. A
crueldade tem livre acesso em corações ainda dominados pelos impulsos
instintivos da animalidade. Propaga-se com a rapidez de um rastilho de pólvora.
20 – No
lar parece acontecer algo semelhante, quando as pessoas perdem o controle e se
agridem com gritos e palavrões, descendo não raro à agressão física…
Em nenhum
outro lugar demonstramos com maior propriedade nossa inferioridade. No lar
rompe-se o verniz social. As pessoas mostram o que são. Como não há santos na
Terra, conturba-se o ambiente, favorecendo contaminações de agressividade, que
envolvem os membros da casa.
21 – Como
evitar isso?
É preciso
desenvolver e fortalecer defesas espirituais, elevando nosso padrão vibratório,
sintonizando numa freqüência que nos coloque acima das perturbações do
ambiente.
22 – Como
funciona essa questão da sintonia?
Tomemos,
por exemplo, as ondas hertzianas, nas transmissões radiofônicas. Elas se
expandem dentro de freqüência específica. Para ouvir determinada emissora
giramos o dial e a sintonizamos. Nossa mente é um poderoso emissor e receptor
de vibrações e tendemos a sintonizar com multidões que se afinam mentalmente
conosco.
23 – Que
providências devemos tomar para uma sintonia saudável?
Consideremos,
em princípio, que ela é determinada pela natureza de nossos pensamentos.
Lembrando o velho ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és “, podemos
afirmar “dize-me a natureza de teus pensamentos e te direi que influências irás
assimilar”.
24 – Isso
significa que equilíbrio e desequilíbrio, paz ou inquietação, alegria ou
tristeza, agressividade ou mansuetude, dependem, essencialmente, de nós?
Exatamente.
Embora nossos problemas físicos e psíquicos possam ser amplificados por
influências ambientes, a origem deles está em nossa maneira de pensar e agir.
Se quisermos o Bem em nossa vida, é fundamental que pensemos e realizemos o
Bem.
25 – Que
livros você indicaria para um iniciante?
É preciso
levar em consideração a cultura e a familiaridade da pessoa com a literatura.
Se for alguém habituado, com facilidade de concentração, deve ler,
inicialmente, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo
o Espiritismo. Nessas três obras de Allan Kardec, temos, na mesma ordem, o
tríplice aspecto do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião, estes nasceram
não para a Religião Espiritismo e sim para todos que crêem na existência dos
espíritos, mas para aceitação inicial da espiritualidade e conhecimento
especifico dentro da Umbanda, cabe ao iniciante conhecer Tambores de Angola,
Aruanda de Robson Pinheiros, nos dá uma noção da Umbanda no Astral Superior,
não esquecendo de forma alguma informar ao seu Pai ou Mãe no Santo, sobre seus
estudos, pois este estará disposto a lhe responder futuras dúvidas a respeito
de seu estudo, infelizmente a Umbanda ainda não existe um livro que possamos
pegá-lo como base de estudo para todos, pois a verdade dos Terreiros de Umbanda
é que cada Casa atribui sua Doutrina e esta deve ser respeitada pelo iniciante,
damos sempre como base a Doutrina Espírita, pois a mesma nasceu para ensinar a
todos sobre a Espiritualidade.
26 – O
que é o animismo?
Na
prática mediúnica é algo da alma do próprio médium, interferindo no
intercâmbio. Kardec empregou o termo sonambulismo, explicando, em Obras
Póstumas, quando trata da manifestação dos Espíritos, item 46: O sonâmbulo age
sob a influência do seu próprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos
de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele
exprime, haure-o de si mesmo…
27 – O
animismo está sempre presente nas manifestações?
O médium
não é um telefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o transmite, utilizando-se
de seus próprios recursos. Sempre haverá algo dele mesmo, principalmente se for
iniciante, com dificuldade para distinguir entre o que é seu e o que vem do
Espírito.
28 –
Existe um percentual envolvendo o animismo na comunicação? Digamos, algo como
quarenta por cento do médium e sessenta por cento do Espírito?
Se o
animismo faz parte do processo mediúnico, sempre haverá um porcentual a ser
considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do
médium. Geralmente os iniciantes colocam mais de si mesmos na comunicação.
Quando experientes, tendem a interferir menos.
29 – Pode
ocorrer uma manifestação essencialmente anímica, sem que o próprio médium
perceba?
É comum
acontecer, quando está sob tensão nervosa, em dificuldade para lidar com
determinados problemas de ordem particular. As emoções tendem a interferir e
ele acaba transmitindo algo de suas próprias angústias, em suposta
manifestação.
30 –
Seria uma mistificação?
Não,
porque não há intencionalidade. O médium não está tentando enganar ninguém. É
vítima de seus próprios desajustes e nem mesmo tem consciência do que está
acontecendo.
31 – E o
que deve fazer o Pai/Mãe no Santo quando percebe que um Filho no Santo está
entrando nessa faixa?
É preciso
cuidado. O Pai/Mãe no Santo menos avisado pode enxergar animismo onde não
existe. Se a experiência lhe disser que realmente está acontecendo, deve
conversar com o médium, em particular, saber de seus problemas e encaminhá-lo
às giras de desenvolvimento e ou tratamento espiritual. Toda a atenção dos
Pais/Mães no Santo devem ser direcionada a este Filho e estar atento a esta
mediunidade, é comum percebermos que pela ignorância (do saber) é mais fácil
deixá-lo de lado, ou ainda excluí-lo do corpo mediúnico, muitas das vezes estes
são execrados dos Terreiros, não por ser um animista e sim pelo desconhecimento
do Pai/Mãe no Santo sobre o assunto. Se persistir o problema, o médium deve ser
orientado a participar das giras como suporte, auxiliando nos trabalhos.
32 –
Quando é que o Pai/Mãe no Santo deve preocupar-se com o animismo?
Quando
ocorre a manifestação de um espírito que se diz orientador. É preciso passar o
que diz pelo crivo da razão, distinguindo não apenas um possível animismo, mas,
também, uma mistificação do Espírito comunicante.
33 – O
médium que se sinta enfermo deve resguardar-se, deixando de comparecer à gira?
Depende
do tipo de problema que esteja enfrentando. Se fortemente gripado, febril, é
conveniente que se ausente, resguardando também os irmãos, que podem contrair
seu mal. Mas há sintomas físicos e psíquicos que apenas revelam a proximidade
de Espírito sofredor, não raro trazido pelos mentores espirituais para um
contato inicial, a favorecer a manifestação.
34 –
Nesse caso, mesmo não se sentindo bem, o médium deve comparecer?
Sim,
porque o que está sentindo é parte de seu trabalho, exprimindo as angústias e
sensações do Espírito, relacionadas com a doença ou os problemas que enfrentou
na vida física.
35 – Isso
significa que uma dor na perna, por exemplo, pode ter origem espiritual?
É comum.
Acontece principalmente com o médium que tem sensibilidade mais dilatada. Ao
transmitir a manifestação de um Espírito que desencarnou por problema
circulatório, cuja perna gangrenou, tenderá a sentir dor semelhante, não raro
antes da reunião, devido à aproximação da entidade.
36 –
Ocorre o mesmo em relação às emoções?
É
freqüente. Sintonizado com o Espírito, o médium capta o que vai em seu íntimo.
Se a entidade sente-se atormentada, aflita, tensa, nervosa ou angustiada,
experimentará algo dessas emoções.
37 – E se
o médium, imaginando que esses sintomas físicos e emocionais estão relacionados
com seus próprios problemas, decide não comparecer à reunião?
Se alguém
nos confia um doente para levá-lo ao hospital, e decidimos instalá-lo em nossa
casa, assumiremos o ônus de cuidar dele. Certamente nos dará muito trabalho,
principalmente se for um doente mental.
38 – É
possível que essa ligação com entidades perturbadas ocorra independentemente da
iniciativa dos mentores espirituais?
É o que
mais acontece. Vivemos rodeados por Espíritos destrambelhados, sem nenhuma
noção da vida espiritual, que se agarram aos homens, como náufragos numa tábua
de salvação. Nem é necessário ter mediunidade ostensiva. Todos estamos sujeitos
a sofrer essa influência.
39 –
Digamos que o médium receba influência dessa natureza na segunda-feira e só
comparecerá ao Terreiro no sábado. Sofrerá durante a semana toda?
Com a
experiência e a dedicação ao estudo ele aprenderá a lidar com esse problema,
cultivando a oração e dialogando intimamente com a entidade que, com o concurso
de mentores espirituais, será amparada.
40 –
Devemos informar a esse respeito pessoas que procuram o Terreiro, perturbadas
por tais aproximações?
É preciso
cuidado. Pessoas suscetíveis, que guardam idéias equivocadas, relacionadas com
influências demoníacas, podem apavorar-se. Nunca mais porão os pés no Terreiro.
por:RICHARD SIMONETTI
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